23 de jul de 2010

Política

Será que alguém se irrita tanto quanto eu, com pessoas que dizem "poooolítica" ?
E, são essas pessoas que em geral têm o pior discernimento de democracia e liberdades de expressão, ou seja, são os reaças mesmo! Essa enfase no "o" (da palavra política) me soou sempre como uma forma pernóstica de se expressar sobre um assunto que, não se tenha simpatia.

Logo cedo ouço no rádio dois comentaristas que, se consideram muito formadores de opinião, mas que me transmitem apenas ranço e ódio. Quase não consigo mais ligar o rádio por volta das 9, e 10 horas da manhã em função dessas duas criaturas rançosas falando no rádio. Eles fazem ataques diretos aos partidos que não compactuem com suas idéias. Levantam bandeira contra tudo e todos que assumem posturas de esquerda, indo ao cúmulo de atacar desaparecidos políticos.

Hoje ao me acordar fiz musculação caseira. Ela consiste em se aproveitar material de garrafas pet, onde são introduzido material para servir de regulação ao peso desejado para a prática dos exercícios que lhe forem recomendados. Em meu caso possuo duas avaliações, uma do instrutor de natação, outra do Guilherme, personal da ESEF, que foi quem me ensinou a utilizar o material reciclável.

Ontem estava muito frio ao final do dia, para se fazer um treino de corrida na rua. Mesmo assim, após nadar por volta de 1 hora, fui correr. A temperatura ficou em torno dos 9 a 10 graus. Confesso que me enxerguei com os olhos de outra pessoa, e eu fiquei me achando muito corajosa por ter atitude de enfrentar aquele frio! Esbarrei pelo André, e o mesmo apenas fazia uma leve caminhada, ao lado de sua namorada. Comentei que avistei de longe correndo só de camisetinha, o Marcelinho fazendo uma corrida de passos largos e mais longos. E, eu creio que, este seja o melhor treino para se aumentar velocidade numa corrida de maior distância, talvez.

Vejo notícia de o primeiro debate on line da internet com os presidencíaveis foi cancelado. A justificativa dos organizadores foi da falta de disponibilidade de alguns, dos candidatos. Muito me fiz saudosa ao me deparar, com o então mediador que, seria O Heródoto Barbeiro, do qual eu fui aluna na época de estudante secundariasta, do Colégio/Cursinho Objetivo. Suas aulas de história eram uma maravilha, ele foi a meu ver um dos mais brilhantes educadores em São Paulo, na década de 1970.

21 de jul de 2010

O mecenas do pintor

Hoje fiz tudo para sair cedo da cama, e o frio estava violento. Depois de pular da cama, fui ao banheiro olhar pela janela como estava o tempo e tive que abortar a saída para o centro com bike. Motivo: Tudo encharcado lá fora!


Apresso o passo e vou caminhando até a parada. Em seguida, avisto um enorme busão vindo, lá vou eu gastar meu dinheiro em passagem. Saudosa de meu meio barato de transporte, a bike que, com chuva e frio se obriga a não sair.


Passei algum tempo numa fila pela manhã, depois numa orientação jurídica, e porfim caminhando pelo centro decido ir no poder legislativo, na AL. Creio que, ainda tenha muita gente que, desconheça que lá é possível acessar um computador por 30 minutos, mediante apresentação de documento. É um serviço gratuito, porém oque me levou hoje lá, foi para averiguar se meu pedido de colocação de um bicicletário junto ao estacionamento havia sido aprovado, ou rejeitado. Fiz esse pedido em junho de 2009 e liguei para saber a resposta algumas vezes, mas me diziam que estaria em andamento. Porisso resolvi procurar pessoalmente a Ouvidoria, e soube que meu pedido não havia sido aprovado.

Sai bastante chateada com o documento dentro da bolsa. Almoço umas bobaginhas, um pacotinho de mandioquinha tipo batata chips, um peito de frango à milaneza e um gatorade. Enquanto caminhava no centro de Porto Alegre avisto na parte externa do MARGS os baners da exposição de Portinari. Essa exposição que vem nos visitar é imperdível! Ela vai ficar aberta ao público até agosto. Os quadros fazem parte da coleção de Castro e encantam pela sua indescritível beleza, difícil definir com palavras.

20 de jul de 2010

A minha saga no sul


Acho que é bem diferente com paulistanos que migram para fora de seu Estado. Vejo no programa "Afinando a língua", o Toni Belotto versa sobre como a vida de muita gente podia se transformar num livro. Foram tantas vezes que imaginei esse feito para oque tenho vivido na minha vida até aqui.

Escrevo e ao fundo ouço Natasha, da banda Capital Inicial. A minha história nunca poderia ser contada como fez Guimarães Rosa, em Grande Sertão Veredas ele que discorre longamente sobre fatos com o personagem Diadorim. "Donada", explica bem esse vai e vem que, tão bem faz o personagem. Todo dia me pergunto que foi mesmo que nos trouxe aqui afinal.

Pela ordem foi assim, tinha pouco capital e investiria em algo concreto, nada melhor que em uma casa. Assim o fiz, e foi pensando em trazer comigo uma das minhas paixões que são animais, e eu arranjei tudo para trazer dois grandes cães, um setter inglês e uma akita. Não sou lua, nem loba, mas corro com lobos, e ela, a cadela LUAR "Sempre a Meu Lado". Neste filme que conta com nínguem menos que o mega hiper lindo Richard Gere tem a história mais comovente da relação humana com os cães. Fala sobre a fidelidade, sobre a gratidão e amizade.

19 de jul de 2010

Raul Seixas - Medo da Chuva

Medo da chuva

Já que percebo sempre a tendência nas pessoas de copiarem umas às outras, vou aqui também plagiar o bom e velho rock and Raulzito, especialmente no trechinho da letra medo da chuva.

Antes lembro que tem um dito ciclone passando por essas bandas, e é esse o motivo de tantos dias com tanta água! Saio sábado de busão, volto e me entoco na baia. Sem a menor chance de sair de fazer algum esporte.

Mas, domingo eu quero ver o domingo passar. E acordo disposta a ir à luta, mesmo com o tempo que está, e assim me preparo para caminhar alguns kilomêtros até o meu clube. Só consigo me aprontar depois de algumas olhadinhas na internet, e por fim com todos os requisitos necessários prontos me retiro de dentro de casa. É um domingo chuvoso, as ruas estão encharcadas de água, poucas pessoas caminhando à pé, nenhum ciclista que se preze, tampouco vejo corredores de rua, apenas carros, ônibus, lotações e motoboys(a serviço da comodidade dos que ficam dentro de casa porque chove lá fora)! E faz tanto frio, me dá vontade.

Vontade fiquei mesmo foi quando entrei para piscina coberta, e vejo ali, bem na frente de tudo, o aviso da competição de natação, no CEI de Campo Bom. É um complexo esportivo na cidade, muito bonito e que abriga várias modalidades esportivas. Como era neste domingo de manhã me lembrei apenas que, no ano passado eu fui disposta a acompanhar o evento, num dos dias, pois eu não tinha como ir me hospedar para participar dos dois dias de provas. Portanto, me sobrou a alternativa de pegar a bike e sair no pedal sozinha até lá, oque causou grande espanto em todos.

Ainda que, como sempre estando de speed eu fui pela BR 116 e ao longo dela, esbarrei em muitos conhecidos, dentre eles alguns bastante amistosos e solicitos, e outros nem tanto. Porém, este ano nem, ao menos poderia ter ido apenas para acompanhar os participantes conhecidos, e que treinam no mesmo clube que eu. Interessante, porque ano passado eu tinha equipe de triatlon e me entrosava bem mais com as agendas de ciclismo, e as de natação.


Mas, queria descrever como são diferentes as sensações de se caminhar só em dias chuvosos nesta cidade. Observa-se muitos indigentes sim, parece que eles sempre estiveram nos lugares, porém com pouco movimento temos a impressão de que os estamos vendo pela primeira vez, e isso vem junto com um susto e pavor. Tomo-os por ameaça e fico me imaginando em perigo portando tantas coisas que encima da bike se fazem desnecessárias. Já fui perseguida numa tarde chuvosa quando ia ao meu acupunturista e estava pedalando no trânsito da avenida Ipiranga, altura da Vicente da Fontoura e abruptamente fui abordada por um homem de cor, pedalando num cafão e dizendo-me que era assalto, para descer da bike que estaria me apontando uma arma e tudo mais. Enfrentei-lhe, e a mais outro comparsa que, veio em seguidinha se juntar com o meliante. Me enchi de razão, pois notei que estava numa avenida movimentada e que o covardão nem arma tinha. Me arrisquei a xispar de suas vistas, mas não sem antes gritar com ele, que era tudo UM ABSURDO!

É, eu perdi o meu medo, o meu medo da chuva, pois a chuva voltando prá terra trás coisas do ar.