9 de dez de 2009

Quero contar

Hoje eu pensei em colocar pingos nos is, dessa forma achei que a melhor maneira seria enumerar as coisas, e as pessoas que representam algo para minha trajetória de vida, como ciclista, jornalista, paulista e no topo dos meus 52 anos de idade.

Começaria por:
1) na Cidade Vargas, meu bairro de origem tinha vizinhos que eram amicissímos dos irmãos Villas Boas,indigenistas que foram uma referência dos primeiros contatos com indigenas brasileiros. Eles frequentemente traziam nas visitas alguns indígenas do Xingu, os quais tive contatos em brincadeiras de criança;
2) Cesar Ladeira e a esposa Renata Fronzi foram personagens do rádio e da Tv brasileira, como da extinta TV Tupi, emissora que veio a ser a referência no Brasil, no início da chegada da tv. O casal se dava com outros vizinhos meus, e que eram também funcionários e parentes todos da Tupi:
3) Em Sampa, o bairro de Cidade Vargas onde nasci e me criei, fazia uma singela homenagem ao RGS, onde ruas no bairro tinham nomes de cidades, como São Borja, Santo Estácio etc.;
4) No bairro um de seus primeiros moradores foi Rogê Ferreira(PDT), político que lutou com Ivete Vargas, sobrinha do ex-presidente gaúcho Getúlio Vargas e perdeu a sigla do PTB para ela. Também a atriz Bibi Ferreira e eles não eram parentes, mas é a filha do grande ator de teatro Procópio Ferreira;
5) Lembranças dos domingos, quando da visita para a macarronada, na casa de uns amigos parentes do ator José Lewgoy. Ele chegava com motorista e sempre muito elegante, ao lado de sua esposa;
6) Nos esportes outro amigo/vizinho e colega do curso de jornalismo, na FIAM foi o Henrique Guilherme, da Rádio Globo. Ele anos 80 era da equipe do comentarista Osmar Santos;
7) Ainda na década de 70, eu era estudante do Colégio Objetivo e tive a honra de ter minhas aulas de história, com o ex-professor, Heródoto Barbeiro(CBN) e TV Cultura;
8) Na FIAM no curso de música conheci o Rollando Castelo Júnior, então batera do primeiro grupo heavy metal brasileiro, Made in Brasil;
9) Comecei namorar com o Júnior um ano depois de nos conhecermos. Ele agora estava tocando com o Arnaldo Batista, o criador dos Mutantes, na banda Arnaldo e A Patrulha do Espaço;
10) Entevistei no TV Mulher, a jornalista e atriz, Marília Gabriela que era apresentadora de um quadro no programa;
11) Pelo telefone, no sistema de entrevista chamado xupeta, conversei com a ex-jogadora Hortência no auge de sua carreira e que, pertencia a um clube da cidade de Sorocaba, patrocinado pelo primo da minha meia-irmã, o magnata João Caracante;
12) Na década de 80, surgiu o Partido dos Trabalhadores(PT) e fui uma das primeiras filiadas. Acabei militando no bairro, de população de trabalhadores, a Móoca ao lado do Josimar Melo, crítico de gastronomia da FSP, apresentador de Tv e escritor;
13) Estudei jornalismo com os ilustres colegas: Maria Cristina Polly, Eleonora Pascoal, Assimina Vlakos, Lilia Cabral, Henrique Guilherme, Roberto Cabrini e Otávio Seschi Jr, mil perdões aos que aqui não citei. E um que, nestes dias me lembrei, foi quando morei por um breve tempo na Veneza Brasileira, Recife onde fui abrigada pelo Dom Helder Camara, o grande paladino da Democracia Brasileira e dos Direitos Humanos.

Enquanto mulher e ciclista

Hoje fazia a comida e as idéias ferviam, enquanto o fogo cozia. Minha pia entupia, mas eu seguia a limpar louças, e mais louças. Sentia um clima de mais um dia de sol anunciando a proximidade do Natal. Eu hoje, sai de bike e fui aqui pertinho. Quando voltei, tinha aquela mesma sensação de sempre, as ruas se enchem igual todos os dias. São carros, ônibus, vans e caminhões aos montes. Na avenida vejo da minha janela passarem algumas bikes, umas vem na mão, e outras na contra-mão, ou mesmo sob a calçada! A maioria nem sequer preocupa-se com segurança.

A manhã como todas elas, passa voando. Comparo às notícias que gosto de ouvir, e de outras, nem tanto assim. Se anuncia o lançamento em pré-estréia do filme da trajetória, do sempre trabalhador Luís Inácio da Silva, o meu e o nosso Presidente da República. Lula, o filho do Brasil é uma cinebiografia, e eu ainda não vi. Mas, pretendo em breve, antes que uma bizarra notícia se espalhe, de que a Rede Globo já tem pretenções de transformar tudo no liquidificador de suas 'novelas'.
Eu não vejo novela. Sob esse título, eu ADD em meu Orkut essa comunidade. Corre outro boato de que, vem ai um personagem ciclista, dentro do horário da plim plim. Poxa! eu ainda permaneço circulando de bike, em todo lugar que vou na cidade, no campo ou no mar. E nunca ninguém me chamou para representar nadinha!!!!

7 de dez de 2009

Abandono ronda nossa porta

Final de ano trás coisas gostosas de comer mas, trás dificuldade em digerir o doce mel das gostosuras e travessuras, que acompanham estas datas festivas também.

Em menos de 20 dias deparei-me com uma situação que, se repetiu num deja vú por mais tri vezes. Era uma manhã cedíssima de domingo, e eu saía com alguns parceiros de treino de bike, quando eu já meio que, perdendo a hora do encontro marcado para às 7h, saio portão afora e me deparo com um lindo espécime canino, da raça labrador, de pelo vermelho. Era uma fêmea, vagueando na calçada da Avenida Ipiranga. Tento atraí-la para fora da via mas, é inútil. A gente não consegue, 'a gente somos inútilllllllll!'

Sigo meu caminho, e já me ligam para mostrar que estou perdendo a hora. Não tenho nem como parar a bike e atender, e sigo afoita para o local de encontro. Antes mesmo de alcançá-los já vem um ao meu encontro. Fico constrangida, mas é que houve um motivo força maior. Treino feito de 110km e depois um relax à beira da água. Eu me estico bem na fresca da brisa, e do céu azul acima de minha cabeça, que só pensa em paz.


Cé la vie, chove chuva, porque hoje era sabádo! Volto na caminhada de minha sagrada sessão cinéfila. Quase toda molhada, tipo dos pés à cabeça, avisto uma pelagem brazina, toda empapada de chuva e frio, encolhidinho num sopé da entrada dum prédio, pertinho de minha casa. Não resisto e o observo naquelas condições tão indignas para um cão de tão bela padronagem. Fiquei ali com ele tentando aconchegá-lo daquele abandono. Penso num salvador que, vem imediatamente em minha mente; aciono seu número, e aguardo sua vinda ao local. Em breve ele chega, emcima de uma bike, debaixo de uma chuvarada forte; trás uma guia nas mãos, mas sem a vontade de fazer o resgate do pobre animal contundido na pata traseira. Uma senhora piedosa consegue alimento, oque faz acalmar um pouco seu instinto de sobrevivência que, em meio aos humanos tão ferozes que somos e há muito que já deixamos registrada nossa marca a ferro e fogo.

Durou um dia a permanência dessa ilustre visita em minha casa. Com uma cordinha e um guarda-chuva aparece o meu filho Gabriel e juntos, o levamos para casa, simplesmente o chamando para perto de nós. De manhã o levo visitar aquele que se recusou a levá-lo mas, agora ele o aceita em casa. Até hoje passados os 20 dias o Dick como passou a se chamar, permanece nessa morada acolhedora de mãos abençoadas por Deus.


E chove muito mais sobre a terra dos homens e mulheres do sul. E avisto, após uma breve calmaria das águas, um pequenino ser abrigado abaixo dos galhos grandes de uma frondosa árvore na beira do Arroio Dilúvio. Sigo com alimento até ela e ofereço oque tenho e ela o devora e volta para baixo. Volto no dia seguinte, e lá está ela no mesmo lugarzinho.
Após tri dias a trago arrastada para meu apê. Ela está muito quieta e triste. Banho-a, pois suas condições de higiêne são lastimáveis. Ela coahabita numa pequenina área que, ficou reservada para ela. Preciso urgente de donos, para que eu possa entregá-la a quem de fato, tenha condições mais dignas de espaço para criá-la.