Atlântida Elo Perdido e o Clã de Ciclistas


No último domingo, dia 16 de março em Atlântida, ocorreu a 6ª Etapa da 4ª Copa União/Gatorade de Ciclismo, com um total de 104 atletas de 30 cidades do Estado. Foi a prova que menos gente conhecida encontrei, talvez pela distância e também porque o verão e as férias já se foram, porém em compensação com mais parentes juntos que já vi.

O nível do circuito foi relativamente fácil, mas não muito para mim, que passei uma noite de muita tensão, depois de ficar até tarde arranjando os pneus na bike. Eles são muito bons, mas no item manuseio e troca deixam a desejar para mãos femininas, porque são com arame.

Com o apoio de dois amigos, sendo que um deles estava se recuperando de um acidente ciclístico (onde fraturou os punhos e por conta disso, não podia fazer muita coisa) e o outro ciclista apareceu em casa bem tarde da noite, eu fiz a troca.

Bem cedinho, rumei ao encontro do meu carona. A viagem foi tranqüila e chegamos até com folga de horário, no que eu não aproveitei a oportunidade de fazer inscrição logo, e ganhar a camiseta. Dei bobeira devido ao meu gosto por novidades e fui olhar uma exposição de brasões de família que me fizeram perder a noção de tempo. Eu e a expositora e ciclista começamos a conversar, quando vi “baubau” acabaram as camisetas.

Gostei de ver a galera do litoral que apoiou e participou do evento.
Na minha categoria não houve muita surpresa, e novamente a Tanara abocanhou o 1º. lugar do feminino. Modestamente fiquei com a 5ª. colocação. Nas outras provas, a surpresa da open foi o 1º. lugar para Jair Soares da Acivas Beto’s Bike de Porto Alegre, liderando a prova desde o início.

Legal foi a participação do papai-ciclista Ivan Santos (3º. lugar na categoria Máster A pela equipe da União de Ciclistas de Canoas) que levou sua filha Djulia Kubiaki que disputou pela categoria infantil, ficando com a 5ª. colocação, além de ser mais uma estréia feminina.

Mais ciclistas também compareceram em família: os já conhecidos irmãos Rogério e Wilton Américo, ambos da Startec Dtools de Porto Alegre que fazem dobradinha; pela equipe Oda Bike de Novo Hamburgo pai e filho: Geverson e Guilherme Porciúncula também são exemplo, na categoria Amador e infantil, respectivamente. Igualmente Silvio Soares, na categoria Master A e sua filha Jéssica (Infantil), além de Darmes e Alex Labatut, ambos de Caxias do Sul (Open) são exemplos de pais e filhos que participam das competições. Ainda em família, temos os primos: Ivan Zeni e Ana Zeniol da equipe Acaci de Caxias do Sul. E os dois últimos ilustres desses clãs são: Darcy Egon e seu filho Júnior da Gofit/Cicle Darcy de Novo Hamburgo.

Algumas famílias do pedal vão longe; mal foram definidas as vagas do feminino para a disputa em Pequim e a atleta Clemilda Fernandes, tricampeã da Copa América, é a ciclista mais bem colocada no ranking mundial e uma das grandes favoritas para pedalar na China. Clemilda com 28 anos faz parte da conhecida família Fernandes em Goiás. São 12 irmãos. Difícil é lembrar tantos nomes : Clemilda, Janildes, Márcia, Uênia, Sandra, Flavia, Carolina, Bruna, Marcinha, Neilson, Ronei e Geneci. Comenta-se que o pai queria um time de futebol, acabou saindo uma equipe de ciclismo. As fortes candidatas a Pequim este ano e que pedalam na mesma equipe na Europa: Janildes, Clemilda e Uênia chegaram a ser “rivais” até que, em 2005 perceberam que a união faz a força. Enquanto não pedalavam juntas, elas pouco podiam fazer senão torcerem umas pelas outras nas disputas.

Bem, quanto a mim, considero o pessoal das provas como "a grande família”.

MIX no pedal em Caxias do Sul


Fiquei conhecendo, mais um pouco desta vez, da cidade que me apresentou ao Estado do Rio Grande do Sul. Estive visitando Caxias do Sul em 1985 e foi só depois de mais de 24 anos, que vim morar e conhecer Porto Alegre, onde resido há 8 anos. A cidade cresceu, e é hoje considerada a segunda mais importante do Estado.

Assim que cheguei na rodoviária, no domingo 9/3/8, 9:00 hs da manhã, considerando que iria participar em alguns minutos, de uma prova de MTB nos arredores da cidade, da qual nem dispunha ao certo do endereço da largada. Havia apenas lido no site da FGC, sobre a festa e a Linha 40. Tento ligar para o Guilherme W. e o telefone dele não pega!
Toco com pneus lisinhos estrada afora, meio que seguindo às cegas.
Mas vou! Por fim chego atrasada, e ainda tenho que trocar pneus.
Afê, que correria!

Trocados os pneus, com ajuda de dois ciclistas parcerias entro na prova, e vou me distanciando dos demais, mas sem descer da bike, nem abandonar o trajeto.
Percebo que vêem outros ciclistas de outra categoria atrás, em alta velocidade, vou mais para o canto, e ainda faço uma gritaria para avisá-los que estou na frente.
Quando eles passam vou me acalmando, que ainda tem chão, e muito chão batido pela frente.

O calor se faz forte e tira ainda um pouco mais de energia.
A prova está boa e não vi nenhum PC, imagino que esteja perto, porque vejo uns guris parados numa árvore gritando “Vai Indicatti, vai”. Penso comigo mesma: nossa ele já vem pra sua segunda volta, e eu nem cheguei ao PC. Nisso, um rapaz me oferece água e não posso parar nem descer da bike, já que estou numa lomba, ele despeja água em minhas costas.
Valeu!

Pedalo ao lado do guri da categoria infanto-juvenil, e ele reclama que está difícil, no que retruco pra ele ser grato, porque podia ser pior lá pra frente. Aparece o PC, em seguida da lomba, mas dispenso a água. Logo, noto que estamos na pista de asfalto, e ao que tudo indica, estamos chegando.

Certo... estava certa! Apenas, que quando vou entrando na linha de chegada, estranho por não ver todas gurias por ali. Pergunto para os organizadores e respondem que tenho que ficar ali esperando as primeiras. Já estou parada ali há muito tempo e ninguém passa.
Nos meus cálculos fiquei em torno de 20 a 30 minutos, e só depois disso, vejo passarem as primeiras gurias.
Não entendi nada!?

Olhando depois, nos tempos e colocações noto que eu ainda deveria ter seguido mais uma volta., até porque, o tempo da 5ª colocada em relação à 1ª. foi de uma diferença de 1’15”.
Pergunto: porque não fui orientada continuar mais outra volta.
Afinal, como eu cheguei juntinho do 2º. colocado na categoria infanto-juvenil na 1ª volta, pergunto como eu perdi a possibilidade de continuar na disputa?
E Agora José?
No caminho tinha uma pedra....tinha uma pedra no caminho.....Tinha sim, mas o caminho era fácil seguir, difícil foi a pouca orientação recebida ali no momento crucial da prova.
Chamo isso nadar, nadar e morrer na praia.

Voltei muita cansada de lá, apesar de vir de ônibus novamente para casa. Pois, sai da competição e segui rumo a São Vendelino, mais uns 30 km. Almocei num bar do Parque de Exposições Mário Bernardino Ramos, que ainda não conhecia. Como era último dia do evento, que acontece a cada dois anos, entre fevereiro e março, a cidade passa por uma transformação que remete a suas raízes italianas e sua metade colonial, portanto a permanência com bike por ali, em meio a multidão estava inviável.

Gostei muito do cheiro de uva nas estradas, não só pelos seus parreirais, e pelo vinho de Caxias do Sul que são os responsáveis por colocar a cidade como importante pólo econômico do país. A cidade cresceu, e é hoje considerada a segunda mais importante do Estado.

Fiz desse evento um Mix que contou com variadas etapas que passaram pela Festa da Uva em sua 27ª. edição, a viagem de ônibus, as estrada de chão e asfalto com paisagens belíssimas e muitas subidas e descidas onde se pode pedalar forte.

No Zoô de bike


Por ocasião do Tour das Meninas, do Dia Internacional da Mulher, mais as Prova de Estância Velha, e o Campeonato Gaúcho de MTB em Caxias do Sul, gostaria de colocar sobre a situação nos ciclopasseios, aproveitando as datas importantes.

Considero de máxima urgência esse assunto, pois comentei sobre o assunto com pessoas de outras listas de ciclismo que consideraram como um tema de importância.

Fui a um passeio que iria seguir outro passeio e que acabou num terceiro, esse em muito melhor cia, no zoológico de Sapucaia do Sul, em 2/3/8.
Tem horas que a convivência com os bichos é bem melhor mesmo!
E foi, porque fui parar num pedal que abortou com mais 2 ciclistas e acabei sozinha dando milho aos pombos num domingão ensolarado.

Acordei cedo e me dispunha a achar parceira para fazer um pedal na estrada.
Sabia da galera da lista que organizou ir a Bom Princípio, cidade depois de Novo Hamburgo.

A viagem atrasou bastante por causa de um pneu “furado” que levou mais de meia hora para ser consertado! Parece que o pneu mesmo rasgou?

Rolaram chateações e decidi ficar de olho nas nuvens. Caso precisasse ainda podia contar com o trensurb, já que era domingo e o horário para nós ciclistas nesse dia é mais flexível.
O tempo era de muito calor, mas as nuvens se faziam escuras e carregadas, sendo assim, as paradas deveriam ser poucas. Apenas pedi para ir ao banheiro na entrada da estrada para Bom Princípio, mas após isso não teve jeito e a chuva nos pegou. Um dos participantes resolve fazer uma parada para lanchar e o mesmo já se encontrava bastante adiantado e na nossa frente.
Quando me dou conta já estou procurando pelos dois e não vejo sequer algum deles.
Meio que me desespero e entro num lance para dentro da estradas pois vejo que no lado oposto tem um telefone. Fico imaginando mil coisas e nada tem sentido. Por fim, atravesso a pista e um segurança vem me auxiliar, pois estava bastante nervosa e enquanto isso observo que se passaram já uns 15 min.

Lá bem longe avisto os dois subindo tranqüilamente!
Isso foi uma parada obrigatória para mim.
Peguei meus pertences com os dois e decidi não mais seguirmos para finalizar o pedal em Bom Princípio e sim que voltaria para Porto Alegre “Eu, Comigo Mesma Irene”.

Refazer as forças e recobrar a serenidade e tudo mais é fundamental nessa hora, e nada melhor que visitar o espaço do Zôo de Sapucaia que ainda não tinha idéia de como seria.
Aproveitei para fazer umas fotos, hidratação e chamar bastante atenção, pois muitas pessoas me abordaram querendo saber como eu entrara de bike, se era permitido, como fazia, pois muito se agradavam com essa idéia.
Informo-lhes que o ingresso é o mesmo de R$ 4,00 e que lá dentro é calmo para pedalar, mesmo cheio de gente circulando.

Por bem não precisei usar o trem e voltei no pedal para Porto Alegre no finalzinho da tarde.
Ao sentar-me diante do computador à noite, comecei a pensar sobre como fora esse meu dia e segui ouvindo um amigo e ciclista experiente que me respondeu:

Marly, acho que vc precisaria explicar um pouco o porque de propôr isso. Exemplo que vc se perdeu, etc. e acho que deveria ser colocado como sugestão de bons modos nas trilhas. Regras parece que já repele, e ai ninguém bota em prática. Em cada tópico eu dei uma pitada veja abaixo:

1. Quando numa estrada ao parar deve-se avisar aos que vêem atrás;
2.( Se não der para parar e esperar chegar um segundo biker, deve-se sinalizar para que outros não passem batido. Tipo largar a bike no meio da estrada se for preciso)
1. Se algum participante perder-se, ao ser notado o fato, devem ser tomadas providências imediatas;
2. Se for pra sair em grupo, então que o grupo não fique mais que dois ou 3 km do primeiro ao último. Isso dá no máximo 5 mim de espera para reagrupar. É só dar um paradinha a cada fim de subida que todos colam.


1. Os que estiverem juntos ajam no sentido de procurar o desgarrado do grupo imediatamente;
2 .Se em 5 mim um não aparecer, é porque furou pneu. e numa descida longa, deve-se reagrupar antes da descida. Pois, se furar o pneu de um, voltar subindo pra ajudar sempre é mais complicado. Se o grupo está junto, da pra ouvir o grito do detrás e parar sem descer demais

1. Que sempre se enfatize o posicionamento do ciclista que vai a frente do grupo, delegando a incumbência de voltar, caso alguém tenha ficado para trás, ou mesmo pelo grupo não estar seguindo coeso;
2. Quem vai a frente marcando a trilha, tem que ter a preocupação de que ao passar por bifurcações, o detrás pode interpretar errado. Mesmo que pareça lógico demais o caminho a seguir. E parar e marcar onde seguir.


Por problemas mecânicos ou mesmo pneus furados.
2. O básico é ter a sensibilidade de que “passeio em grupo é em grupo”, e sempre dar uma espiada para ver quem esta atrás ou a frente é obrigação de todos, inclusive dos que estão no meio do pelotão.

Aceito sugestões de medidas para que existam minimamente dentro de algumas regras, por exemplo, “Se de agora em diante... ou quem sabe .....quando,
Sujiro aqui nesse Fórum, um amplo debate”.

Regras de Cordialidade;
Aos Bons Princípios dos Dia-a-Dia;
Ninguém quer nem agüenta mais lições de moral;
Creio na recíproca de que respeito é bom e eu gosto.

Na Cidade das Bicicletas


A peleia foi em Sapiranga e A Saga Continua: Speeds x MTB.

No último dia 24/02/08, abrindo o calendário de ciclismo da FGC, aconteceu a prova de circuito determinada por tempo. Assim, dentro da programação de aniversário dos 53 anos da cidade de Sapiranga que abrigou a 1ª. Etapa do Campeonato Gaúcho de Ciclismo Resistência 2008. A largada foi às 13:00 hs no tradicional circuito da Avenida 20 de Setembro. Foram três baterias, com a disputa em 12 categorias.
Não entendi o critério, se era uma prova de resistência medida em km e ficou em horas.
Foi bastante demorada e difícil, pois devido ao forte sol, e horário que considero inadequados e os atletas se desgastaram muito. Além, é claro dos incidentes, como gente transitando pelo circuito, e causando acidentes que poderiam ter sido evitados pela organização e os próprios espectadores.

Fui pedalando de Porto Alegre ao Trensurb, e de São Leo à Sapiranga, que perfaz um total de 25 km. A princípio, eu teria carona, mas não tive. Se tivesse aberto e-mails, verificaria que outro ciclista que participaria da prova me ofereceu transporte.
Pena! Estava tão preocupada que nem olhei o computador.

Tive uma demonstração do mais baixo nível de um ser humano pela manhã bem cedo, enquanto estou me arrumando toca o interfone, e vejo que é o Rodrigo, vou retirar da corda de varal, na varanda do quarto minha vestimenta, e noto que fui “furtada” . Um golpe baixo, já que eram minhas duas bermudas de ciclismo, uma delas muito nova e adorada! Penso em desistir da “façanha da competição”, afinal além de ter que ir pedalando, ainda por cima sem o apetrecho essencial, a bermuda.

Nada é tão ruim como parece, felizmente!
Xingo, esbravejo, praguejo e até choro. Fazer o que? Vão-se os anéis ficam-se os dedos. As mãos leves como essas, que ousadamente subiram no peitoril da janela e tiraram as bermudas de uma distância considerável, parecem que planejaram hora e local.
Elementar caro Watson! Temos uma guarda na esquina, e a mesma, ou não viu nada, ou fez vista grossa. Grossinho, como meu carnêzinho que tenho para quitar da dívida desse fardamento furtado.

Saí de casa às 7:30 hs, cheguei em São Leo às 9:00 hs. Como não sabia em quanto tempo faria até Sapiranga, segui pela estrada afora só.
Mal tinha passado por Novo Hamburgo, encosta pertinho de mim um ciclista de speed que veio no mesmo horário que eu de trem. Ao desembarcarmos passamos a roleta juntos. Porém, como não o conhecia segui em frente.
Ao nos cruzarmos na estrada tive medo de cair por estar clipada. Conversando descobri que tínhamos em comum, o Lagartixa, com quem tinha conversado há uns dias, para virmos pedalando.
Por fim, nada ficou acertado e não imaginava que eu fosse peixar pela estrada o guri do qual, o Lagartixa tinha me falado que queria ir junto.

Feito, seguimos pedalando.

Às 10:00 hs encontrei um orelhão para ligar avisando o Rodrigo que seguia em frente, porque precisava chegar a tempo de fazer minha inscrição.
Ele me diz que estava por volta de São Leo com outro ciclista.
Chegamos na cidade às 10:40 hs. Antes fomos almoçar, pois as inscrições seriam a partir das 11:30 hs. Muito cedo para comer, mas mesmo assim fomos comer e comemos, comemos e comemos.... Comi muito e da outra vez, vou pesar apenas coisas muito leves e digestivas.

Fomos fazer a inscrição e encontramos o Rodrigo com a galera do Silvinho, embaixo de uma barraca, em frente a largada da prova, esta com infra-estrutura completa para eles próprios.

Na Categoria Feminina tinham mais seis inscritas e todas estavam com speeds, menos eu.
Houve alterações na prova que ficaram assim: “Em reunião realizada na noite desta última quinta-feira, 21 de Fevereiro, entre o Presidente da FGC e os diretores das equipes do ciclismo gaúcho (ABC Concresul; Acaci/PM Caxias do Sul; Cycle Darcy; GNG/Porto Alegre; Startec/Porto Alegre), ficou decidido que a prova de ciclismo que irá acontecer em Sapiranga neste domingo será válida pelo Campeonato Gaúcho de Meio Fundo.
Todas as provas de Meio Fundo 2008 serão realizadas por tempo:Estreantes – 1h 10min + duas Voltas; Feminino – 1h + duas Voltas; Juvenil – 1h + duas Voltas; Mtb – 50min + duas Voltas; Máster A – 01h 30min + duas Voltas; Máster B – 01h 20min + duas Voltas; Máster C – 01h 10min + duas Voltas;Veteranos – 01h + duas Voltas; Elite – 02h + duas Voltas; Sub 30 – 01h 45min + duas Voltas e Júnior – 01h 40min + duas Voltas ”.
O Vinícius correria pela estreante, mas se inscreveu como avulso e não obteve classificação, assim como eu também, que fiquei em último. Aliás, quando estava na reta final, a menos de 200 m, parei de pedalar, e desse meu descuido, veio outra participante e me passou. Juro... que durante o circuito não a tinha visto mais.

Agora, era acompanhar as últimas categorias, e isso terminou por volta das 18:00 hs.
Saímos de lá umas 18:30 hs. Consegui uma carona com o José Ramos, outro experiente ciclista, que informa agora estar correndo em outra categoria, a Máster C.
Acompanhem resultados no site da FGC.
Visitem álbum:

ACZS no Podium de PoA




Com record de 148 inscritos, de 34 cidades do Estado, no último 17 de fevereiro, em Porto Alegre, na Usina do Gasômetro, ocorreu a 4ª. Etapa da 4ª. Copa União/Gatorade de Ciclismo.
Neste mesmo dia, em Nova Petrópolis, acontecia a 2ª. Etapa do Campeonato Gaúcho de Montain Bike Maratona 2008, organizada pela FGC. Como minha bike é MTB estava mais segura em meu desempenho nessa modalidade. Me preparei pensando em ir.
Não rolou!
Eu dependia de uma carona, já que não tenho um transporte movido a “Sangue Negro”!
Diriam os antigos: “há males que vêem para bem”.
Feito!
Me reorganizei, reprogramei meus bits e bytes.
Apesar de estar em namoro com o clip e a nova sapatilhas, o que houve fez parte.

Primeiro tombo: após voltar da compra dos mesmos, lá no Sarandi, rumo ao Jardim Botânico. Foi numa subida, e eu clipada parei na sinaleira, quando fui por o pé direito no chão....tombão. Escoriações apenas no cotovelo. Fiquei ressabiada e não quis mais me arriscar, deixando bike e clipes de canto em casa.

Quando resolvi no domingo ir participar da prova no Gasômetro, percebi que já estava me acostumando melhor....ledo engano.

Fizemos ajustes com tudo mais que se faz necessário aos clips. Ao iniciar um leve aquecimento, antes da largada....veio a outra queda. Essa sob vários olhares, que nem pude perceber de momento. Com sorte dois ciclistas experientes, me auxiliaram nos detalhes técnicos. Adquirir rapidamente confiança para entrar na disputa da categoria feminina era bem complicado, mas eu já estava inscrita.

Por volta de 9:40 hs, após uma pequena falta de energia elétrica na região, teve início a prova infantil, seguida da feminina por um circuito de 5500 metros.
Entrei apenas pela participação e acabei conquistando o 3º. Lugar. E, juntamente a um terceiro tombo, onde hoje rio de mim mesma. Passei na primeira volta para o 2º. Lugar, mas quando cruzei a chegada achei que tinha acabado e escapei fora do circuito....retomando-o, fiquei uma posição atrás.
E surpresa! quando cruzei a linha de chegada... fui descer da bike.... esquecendo novamente o pé no clip. Só deu prá gritar a um rapaz: me segura, eu vou cair....a queda me lembra muito aqueles alvos, nos parques de diversão, onde apenas se tomba.

Como não podia deixar de mencionar, a orla do Guaíba tem circulação livre dos passantes e por causa disto, muita gente desrespeitou o fato de estar havendo uma competição ali.

A equipe a qual pertenço a ACZS, conquistou os dois 3º. Lugares, eu pela categoria feminina e o Paulo Alves (Lagartixa) pela Master A. Temos sempre o nome da equipe trocado, creio que por dificuldade de pronuncia....sai sempre uma confusão com o nome ACZS (Associação Ciclística da Zona Sul).
A próxima Etapa será na cidade de Estância Velha, no dia 9 de março.

Copa União em Torres, 10 de fevereiro 2008.


Prossegue em Torres a 3ª. Etapa da 4ª. Copa União/Gatorade de Ciclismo, que no último domingo realizou a prova ciclística de meio fundo, junto ao Parque da Guarita. Participaram 105 ciclistas de vários municípios do Estado e Catarinense.

Torres é a última cidade praiana, mais ao norte do Estado, separada de Santa Catarina pelo Rio Imbituba e abriga a praia da Guarita que é rodeada pelas torres Centro, Sul e Torre do Meio uma das paradas obrigatórias de quem visita o litoral norte gaúcho.

Saímos de Porto Alegre na sexta-feira, 08/01/08 em direção à Tramandaí , cidade mais conhecida como a Capital das Praias. O tempo se fazia típico de um dia de verão na capital, muito abafado e quente. Eu me encontraria no posto da Cristiano Fisher com Av. Ipiranga, por volta de 16:00 hs com o Rodrigo H., não antes que eu entregasse uns pneus sleek ao Petry, ciclista e empresário de transportes que estava no estacionamento da PUC e que participaria da prova também.

Feito isso....seguimos em direção à rodovia RS 040, por Viamão com um movimento razoável. A média a ser mantida oscilou bastante e mais a frente, quando já se sentem os movimentos dos ventos do litoral, abaixou mais ainda. A viagem foi interrompida em Capivari do Sul devido o anoitecer e as condições do tempo. O acostamento estava esburacado e era enorme o fluxo de veículos, e principalmente, o forte ventão litorâneo, não nos deu outra alternativa que não fosse encontrar um local para pernoitarmos. Não foi possível achá-lo, já que no restaurante que paramos para jantar lá pelas 21:30 hs, o único hotel tinha sido anteriormente na parte superior, mas o mesmo estava fechado. Passamos um grande sufoco, que só se resolveu quando procuramos auxílio com o DNER, e lá passamos a noite abrigados. Sou muito grata, apesar de tudo, pois enfrentar um vento forte, a escuridão e pouca roupa àquela hora da noite, era cilada certa!

Saímos muito cedo, ainda clareando. Depois de percorridos uns 15 km vejo na estrada um atalho que economizaria mais uns 15 km. Sigo sozinha por ele. O Rodrigo continua na estrada de asfalto, até porque ia com uma speed e eu com uma montain bike. Pensei em tirar fotos porque a estradinha ia costeando os moinhos aeólicos de Osório. Porém, no meio do trajeto sou surpreendida por uma pancada no meu braço e guidão esquerdos. Quando me dou conta vejo que um veículo veio em alta velocidade já buzinando encima. Reaji me jogando para à direita, e isso me salvou de algo pior devido o tamanho do veículo que era um utilitário grande com baú. Passada a surpresa daquele infortúnio verifiquei que apenas bati de raspão nos malucos que alegavam estarem fugindo de motoqueiros, estes “um casal” que vinha tentando pedir-lhes informações, de onde encontravam uma casa abrigo, para jovens da região, que estavam em dia de visita dos seus familiares. Eu memorizei a placa deles, mas não tive reflexo de fotografar e assim, todos nós seguimos adiante, mas eu ainda não estava liberada daquele panorama inóspito. Mais para frente, exatamente atrás dos moinhos, tem uma casa de caseiros e lá três enormes cachorros, os quais, ao longe me avistaram e largaram por cima da porteira avançando. Desci da bike e comecei a berrar alto. O mais agressivo vinha tentando se aproximar por detrás de mim, e era um doberman. Consegui enxergar um rapazinho dentro do galpão que se levantou e veio chamando a fera: “urso”.... até que eu lhe ordenei que os prendesse pela coleira até eu passar. Ufa!
Mas, ali a coisa caminhava em dose dupla, e mais à frente, uma cobra passa ligeirinha por baixo da roda da frente. Acompanhei o seu rastejar ansiosamente para que logo terminasse esse trajeto, meio que agora invertendo e eu fosse a atropeladora.

Sai para a rodovia depois de percorrer mais uns 12 km, agora sem mais confusões Graças a Deus. Apenas, que tinha combinado de quem chegasse antes na saída ligaria para o outro. Avistei um orelhão dentro do Horto Florestal que era esquina da pista. Fui arranjar um jeito de ligar ao Rodrigo. Surpresa! Ele liga e diz que já estava em Tramandaí, e para mim faltavam ainda mais 12 km.

Mas, ainda ia pernoitar na cidade para seguir à Torres na madrugada seguinte.
A carona veio nos pegar às 6:30 hs, e o tempo parecia instável e sujeito a chuvas e trovoadas. Na volta da prova, lá pelas 16:00 hs foi bem diferente, e o aguaceiro desabou forte. Ficamos num posto na estrada próximo a cidade de Rainha do Mar e depois de esperar a chuva parar ,por mais de 2 horas, sugeri seguir adiante antes que piorasse mais a situação de instabilidade.

A volta do litoral para quem emendou do carnaval foi sofrida.
Rumamos bem devagar pelo trecho até Tramandaí, que estava com muitas poças e não tinha iluminação, a não ser quando vinham veículos atrás. Já eu, não levara nenhuma luz em minha bike. Demoramos um pouco a chegar na pousada. E ainda pensávamos voltar pedalando, o que ficou inviável, e também, o mesmo no dia seguinte. Assim, nada mais restando fazer que não embarcar as bikes no bus, chegamos secos em PoA, no final do dia.



InVerão na Serra de São Francisco de Paula


Domingo, acordei bem cedinho e liguei para confirmar estadia num posto de serviços da cidade de S. Francisco de Paula. Era um dia em que a meteorologia previa céu aberto e chuvas passageiras. Até ai normal, por ser verão; só que na serra não foi bem assim, não!


Saí de casa, em direção ao trensurb, pela 8:00 hs, chegando em São Leo às 10:00 hs. Embarquei conforme é pedido, na frente da marca no chão, na Estação Farrapos. Quando desembarquei, parecia que a chuva tinha ficado esperando por mim. Caiu um aguaceiro imenso e tive que tomar um reforço de café da manhã para esperar estiar. Improvisei com um saco plástico grande uma capa de chuva. Segui estrada afora, e o movimento era bem tranqüilo, por vezes até demais, já que havia poucos lugares abertos, devido ao feriado.

Entrei em direção à Taquara e sempre com uma chuvinha entrando na frente do tímido sol que quase esperava para aparecer no topo mais alto da serra lá pra frente.
Uma amiga quis ir junto, mas só me acompanhou até o trem, ficando de ver se folgava de seu plantão e me encontrava mais tarde. Sendo assim, o jeito era encarar os trechos que eu conhecia apenas descendo de Três Coroas em diante.

Ao meio-dia e meio comi no restaurante "Vitória", em Taquara, e dá-lhe chuva. Até o Museu Arqueológico eu já havia ido...dali pra frente, tudo novo pra mim, cheio de subidinhas estreitas e sem acostamento, e achei melhor seguir enquanto era dia.


Fiz algumas pausas para fotos mas segui com velocidade considerável. Lá pelas 15:30 hs, parei num lugar com um povo se reunindo num local onde se faz chá de nozes, que desconheço para que serve ou se é bom.


Lá tinha um telefone público, e assim que parei para pedir informes ao meu amigo Rodrigo S., me liga a Lu querendo saber quando vou chegar. Segundo me informou meu amigo, faltavam uns 10 ou 12 km, já que eu ainda estava em Figueiras. Por sorte, logo a frente um motorista me pergunta para que lado fica S. Francisco e eu indico-lhe descer pelo meu lado, pois acabara de passar por uma placa mostrando faltarem 20 km. Ufa! Foram os 20 km mais difícies de fazer, sendo que os últimos 5 km eram inacabáveis.


Antes, passei pelo caminho que vai dar no templo budista e vejo na placa que são apenas 500 m. Nisso, o céu desabou e ali a estradinha é toda de terra e estava um puro lamaçal. Aproveitei e entrei lá, para encher minha caramanhola e ir ao banheiro, além de bater mais umas fotos.

Quando saí de lá, um vento forte e a chuva havia parado. Milagre!


Retomei meu caminho longo de subidas e lindas montanhas cercadas de um pouco de serração, que durou bem pouco já que agora o sol se fazia brilhar. Fui chegando, com medo de anoitecer mas ainda eram 19:00 hs. Finalmente, encontrei o local onde iria descansar, que estava muito acolhedor. Mas o pior era que fazia um frio parecido com o outono/inverno, em pleno carnaval num país tropical (abençoado por Deus e bonito por natureza, mas que bele... em fevere tem carna...).


Isso ai... cheguei lá sem uma nega e um fusca, mas movida a uma curiosidade grande que me fez fazer novos amigos de pedaladas e conhecer lindas paisagens tanto para curtir caminhando como para pedalar ou apenas sentar para uma conversa com pessoas dispostas a prosear após árduo esforço.
Esse muito bem empregado aliás!
Visitem albúm em:

Ventos, água e fogo nas pontes no Guaíba.


Domingo é dia de missa? Também. Mas é dia de alongar e de tomar bastante sol!
O dia não parecia prometer muito céu ensolarado, mas mais tarde isso se mostrou contrário.
O convite veio do Rodrigo que como já estava na cidade de Guaíba, propôs ir até Barra do Ribeiro, e depois se empolgou e sugeriu irmos à Tapes.
Nossa, eu achei muito chão para ir num dia só!

Estava com minha bike com os freios travando e não reconhecia que esse problema era muito simples de sanar, bastando afrouxar uns parafusinhos dos freios e ajustando outros.
Foi assim que aprendi, na verdade... olhando o Rodrigo ajeitar a bike encima da primeira ponte do Guaíba, que foi onde ele veio me esperar por volta de umas 9:15hs da manhã.

Saímos pedalando ainda sem saber direito aonde ir. Talvez até o restaurante das Cucas, muito freqüentado, mas como soube com precinhos meio salgados para um pedal de um dia.

Assim, fomos indo até que chegamos na bifurcação que segue na estrada rumo a Charqueadas, o mesmo do itinerário dos Audax de Porto Alegre. Me lembrei de um convite antigo de um sindicato de classe, que organiza, uma vez por ano, um evento no Aeroclube de Eldorado do Sul. Sugeri conhecermos o restaurante de lá. Porém, como ainda era muito cedo para almoçar, seguimos até o pedágio mais 4 km a frente. Voltamos e agora sim o restaurante já funcionava. Durante o ano, eles servem refeições aos aprendizes de piloto e funcionários por apenas R$ 6,50 com refri, mas com as férias eles estavam apenas servindo refeição para o pessoal do Aeroclube, por R$ 3,00, com sobremesa e refri. Muito boazinha a comidinha. Valeu a pena.

Ainda fizemos umas fotos do local, seguida da aparição de uma pequena corujinha que ensaiou posses imitativas do seu fotógrafo. Muito hilário!
Saímos novamente afim de parar em algum lugar em que pudéssemos terminar o dia, que se fazia muito quente e com um ventão daqueles.

Chegamos em Guaíba e passamos por muitas pequenas queimadas na estradinha nova, por dentro do bairro Santa Rita. Ligamos para os bombeiros virem, porém não atendia e quando chegamos na cidade, mais outro foco de fogo e fumaça na mata. Nessa pelo menos eles estavam tentando controlar. Outro foco na saída para estrada. E eles ali novamente apagando incêndios que julgo criminosos contra o meio ambiente e aos motoristas na estrada.

As águas do Guaíba estavam muito escuras e agitadas pela força dos ventos, mas também muito bonito de se ver. Outra beleza da cidade são os cavalos que vimos presos debaixo de árvores no antigo e desativado Matadouro São Geraldo, que aliás poderia ser estudada sua restauração.


Voltamos com estrada bastante movimentada e num ritmo lento, devido a força do vento que não saberia dizer se era um Nordestão, em determinados momentos, ou noutros um Nordestinho.
Ainda pegamos caindo nos rios, um belo pôr-do-sol de cima das pontes.
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Passeios por Lomba Grande


No sábado fui ver uma pré-estréia de um filme chamado Paranoid Park, que fica nos EUA e é point dos skaitistas. Mas, nesse filme, o que menos vi foram manobras radicais. Ficando assim a parte esportiva para mais tarde, quando combinei com o Guilherme uma ida até Novo Hamburgo para conhecer os passeios do Cicle Darcy a loja dos Darcy Pereira e Junior. Às saídas são por volta de 15:30 hs, e os percursos adentram para regiões de muito verde e natureza rural.

Partimos de Poá, às 13:30 hs rumo ao Trensurb ainda sem saber, que mesmo depois do movimento pela liberdade de horários para os ciclistas nos trens, ainda encontraríamos horários regrados. Ainda bem, que achei que seria bom pedalar mais um pouco, e seguimos até a estação Niterói, onde chegamos às 14:05 hs . Logo, fomos informados que estavámos dentro do horário permitido, que era apenas das 14:00 às 16:00 hs, naquele dia.

Sem chance de pensar em voltar antes disso, caso chovesse e não houvesse mais passeio!
Fiquei perplexa!

Embarcamos para ir até São Leo, e encontrar o local na cidade de onde partiria o passeio. Porém, como toda primeira vez tivemos um certo atraso, por ter que perguntar a várias pessoas onde ficava o bairro.
Às 15:30 hs foram passando, e quando eu já achava que não encontraríamos ninguém, parei num orelhão para retornar uma ligação do celular, e eis que estávamos na dita cuja. Era ela mesma a Rua Rui Barbosa, no Industrial, e o Guilherme foi olhar se tinha alguém ainda por lá. Ufa! que Bueno, ainda estavam concentrados ali.

Assim, estreei meu primeiro passeio até Lomba Grande, com a galera de Novo Hamburgo.
Fizemos um percurso plano e asfaltado, mas com intenso calor e com 2 paradinhas básicas para hidratação, numa delas encontramos mais outros ciclistas vindos de outros pontos.

Mantivemos um ritmo constante e foi tudo muito agradável.
Terminamos o passeio por volta das 18:00 hs como era previsto.
Foram percorridos em torno de 40km e o total passava de 100 km.
Agora, vinha a parte da volta sem o Trensurb.
O vento era fator bastante controverso, já que por hora se fazia bom, devido ao calor, mas dificultava bem a pedalada. Conversar com vento nem pensar! O jeito era manter uma marcha mais puxadinha e dá-lhe chão.

Chegamos em PoA em 2:30 hs, apesar disso!
Sem pneus furados e começando a anoitecer, em mais um belo dia de verão.
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A 8ª. Etapa da Volta da Costa Doce


No ano 2007 fizemos um passeio cicloturístico de Porto Alegre à Barra do Ribeiro, para ver a chegada e entrega de premiação aos vencedores da Volta da Costa Doce em Montain Bike, que ficou registrada no site do Inema.

Tudo diferente este ano, visto do ângulo de quem participou, como eu, no domingo 20/01, da primeira etapa do Campeonato Gaúcho de Mountain Bike Maratona 2008, na categoria feminina, obtendo o 6º. lugar.

Esta prova já é tradicional e acontece a mais de 9 anos na cidade que está localizada as margens da Lagoa dos Patos e foi minha primeira prova de Montain Bike no país, depois de Piriápolis/UR, onde obtive o 10º. lugar, pela categoria damas acima de 32 anos.

A competição teve início às 9:30 h e abriu oficialmente o calendário 2008 da Federação Gaúcha de Ciclismo. Disputada nas distâncias de 100 e 60 KM pelas estradas de chão batido do município de Barra do Ribeiro, contou com a presença de 150 atletas de diversas regiões do Rio Grande do Sul.

O Arroio Ribeiro, dá nome ao município, e é outra atração. Ele desemboca no Lago Guaíba, próximo à Praia de Picada, local da largada da prova e também muito utilizada como atracadouro de embarcações de moradores e pescadores.

Com os tempos de 3h 14 min 49 segundos Ricardo Reichert (Reichert Studio Bike) foi vencedor e nas demais categorias, os vencedores foram:Luisa Saft (Reichert Studio Bike/Campo Bom) – Elite Feminina; Rafael Timm (Nobre Bicicletas/Pelotas) – Infanto-Juvenil; Rodrigo Wagner (Reichert Studio Bike/Osório) – Juvenil; Felipe Belitzki (Acisapi/Dione Bike/Cotiporã) – Sub 23; Josiel Laux (Avulso/Rolante) – Junior; Daniel Boher (ATAC/Taquara) – Sub 30; Rafael Guedes Só (Nobre Bicicletas/Só Estacionamento/Pelotas)– Master A; Paulo Moreira Goulart (Aep-Gclp/ Pelotas) – Master B; Renato Kieling (Acisapi/Dione Bike/Sapiranga) – Master C; Gilberto Fetter (Acisapi/Dione Bike/Sapiranga) – Master D; Leonardo Luiz Ludtke (ULC/São Lourenço do Sul) – Estreante.
A premiação se deu por volta das 14:30H e foram entregues troféus aos 5 primeiros colocados de todas as categorias.

Terminei a prova com um tempo razoável, considerando nunca ter pedalado por dentro do município em trechos longos de chão batido, e sem me agarrar a nenhum pelotão. Para quem conhece a região sabe que tem muito vento contra.

No dia da prova o tempo estava bom, apesar de ter chovido muito durante a madrugada e no dia anterior. Receei ter que trocar pneus na bike, o que não ocorreu, pois fui indicada a não trocar pelos mais garrudos, já que o areião que inclusive foi o responsável por uma queda que tive faltando apenas 5 km da chegada, seriam bem apropriados.

Minha ida ao evento se deu no dia anterior 19/01, e fui pedalando em companhia de outro ciclista de Porto Alegre, sendo que ao chegarmos na cidade, por volta das 18:30 H ele ainda teria que, retornar sozinho. Eu hospedei-me junto aos organizadores e dirigentes da FGC, na Pousada Tropical, onde antes de regressarmos após a prova nos foi oferecido um almoço, com churrasco feito pela dona Marli e seu marido, os proprietários da pousada.

A volta se deu em comboio de 2 carros, um caminhão e uma motocicleta.
Tudo bem tranqüilo, já que por ali o que mais se vê é tranqüilidade e muita mata nativa.
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1a. Etapa da Copa União Ciclismo/RS


No início de temporada, em Arroio do Sal, a edição da 4a. Copa União Gatorade de Ciclismo serviu para quem quis dar continuidade às provas de circuito. Ela ocorreu em 06/01/08, em meio à praia, sol, céu, sul no Rio Grande do Sul.
.
Como conquistei o 5º. lugar, na última etapa, em Taquara/2007, optei por participar outra vez. Obtive o 3º. lugar na categoria feminina desta vez, apesar de ter competido com uma montain bike X speeds.

A competição contou com a participação das equipes de Porto Alegre, como a qual pertenço, a ACZS, Elipse, Bikeadventure, Startec e ABC Concresul (Bento Gonçalves), além de atletas de Novo Hamburgo, Caxias do Sul e Osório .

A largada teve início às 9:30hs , em frente a Secretaria de Turismo, com apoio do pessoal que cedeu espaço para uso de sanitários e água geladinha.

A primeira prova foi a prova infantil, seguida da feminina e por último a open elite, esta a mais longa de todas. O término se deu por volta das 14:30hs. seguida da premiação.

Durante o evento, que foi filmado pela equipe de TV, nos disseram que as imagens sairiam no noticiário esportivo, o qual não tive oportunidade de verificar.

O almoço foi servido no restaurante Tropical à organização e a alguns atletas,sendo que os primeiros colocados ganharam uma refeição.

A volta foi bem tranqüila para mim, que consegui transporte com o seu Petry, que além de bom atleta, também é um ótimo motorista.
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2008 em Gramado


Ano Novo vida nova, certo?

Qual...no dia seguinte véspera do Ano me bateu um tédio só!
Disse prá mim que o braço estava normal, e bem cedinho me aprontei para mais um pedal. Agora rumo à serra. Mais especificamente ao Natal Luz, afinal os arranjos e adornos permanecem até o Dia de Reis que é 6 de janeiro. O caminho é longo saindo de PoA são 129Km. Fiz o mais viavél que foi ir de trensurb até São Leopoldo, de lá atalhando por dentro das próximas cidades que são Novo Hamburgo e Campo Bom.

Minha permanência em Novo Hamburgo foi um pouco maior porque estava sem bomba e não seria recomendável viajar muito tempo sem. Foi muito difícil encontrar um comércio aberto, não fosse por um ciclista que me ciceroneou pelas ruas da cidade em busca de uma loja aberta, como essa que ficaria até o meio-dia. Outra dificuldade foi que ele não trabalhava com a bandeira do meu cartão. Mais de 1:00h buscando caixa. Tudo pronto já era mais de 11:00h. Segui pedalando sem paradas até Sapiranga, onde tomei um caldo de cana diferente, porque era batido no liquidificador, e muito forte também. Em Campo Bom descobri dois guris que subiram empurrando a bike na lomba, mas quando cheguei no caldo em Sapiranga, os dois estavam bem faceiros por ali.

Até Taquara, sei de gente que faz todo dia, em menos de 1:00h esse trajeto, já que a FGC fica em Sapiranga. Eu levei mais! Outra parada num posto de conveniência para trocar a água da caramanhola que aquecia rapidamente. O sol e o calor eram tantos que nem me apetecia comer nada. Minha meta era conseguir chegar em Três Coroas bem. E cheguei lá por volta das 14:00h, onde ai parei para comer um lanche e tentar ver ao menos a largada da Corrida São Silvestre, prova feminina. Foi uma meia horinha ali, já que uma situação hilária me chamou atenção. Entraram dois rapazes da idade de meu filho, ou seja, no máximo 20 anos pedindo um copo de água cada um, suados, vermelhos, muito falantes e cansados que contavam que íriam num grupo com outros ciclistas subir até Gramado. A vestimenta típica dos heavy metal, com roupas escuras, cabelões e correntes, etc. e tal... era muito divertido de ver. Falei que vinha de São Leo e sozinha. Me chamaram para seguir junto, o que claro, não ocorreu devido principalmente a meu compromisso com meu filho Gabriel, que eu logo encontraria.

Dali prá frente para mim foi a subida mais comprida e interminável que fiz. Nunca ansiei tanto para chegar logo, ou mesmo por uma companhia. O céu, lá no topo, ameaçava uma tromba d'água, o que felizmente não aconteceu. Minha hidratação agora era só com a pele que nas pedras escorrendo água me molhava bem: a nuca, os pulsos e tornozelos. Vamos em frente que atrás vem gente e era apenas, minha própria sombra! Finalmente, placas indicando faltar 7km, e a hora correndo, e o medo da noite me pegar despreparada, devido a falta de refletores que estão precários em minha bike. Impossível não parar ao passar o primeiro pórtico de entrada. Os enfeites em cristal, vidro e plástico são uma beleza. Mais adiante vejo um casalzinho lutando por uma fotografia com fundo em buquet de hotências. Tenho a idéia de fotografar-lhes e eles a mim. Pena deles, pois a foto seria com celular, o qual não conseguíamos entender nada!

Novamente grandes subidas e ainda faltando 4km. Mais fotos.Enfim, chego na rodoviária, em busca do ônibus do Gabriel que chega em Gramado em 1:50min. Já eram 19:30h passadas.Levei um dia, mas cheguei bem firme e forte, para entrarmos de pé direito em 2008!!!

A cidade a noite estava um verdadeiro formigueiro humano, achar um local para jantar era uma terrível batalha de garfo e faca empunhados. E o pior, é que com preços astronômicos. O show de luzes ficou por conta do finalzinho da apresentação das águas cantantes, no Lago Negro.

Para voltar, a polêmica de trazer bike em ônibus ressurgia. Como sempre! Espero para falar com a responsável na rodoviária e ela muito grosseiramente me diz que não resolvia isso, para que eu aguardasse a vinda do ônibus, juntamente com o fiscal, que era quem responderia. Pensei bem... e resolvi que faria diferente. Assim, peguei o telefone e consegui parceria com o Rodrigo, que, à príncipio, me encontraria em Três Coroas, por volta das 14:00h, onde almoçaríamos e seguiríamos. Porém, antes de descer de Gramado fiz um passeio na cidade, onde conheci um guia turístico que organiza trilhas, raffting e outras atividades junto à natureza. Me mostrou o trabalho todo, através de algumas imagens no computador e achei tudo muito interessante.

A volta foi mais tranqüila apesar do trânsito mais intenso a partir de Sapiranga. Agora voltamos de Taquara em dois, e mais pra frente, em quatro ciclistas, já que encontramos dois ciclistas de Novo Hamburgo na estrada. Decidimos vir por dentro, mas erramos a entrada. Rodrigo teve um pneu dianteiro furado, assim que atravessamos a passarela de pedestres. Em São Leo embarcamos na trensurb e fotografamos o cartaz das novas regras que haverão para embarque de ciclistas nos trens a partir do próximo dia 6. O que, por sinal, parece muito insustentável a princípio. As regras da trensurb excluem a liberdade dos ciclistas de ir e vir durante os dias da semana e horário de funcionamento. Chegamos em PoA por volta de 23:00h, eu muito queimada nas pernas e braços, e também com bastante fome, porque em feriado tudo está fechado, menos a boca que .... tem fome, claro.
E Bom 2008!!!!!!!!
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Chuvas de verão em ritmo do pancadão


Não dói não....Só quando passo nos buraquinhos...Uiiii"CE LA VIE"...Pedalar tem dias normais, bons e ruins. Num dos digamos dias ruins, eu fui às 15:00h, com saída do Gasômetro para Belém Velho. Era domingo, e com um tempo que não parecia ajudar. Uma pequena chuva aqui e acolá, e por último no finzinho de tarde um aguaceiro nos pegou, e a quem saiu de banda a pedalar.

Na sexta-feira, no sábado e no domingo, o tempo virou no final de tarde, com pancadas de chuva. Na sexta, após a volta do passeio da bike sul no Gasômetro, a chuva pegou pesado. Fomos à sorveteria Jóia nos refrescar um pouquinho. Isso era por volta de meia-noite....Derepente foi o tempo de ir tomar uma água geladinha com a galera ali perto e começou a chover muitooooo...e de tarde eu já tinha pego uma chuvinha rápida.

Perto das 18:00h, visitei a loja Adventure que por sinal está bem localizada no final da Av. Ipiranga com Antonio de Carvalho. Nessa aventura de sexta à noite, me acompanharam os ciclistas Henrique e Iglésio. Viemos até o Jardim Botânico debaixo de chuva torrencial, depois cada qual seguiu para casa.

Todos chegaram bem, felizmente!

Diferente da banda de domingo, onde visitamos uma marina no Belém Velho, próximo de onde ocorreu a última prova do triathlon mês passado, que por sinal ocorreu sob fortes chuvas dificultando ainda mais a prova do nado.

Bem, nem sei como me aconteceu o que aconteceu na saída da marina. Só sei que vínhamos trovando e querendo apertar o ritmo por causa da chuva e derepente já estava de pé no chão olhando meus braços contundidos, pois eu passara uma porteira na ida que agora estava abaixada e era muito pesada de ferro, grosso! Na hora a lesão pareceu maior do que foi. De fato, luxei bastante o braço esquerdo e um pouco menos o direito, mas ambos ficaram lesionados na pancadona.

A chuva amenizou um pouco a dor, já que por ali não encontraria recursos, como um gêlo ou medicamentos. Quando chegamos na faixa, ainda tive que pedalar um bom trecho até encontrar um bar com um comerciante muito gente boa que até gêlo e gelol me arranjou. Passado o susto, fomos voltando e procurando uma farmácia para que eu comprasse um antiiflamatório. O que me acalmou bastante. Rumamos de volta com apenas uma paradinha básica para uns comes e bebes num barzinho de Ipanema, e claro... olhar o pôr-do-sol, que se fez explêndido.
Bem, o braço esquerdo inchou bastante e ficou igualmente dolorido, mas quando casar sara!!!!!!!!
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De um lado ao outro do Guaíba


Desta vez me programei para ir à Guaíba, já que fiquei em PoA. Ontem, 25/12, o tempo estava com céu encorberto pela nebulosidade e algumas chuvas esparsas durante o decorrer do dia. Esperei até não notar mais chuva para dar um pedal.


Tomei o telefone e contatei um parceiro de pedal, que nunca nega fogo! Saímos de PoA às 16:30h, rumo à Guaíba, via Estrada do Conde, pois o vento sempre se torna forte praquelas bandas... BLZ, não foi o caso.


Fizemos uma paradinha pra hidratação no caldo de cana, no início do trecho da estradinha que começa em Eldorado do Sul. Pena que o triller do caldo estava fechado, mas ao lado a banca de frutas estava aberta. Seguimos com pouco movimento na ida.


Chegando nos primeiros 5 km, encontrei no acostamento uma tartaruga "ninja" querendo fazer a travessia, o que aguçou meus instintos de ativista ecológica. Imediatamente,acionei a operação salvamento e resgatamos a "Ninja", mas dessa feita faltou tempo pra nos apresentarmos.


Esse tipo de ocorrência tem sido uma constante nos pedais, avistar animais silvestres atropelados, ou agonizando como pássaros que se aventuram nos primeiros bater de asas. Assim, quando posso recolher algum animal, como a tartaruga de ontem, fico mais tranqüila em seguir adiante.


Chegamos à beira do lago em Guaíba e tinha muita gente. Fizemos uma pausa por uns minutos e tomamos de volta a mesma estrada, o fluxo aumentou devido ao fim do feriado. Cuidado redobrado e muita entrada no acostamento de chão batido, pela pressão dos veículos maiores. Dessa vez, o pôr do sol se fez na estrada e muito lindo, já que o sol se mostrou forte e imponente através das nuvens que não deixaram por menos e se coloriram. Outro show de cores foi o aparecimento de do arco-íris.


No mais, chegamos a festa do Gasômetro, que neste ano se fez no dia 25 e não como antes, na véspera, ao redor de uma gigantesca árvore de natal e iluminação da chaminé e do prédio. Muito lindo o visual.
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Parque Estadual de Itapuã



No sábado, recebi uma mensagem no meu celular dizendo:"repassando, passeio para Itapuã
por Viamão." Fiquei desconfiada, já que quem enviou deixou primeiro nome apenas, com número de celular desconhecido.A aventura seria no domingo às 8h, saindo da Av. Ipiranga com Antonio de Carvalho. Fui, mas um pouco precavida.

Tomei rapidamente uma granola e sai com certa pontualidade já que era perto. Pensei em
esperar a largada do passeio um pouco adiante, pois assim eu teria como ver de quem se
tratava.


O local parecia vazio, mas não arredei pé. Logo, um rapaz com uma bike vicini preta apareceu, pedalando sozinho. Eu estava parada na esquina da Bento Gonçalves em frente aos terminais de ônibus. Senti que podia ser algum ciclista procurando por outros....e ele veio até mim. Nos falamos rapidamente. Nem esperamos mais pelos outros, pois sabíamos que em véspera de festas de findi a galera fica em outras funções. Zarpamos dalí, porque o dia prometia ser dos mais quentes, apesar de estar com nuvens bem carregadas no céu.


A primeira lomba foi a do "Sabão". Seguindo um 1km a frente avistamos a entradinha para Itapuã. A príncipio, pensamos sobre ir até o restaurante da vovó, acaso alguém pudesse estar por lá. Nesse trajeto há pouca infra-estrutura e o ideal é levar o básico.

A poeira dos carros nos castigou bastante, apesar do movimento ser fraco naquela hora da manhã. No meio do caminho um pneu furado. Incrível no areião furar, mas o bagulhinho era um minúsculo caquinho de vidro. Feita a troca, seguimos adiante, agora pensando em encontrar outro camarada para organizar alguma outra trilha dentro de Itapuã, já que eu sabia que haviam locais especifícos para a prática de montain bike.

Porém, eu não tinha muitas referências do local, apenas sabia do nome do organizador.
Infelizmente, não conseguimos encontrá-lo e quando pedimos informações, disseram-nos que já haviamos passado do local de trilha.

Em hora avançada e precisando achar um local para almoçar seguimos adiante. Agora decididos a encontrar o Parque Estadual de Itapuã mais a frente, 12 km. A estrada é bem pedregosa, de chão batido, e bastante larga.

Chegamos na entrada principal e nos informamos de que ali dentro tudo é pago e que se quisessemos comer deveríamos ir ao Camping das Pombas, que logo encontramos...nome esse que devia ser trocado para "camping das andorinhas", pois existem ninhos muito lindos desse animal espalhados por ali. O ingresso custa R$ 6,00, e tem uma praiazinha com água bem limpa, banheiros com chuveiros e uma lancheria que serve refeição a R$ 17,00 que dá para dois. O Eduardo não optou por entrar na água, já eu sim!
Ficamos fazendo contato com o Cláudio, que mora ali na Zona sul e nos repassou que chegaria para nos encontrar lá pelas 15h, o que não aconteceu. Sendo assim, resolvemos voltar por volta das 16h. Agora tomaríamos o caminho de volta pelo Lami e rumo ao centro de PoA. A estrada estava muito cheia e fizemos apenas uma parada na tenda de sucos da dona Neiva.


Chegamos na perimetral da Cavalhada e o Eduardo seguiu para o Gasômetro (em busca do pôr do sol talvez?) e eu, que já estava no retão para minha casa, segui adiante chegando às 19:30h. Creio que percorremos perto de 60km mais ou menos.
Bom Natal a todos!!!!!!!!!!!!

[ [s pedalísticos
Álbum da viagem

Premiação em Campo Bom


A FGC premiou neste dia do atleta 21/12 aos melhores do ciclismo estadual.
A premiação ocorreu com um jantar oferecido na Sociedade de Canto e Progresso de Campo Bom, município onde foi construída a 1ª. Ciclovia da América Latina (18 mil metros de extensão). Além da prática do ciclismo, a ciclovia também é muito usada por pedestres para corridas e caminhadas.

Saímos de PoA por volta das 16:00H, seguindo para Campo Bom pela rodovia, nos custando uma distância de 10 km a mais, aproximadamente. Em especial, ontem que o trafego era intenso, nas duas pistas devido a proximidade das festas de fim de ano.

Chegamos sem nenhuma incidência de pneus furados, apenas castigados pelo sol, que mesmo no final da tarde deu-nos um certo desgaste, obrigando-nos a mais paradas para hidratação do que gostaríamos.

No site da FGC encontrei o convite estendido a todos os ciclistas que, como eu, praticam o cicloturismo, competições, ou dos amantes desse esporte em geral.
Difícil descrever a satisfação de encontrar ali alguns dos mais importantes ciclistas da atualidade com nível reconhecido nacionalmente, como Guilherme Wilhelms e Silvio Ferrari (Estação Bike/ATAC), Darcy Egon Pereira (Abc Concresul), e tantos outros.


Levamos em torno de 3:30H para chegar. Eu já fizera contato com o local e graças a camaradagem do garçom Mauro e do manobrista do estacionamento que nos cedeu local para banho.


Jantamos um pouco depois das 21:30H e após foi feita a entrega dos troféus.
Saímos por volta das 11:15 e tomamos o outro caminho, por dentro de Campo Bom, Novo Hamburgo e São Leopoldo, economizando bastante. O trajeto noturno, apesar de mais perigoso, foi muito mais agradável devido ao clima ameno..
Chegamos à 01:30H.

Devo um agradecimento especial ao meu parceria de pedal, o Guilherme de PoA, que além de meu vizinho fez comigo essa indiada, e ainda trouxe em seu bagageiro meu prestimoso selim, que ficou na sprinter quando participei da prova dos 100K no Uruguay.
Albúm de fotos

I Passeio Ciclístico Pela Vida




Outro findi na city de PoA.

Não deu pra combinar nada, porque esperava encontrar alguém querendo sair no pedal de duplas... em duplas mistas HXM. Não foi ainda dessa vez!Ufa! Só de pensar nessa mão toda me cansa.Em tempo, menciono a iniciativa que a ACZS (Associação Ciclística da Zona Sul) deu para a Doação de Sangue do Banco de sangue da Santa Casa que neste final de ano bem lembrado comemora o Dia Nacional do Doador de Sangue (25 de novembro).

O Primeiro Passeio Ciclístico Pela Vida aconteceu no domingo dia 9 de dezembro, pela manhã com saída da Usina do Gasômetro. O trajeto pela orla foi seguindo para o Shopping Praia de Belas, pela Av. Ipiranga entrando em frente da ZH até o Estádio do Grêmio. O aproveitamento da atividade, principalmente pelas crianças e mães foi possível, pois a via estava interditada.

No ato que contou com aproximadamente 50 ciclistas entre crianças, iniciantes e atletas em geral, além dos apoiadores e parceria das Rádio Ipanema, Vida Urgente e EPTC. Houve sorteios de caramanholas e outros brindes para a galera através do papai noel *Lagartixa* que divertiu a gurizadinha e deixou os outros se perguntando onde estava o bom e velho gordo...hehe.
Albúm de fotos

7a. Edição 100k

Novamente abri na lista de grupos de ciclismo do yahoo e achei uma mensagem de um conhecido ciclista da ATAC, em Taquara, o Guilherme Wilhelms, convidando quem quisesse participar de uma prova de montain bike, no dia 02/12/07, no Uruguai.
Relutei sobre gastos, falta de companhia feminina, etc. mas por fim, decidi ir.

No que posso dizer que não me arrependi, já que foi a primeira vez que pedalei em trilhas entre montanha e mar. Trilhas essas, bem fortes e debaixo de um sol escaldante.
Nossa partida se deu de diferentes pontos do estado, sendo eu a única de Porto Alegre. Estávamos em 10 ciclistas e participaríamos em diferentes categorias.

Na 5ª. feira, 29/11, às 22:00h nossa van partiu para a cidade balneário de Piriapolis, no estado de Maldonado. Viajamos a noite toda para chegarmos na fronteira, onde tivemos uma averiguação da papelada toda que durou cerca de 1:00h. Liberados dessa canseira seguimos viagem de mais 4:00h. Chegamos no Hotel Rex , por volta de 11:00h. Lá já havia reserva para nós e também para mais 4 brasileiros vindos da cidade de Osório, com mais um ciclista que iria participar.

No final da tarde, descansados e prontos para dar uma volta, fomos em Punta Del Leste visitar a loja da Trek. Impossível só olhar tudo que tem. Sendo assim, como eu levara minha GT, acabei convencida pelos guris que devia adquirir um produto dali que, seria uma nova magrela. Até ai ainda nem tinha me decidido a participar na prova dos 100k. Mas com a nova bike ficou inviável perder essa oportunidade.


E foi assim, que no dia seguinte nos dirijimos ao local de inscrição, no famoso Argentino Hotel, de onde saía a competição com mais de 450 atletas inscritos. Me inscrevi na categoria damas acima de 32 anos. Às 19:00h haveria instruções sobre o circuito da prova, alimentação, hidratação e proteção do sol já que o dia seguinte prometia ser de forte calor. Eram trajetos desconhecidos para mim e eu tinha medo acima de tudo de não conseguir nem terminar dentro do prazo limite.


Os primeiros a largar, às 9:10h, foram os da categoria open elite, na qual o Guilherme e o Marcelo Indicatti tinham grandes possibilidades, já que o 1º. lugar havia sido conquistado pelo Guilherme numa prova de ano anterior. Infelizmente, o Marcelo teve diversos problemas durante a corrida, como câmeras furadas, atrasando-o muito.

Mesmo assim, trouxemos para casa o 1º. lugar com o Rafael Schaefer, na categoria Junior, com o tempo de 3:46:00 ficando no 23º. do ranking.
Os demais acabaram a prova dos 100k com tempos entre 4:00 e 5:30h., já eu conclui em
mais de 7:00h. Mesmo assim, avalio que essa prova foi muito gratificante e num ambiente onde o ciclismo tem bom nível e respeito.

Na Revista Uruguay Natural, de Dezembro, acompanhe como foi essa aventura em sua 7ª. edição.

Albúm de viagem
http://www.flickr.com/photos/21301077@N03/sets/72157603396297817/

100K

É hoje a prova dos 100K aqui em el Uruguai.
Estou indo para mais esse Desafio rumo aos picos e trechos entre mar e montanhas aqui no Uru.
A galera é bastante grande ....aproximadamente 450 ciclistas, entre 15 só de brasileiros!
Torcida jovem vamos aguardar os resultados desta que diz ser a prova mais tradicional do país.
Salvem!

II Encontro Gaúcho de Ciclistas

Este relato vem para acrescentar mais informações do II Encontro Gaúcho de Ciclistas realizado nos dias 24 e 25/11, em Picada Café, no Parque Municipal Histórico Jorge Kuhn ao qual estive presente.

Meus preparativos se iniciaram cedo. Na sexta-feira corri na loja do Anderson para buscar pneus dobráveis e de trilha. Daí comecei meu grande teste de conhecimentos mecânicos ciclísticos, que afirmo serem de fracos a moderados. Nesse dia o calor e o sol se faziam fortes na capital. Mas já havia prenúncios de uma reviravolta brusca no tempo. Optei por pneus dobráveis por serem sem arame e mais fáceis de manuseio por mãos femininas. Também, por ser prático o seu transporte já que na manhã seguinte carregaria-os na mochilinha, de PoA até Picada Café . Pode-se neles usar câmera fina como as que eu tinha no pneu 1.25.

Fui estrada afora os carregando por não ter sabido trocá-los. Incrível, quando fui conseguir trocá-los já estava de volta em PoA. E foi o Rodrigo que, muito habilmente, me ensinou o processo todo de troca. À princípio quando tentei pareceu um:

Não dá pé
Não tem pé, nem cabeça
Não tem ninguém que mereça
Não tem coração que esqueça
Não tem jeito mesmo
Não tem dó no peito
Não tem nem talvez ter feito
O que você me fez desapareça
Cresça e desapareça...
Não tem dó no peito
Não tem jeito
Não tem ninguém que mereça
Não tem coração que esqueça
Não tem pé, não tem cabeça
Não dá pé, não é direito
Não foi nada
Eu não fiz nada disso
E você fez
Um Bicho de Sete Cabeças...

Composição: Zé Ramalho, Geraldo Azevedo e Renato Rocha

Uma pena! Porque quando a chuva deu trégua, isso no domingo, depois das 11 hs, foi que saiu o passeio por trilhas tão esperado... e que trilhas... 29 km de pauleira por morros e mais morros, ora de chão batido, ora de puro pedregulho, água e lama. Porém, em meio a uma paisagem ímpar. Sem contar a alegria de estarmos todos irmanados num mesmo propósito.
Assim, apesar dos percalços de um pneu furado no sábado, antes de embarcar no Trensurb (tranqüilamente é claro), me sentei para relaxar e trocá-lo depois. Quem me castigou na subida foi a chuva e a serração, que, apesar do mormacinho, fazia com que na altura de Morro Reutter não se enxergasse um palmo adiante...tanto que presenciei uma colisão entre 2 veículos, bem na entradinha da cidade. Nada de grave, felizmente.

Hidratei-me por ali, e segui tateando a estrada nas grandes curvas e subidas que se fazem mais imperativas agora. Redobrado cuidado com o chão liso com meu pneu 1.25.
Como saí de PoA atrasada, não peguei a largada em Novo Hamburgo que se daria por volta de 9hs da manhã. Por isso, segui sozinha pela estrada afora e sem lobo mau. Fui chegando no Km 208, e vi a placa da Pousada Andreia Jockymann, onde já tinha reserva. São mais 4 km de chão batido. Existe um outro caminho que chega em Picada Café saindo de frente da pousada. São 8km, mas recomendo apenas a quem tiver pneus aderentes com freio a disco e não tenha medo de altura. No topo se localiza o Mirante, que creio ser o ponto mais alto da região, um precipício. As descidas são pra Down Hill. Também os moradores dali utilizam esse trecho de carro, para encurtar o caminho até a cidade. E de noite, de bike, a volta por ali é inviável.

Como desci sozinha, confiei encontrar os outros cinco ciclistas, ocupantes de quartos na mesma pousada, o que não ocorreu! Eu teria ainda um longo trajeto a ser feito na chuva de noite. Voltei pelo caminho mais longo, o da BR 116. Não fosse o cancelamento do passeio noturno, devido às péssimas condições do tempo, eu teria que ter subido sem ninguém. Graças à galera do Down Hill e Mountain Bike, que lá estavam e que eu nem conhecia até então, tive companhia para voltar. Viva meus três mosqueteiros, que são de Nova Petrópolis, um deles o Luís B., medalha no Campeonato Gaúcho Down Hill em 2007-11-04.

Assim, cheguei na pousada com a Andréia esperando com uma sopinha tri boa de capelleti. Recobrada as forças, dormi esperando que o domingo trouxesse um sol, o que não ocorreu, mas a chuva deu trégua para o último passeio a tarde.
Fui para a cidade desta vez por um terceiro caminho, o da Joaneta com as muitas belas paisagens e ainda passeando por pontos importantes da cidade, como o do CTG, por exemplo. A prefeitura da cidade disponibilizou o aparato necessário, como ambulância e caminhão. Após o encerramento houve sorteio de vários brindes.
Voltei de carona com Rodrigo Santos e seu irmão, Renan (bem-vindo aos pedais).
Salve, salvem simpatia!
Álbum da Viagem

3ª Copa União/Gatorade em Taquara

Foi o último evento desse ano: - A 10ª Etapa da 3ª Copa União/Gatorade de Ciclismo – 18/11/2007. E eu participei mui honrosamente ao lado do atleta e Ciclista, Darcy Egon de Novo Hamburgo que, dispensa comentários.


A categoria foi Master-C (nascidos de 48 à 57) - 10hs45 – 17 voltas – na qual fiquei em 5º lugar . A prova aconteceu sob intensa chuva, o que de largada desclassificou muitos. Disputei apenas com homens, e assim sendo senti que como foi minha primeira vez, fiquei tranqüila com o meu resultado.


Parti de PoA no dia anterior, e pedalei mais de 70 km para Taquara, cidade onde aconteceria a prova ciclística. Contei com a companhia no pedal até Morungava, do Guilherme, já que outro ciclista da lista bike-rs postara que iria de carro para fazer umas trilhas, mas como eu tinha pneu 1.25 não pudemos fechar. Sendo assim, o Guilherme me acompanhou até o km 103, e daí em diante foi por minha conta.


Logo a frente faltando uns 20 km para chegar entrei num posto para comprar água e notei o pneu traseiro esvaziar. Sorte minha, pois ali tinha um borracheiro o qual auxiliou. Nem tanto assim, já que depois de trocar a câmara e tudo mais subi para seguir viagem na magrela, e novamente o pneu esvaziou. Haja...!


Tem coisas que a gente aprende errando, e vi que apesar de ter posto outra câmara eu não tinha olhado que o remendo deste estava mal colado. Refeito o conserto voltei à estrada...”pela estrada afora, eu vou bem sozinha, levar esses doces para vovózinha. Ela mora longe o caminho é deserto e o lobo mau passeia aqui por perto.“


Agora o caminho se tornava muito mais atrativo pelo canto dos pássaros ao entardecer. O que eu queria era chegar e agora começavam os trechos onde se pedala e pedala e é tudo um estradão longo e sem fim. E nada de placas indicando a cidade. E o dia acabando. Até que finalmente vi nos outdoors que já estava em Taquara.

Encontrei a ciclovia que é uma das mais longas que já passei aqui no sul. Então tive que diminuir meu ritmo e achar meu contato o Guilherme Wilhems da ATAC. Na sinaleira fechada estava ao lado de 2 ciclistas, vindos provavelmente de alguma trilha, pelas condições das suas roupas. Um deles disse conhecer o Guilherme, e me indicou o restaurante Mariscão, onde depois fui comer. Ficava perto do Hotel do Vale, da Adriana (uma ex-atleta de montain bike), com preços ótimos para quem fica pouco tempo, e localização em frente ao final da ciclovia, ao lado do restaurante.

De noite, notei relâmpagos no céu e a manhã nasceu chuvosa. Tomei café no hotel e sai para reconhecimento do local da prova que teria ínicio às 9:00 hs. O circuito era no centro da cidade e já estava tudo pronto. Encontrei os participantes e organizadores na frente da linha de chegada. Eu ainda não havia decidido o que fazer, mas me preparava para registrar tudo, assim que meu filho chegasse com a câmera que eu deixara em PoA.


Fui conversando com os organizadores e foi me batendo um desejo de participar que nem eu mesma sabia possuir até então. Só que não tinha como, porque estava sem dinheiro e aguardava o Gabriel chegando lá pelas 10hs. Por esse motivo não me inscrevi na prova feminina que aconteceria mais cedo. Sendo assim, decidi me inscrever para a categoria Master C, com horário previsto para mais tarde.


Apesar de ter sido tudo muito de momento, achei que valeu muito. Valeu de verdade.

Albúm da viagem

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Morro da Borrússia

No último feriado da República 15/11, fui num pedal conhecer Glorinha, que foi por muito tempo caminho por onde passava a estrada que era a única ligação entre a Capital e o Litoral Norte. Por ali, veranistas arriscavam enfrentar uma longa viagem a caminho das praias. Em 1936, a estrada de chão batido que passava pela Vila de Glorinha tornou-se a primeira via asfaltada do Rio Grande do Sul, a RS-030.
Sai pelas 8:00 hs em direção à Viamão, depois Gravataí e Glorinha, enfrentando trechos bem bonitos mas perigosos, já que a estrada é feita não só de asfalto - ela é uma montagem de placas como em pontes e por isso mesmo havia algumas rachaduras grandes. Com a proximidade de veículos grandes, o perigo aumentava....fora as muitas ultrapassagens na pista do sentido contrário, o que me fazia entrar bem para dentro do acostamento.

Quando estava chegando em Glorinha, já começava a sentir algumas subidas mais acentuadas e tive um pneu traseiro furado. Encontrei uma borracharia e fiquei fazendo o conserto, apenas com a ajuda de um morador vizinho que confirmou que a mesma não iria abrir.
No entanto, o pior ainda vinha pela frente, quando fui seguindo as placas em direção ao litoral que erroneamente me enviaria para uma auto-estrada muito movimentada naquele feriado : a Free-Way.

A príncipio temi que fosse abordada pela Polícia Rodoviária Federal e mandada de volta para PoA. Os trechos de acostamento estão sendo recapeados e nuns pontos há apenas areia grossa e os cavaletes perturbam a ultrapassagem que deve ser feita pela pista bem por cima da faixa. Quando muito, encontrava trechos longos de acostamento já recapeados, aí era um momento de alívio.

Bem, nessa brincadeira os caminhões de muitos eixos passavam por mim em comboios. Menos mal, já que alguns caminhoneiros mais audazes resolviam fazer ultrapassagens e disputas de velocidade. Afora que eu já tinha pedalado 100 km e não tem nada de comércio até chegar no pedágio depois de Santo Antonio da Patrulha.

Finalmente, chegando ao pedágio, sem água e nem comida, por volta de umas 16:00 hs, avisto uma penca de lindas bananas, as quais me auxiliaram e muito!

Chego no ponto de parada do pedágio e vou tomar um café e descubro que ainda faltam mais de 20km até Osório. Cheguei em Osório perto das 18:00 hs ainda claro, mas procurando contatos com os ciclistas e pedalantes do local que sei exploram bem o cicloturismo na região.

Procurei pelo Cícero e pelo Ronaldo, este proprietário da loja de bike, para que me indicassem uma pousada que conheci pela TV no Morro da Borrússia. Infelizmente, apesar da ajuda do Arquimedes, um ex-ciclista que competia pela equipe do Ronaldo e agora é motoboy, não consegui encontrá-lo.

Toquei para a estrada de novo e fui conhecer o Morro, tão famoso pela sua altitude e por atrair, além dos ciclistas, motoqueiros. No topo, há prática de vôo livre. Infelizmente só tive perna para chegar meio próxima, pois ainda procurava pela Pousada da Esperança, na qual não pude ficar pois tinha deixado de sacar dinheiro lá embaixo.
Além do mais, ela fica para dentro mais uns 4km e eu estava vendo escurecer e já sentia o cansaço e o friozinho. As descidas são muito fortes e é preciso cautela. Mas a paisagem dos lagos de lá de cima são deslumbrantes também.
Desci e embarquei de ônibus para PoA com um total pedalado de 136 km.
Albúm da Viagem

Feira do Livro e Pedal

Neste último dia 27 de Outubro, encontrei na lista da Ciclosinos o convite do Gilberto para sairmos de Novo Hamburgo às 7:00h rumo à Picada Café (distância aproximada 72km). A previsão era de um dia de Sol e decidi encarar a aventura.

Acordei às 5:00h e sai de casa, no Jardim Botânico, antes mesmo das 6:00h. Cheguei na estação Farrapos por volta das 6:40h da manhã. De lá, fui até São Leopoldo, pelo Trensurb.
Porém, sabendo que já não chegaria em Novo Hamburgo a tempo de encontrar a galera do Pedal, decidi ir sozinha para Picada Café, ver se encontrava-os pela BR 116 ou mesmo na VII Feira do Livro, no Parque Histórico Municipal Jorge Kuhn.

A primeira paradinha foi somente para tirar um pouco de roupa, já que nessa primavera os dias parecem de verão, e em Ivoti começam as subidas. Parei de novo um pouco depois de Dois Irmãos, em uma vendinha com um orelhão na porta. Perguntei ao proprietário se ele havia aberto cedo e se tinha notado alguns ciclistas. Negativo. A solução foi confirmar em casa com meu filho, Gabriel, se o número do Gilberto estava correto. E não estava! Com o número certo, deixei recado, comi meu lanche e saí meio apreensiva com a abrupta mudança de tempo, já que ventava muito e algumas nuvens de chuva apareciam. Mais adiante, a estrada estava toda molhada, mas o sol logo foi reaparecendo.

Neste trecho, o fluxo de veículos aumentou, inclusive de grande porte, o que aumentava a vontade de chegar logo e me fazia dobrar a atenção na estrada.

Lá pelas 10:30h, alcancei o ponto da estrada onde predominavam as curvas e subidas íngremes. O fluxo de veículos caiu bastante, mas o de motos me impressionou, em ambos sentidos da pista. Minha média nas subidas era em torno de 10 a 15 km/h, nas descidas cerca de 45 km/h. Nestas, porém, me descuidei um pouco com os olhos de gato na faixa branca, escorreguei para dentro da Grama...grama verde, nesse verão, chuva miúda, não molha o coração... (Luis Wagner- Grama Verde). Ufa! Foi apenas uma queda e nem me machuquei.

Passando em Picada Holanda, dei uma outra pausa, agora para ir ao banheiro e me refrescar do calorão e do susto. Quando voltei e desamarrei a bicicleta para ir embora, notei que agora estava acompanhada – uma borboleta amarela, muito comum na região, se alojou na minha suspensão, pegando carona.

Segui em muito boa companhia, por sinal, dali em diante. As outras paradas, antes de chegar, foram só para umas fotos nos Belvederes. Assim que cheguei, pedi informação a um guri de bike a respeito do evento (Eu achava que a feira promoveria uma pedalada por trilhas). Ele não sabia de nada. Lá pelas 11:15h, cheguei ao Parque perguntando de novo sobre outros ciclistas. Felizmente, me informaram terem visto um grupo de ciclistas próximo a cidade de Morro Reutter.

Quando já estava indo telefonar para o Puba, um contato da Prefeitura, o qual consegui o número em um estande na Feira do Livro, eis que avisto o grupo de ciclistas. Paramos para conversar e almoçar as gostosuras que a região oferece, como um prato que acompanha os típicos bolinhos fritos de batata; além do ótimo sabor, tinham um ótimo preço. Combinamos a volta pela RS 326 (Presidente Lucena) e partimos à 1:30h de Picada Café.

A primeira parada para hidratação foi Lichtenthal, ou “Vale da Luz”, uma pequena venda, onde se servia uma garapa muito doce e geladíssima, a ponto de lembrar das raspadinhas de quando era criança.

Agora as subidas eram bastante íngremes e longas, assim como as descidas. Ao longo do trajeto, fomos parando para fotografar em diversas cidades, como São José do Hortêncio e Lindolfo Collor, onde muitas ruas de chão de pedra dificultavam o pedal.

Passamos por 3 pontes, duas de ferro com banhistas e vendedor de algodão doce multicoloridos. Não pudemos nos banhar pois, além de ser meio tarde, teríamos que descer carregando as bikes pelo mato e ainda tínhamos muito chão para pedalar!

A terceira ponte, a famosa Ponte do Imperador, toda em pedra, com 3 arcos e medindo 149 metros de comprimento, fica na cidade de Ivoti, que neste mês comemora seu aniversário de emancipação e é a sede da Rota Romântica.

Dali percorreríamos o Buraco do Diabo, uma descida perigosa, mas com uma paisagem belíssima.

Nosso percurso ia chegando ao fim, já que Estância Velha seria a parada de um integrante do grupo e outros três ficariam na próxima cidade (Novo Hamburgo). Eu pedalaria ainda mais um pouco, até São Leopoldo, para pegar o Trensurb para PoA.

Km da ida até Picada Café – 72 km.
Km da volta – 67 km.

E assim esta foi mais uma aventura no pedal e na raça.
Albúm da viagem