13 de set de 2009

Acampamento

Planejei ir à Corrida Circuito Track & Field neste domingo, 13/09 com largada às 9:00 h na frente do shopping Iguatemi.
Chove muito ainda! Há mais de uma semana está chovendo em Porto Alegre e interior.
Decido que não vou correr, e nem vou passar o domingo em casa. Me arrumo para ir ao Acampamento do Parque da Harmonia. Por volta de 11:00 h saio de capa e de botas plásticas. Levo comigo a camera e vou tentando registrar algumas coisas, como as árvores à beira do Arroio Dilúvio da Av. Ipiranga. Quando chego obsrevo que, as ruas do acampamento estão praticamente inundadas!

Me lembro de uma exposição fotográfica dentro do piquete Marca Gaúcha e ao meio-dia tinha um churras no piquete Cancela da Liberdade (Caixeiros Viajantes) a R$ 13,00.
Logo na entrada, um piquete muito animado com diversos espetos em fogo de chão. Me horroriza um pouco a cena! Sigo fotografando e desbravando aquele lodaçal das ruelas. Encontro outro piquete com características campeiras mostradas com carro de boi, corte de lenha no machado, um galo preso e uma galinha passeando com seus pintinhos, sossegadamente.

Consigo um jornalzinho com um mapa. Os mapas espalhados pelo parque são imensos, mas juntam muita gente ao seu redor. Visito a Área de Convivência, onde há painéis com as 8 façanhas. Na mesma área encontra-se a Feira de Exposição. Um expositor me chamou a atenção pela criatividade dos seus trabalhos: Arte em Ferraduras.

Me aconchego nos pelego do galpão da RBS para apreciar um vídeo do Nico Fagundes. Na entrada exposta a Cruz das Missões. Ao sair recebo de brinde uma amostra do Café 3 Corações.


Começo a procurar a mostra de fotografias que fui para visitar, já que no sábado haveria jantar de arrcadação organizada para fundos aos bichos de rua. Tive dificuldade em encontrar o lote 240, o Marca Gaúcha. O cheiro da comida está por toda parte. Opto por comer algo rápido. Peço 1 chops e dois pastel. Na frente do stand em que estou passam carrinhos apinhados, e também pôneis passeando. Vejo um piquete fazendo churrasco e fico atenta para duas vaquinhas vivas. Minha curiosidade me faz terminar de comer e ir ter com o dono desse local para saber dele, se os animais ali pastando sossegadamente iriam ser abatidos?
-Ele me garante que elas são seu sustento!
Continuo a caminhar e observar ao meu redor, e finalmente a chuva dá trégua. Estão aumentando o número de pessoas no parque.
Aperto o passo. Muitas coisas ainda me chamam atenção, como um cercadinho de gansos, galinhas e pavão. Mais informações sobre a exposição de fotografias e nada! Falo com um brigadiano montado num cavalo, e o mesmo começa a se mexer. No piquete há muita festa e está tocando alto uma música, a qual parece fazer o cavalo querer dançar. Me assusto!
Mas oque vejo mais a frente, onde se aglomeram muitas pessoas, é terrivelmente grotesco. Neste piquete o 'auge da bárbarie'! Duas ovelhas são tosquiadas de cabeça para baixo. Elas foram degoladas ali ao vivo e a cores. Agonizaram para morrer, oque fez que pessoas ficassem observando ao redor o sofrimento e a crueldade. O estancieiro ainda expôs as duas cabeças no chão como trunfo.

Na Administração do parque peço informações da mostra novamente. Demoro a sair dali porque a informante desconhece o assunto. Quando consigo saber o lote da exposição que foi organizada pela Ong Bicho de Rua que por causa da enorme população de cães e gatos abandonados pelas ruas das cidades tenta chamar atenção desse fato.
Nesse momento chegam duas mulheres aos prantos, pedindo uma providência quanto a crueldade com que presenciaram a morte das ovelhas. Percebo que não há uma efetiva orientação e solução para o caso. Me interesso no assunto e procuro saber onde estaria a Vigilância Sanitária para averiguar a legalidade do abate.
A atendente desconversa diante do nervosismo da mulher que ali está a pedir esclarecimentos. Um segurança da prefeitura do parque chega dizendo ter falado com o gaudério do piquete em questão. Saio dali e descubro que posso falar com o Cuca que é o Prefeito. Ao voltar na Administração noto que não vai ser tomada nenhuma atitude sobre o abate e preocupada falo com o locutor da rádio. Imediatamente ele me leva ao vice-prefeito. A denunciante volta a cena e digo-lhe que se acalme, pois irão tomar medidas cabíveis.

A reportagem da TVE está passando no local e eu aciono-os imediatamente. Fui bem sucedida e o repórter Nilton Schoeler encampou a pauta, e o assunto virou matéria que foi ao ar no jornal do meio-dia na segunda-feira.

Semana Farroupilha

Em sete de setembro corri de casa até a concentração do desfile militar.
O tempo estava bom, mas eu sabia da previsão metereológica de tempestade para a tarde do feriado.
Quase não parei de correr, e enquanto olhava os participantes na concentração do desfile observei como deve ser difícil a espera da hora de começar. Quando cheguei ao gasômetro pela avenida ipiranga passam por mim os batedores em motos que vinham abrindo passagem para a governadora encima de um tanque de guerra. A parada estava prevista para às 9:30 h da manhã. O percurso saía de frente do Cais até o Parque da Redenção. As pessoas se aglomeravam nas calçadas. No Largo Glênio Peres haviam arquibancadas mas não comportaram a imensa massa. Na apresentação oque me chamou atenção foram os xilofones, tocados pelos alunos de escolas estaduais. Atravesso o parque correndo e volto para casa descansar.