15 de dez de 2013

Por manutenção e conservação das obras da ciclovia Ipiranga

Quando estou me dirigindo a algum lugar, sempre observo as coisas acontecendo, mas quase nunca posso parar e registrar, como no caso destas fotos que fiz ao voltar de uma corrida que fui pela manhã no pq Marinha. E foram tiradas na altura das avenidas Ipiranga, com João Pessoa e rua Santana.

Eu vinha pedalando e inalando o mau odor que advém de dentro do arroio somado às inumeras sacolas de lixo, entulhos adentrando a pista e assim por diante. Quando resolvo registrar tudo!

Uma outra pessoa que usava camiseta de uma emissora também parou o carro ao notar o mesmo que eu,ou seja uma fumaça negra que ardia os olhos. Ele e eu fizemos vários registros fotográficos da situação. Ele me disse que sua emissora já havia denunciado sobre essas ocorrências de fogo com fumaça tóxica, mas que não teve qualquer repercussão benéfica! E, que os moradores das margens do arroio dilúvio produzem essa queima decorrente de furtos de fios de cobre que logo se transformam em fogaréu!
Mais a frente o trecho que fotografei das beiradas da ciclovia são do trecho mais novo, quase chegando na esquina da Silva Só com Ipiranga.

Eu fui a única que alertei as autoridades, técnicos e meia dúzia de gatos pingados que estiveram nas reuniões para discutir sobre a implementação das ciclovias na capital. Mas, muitos dos que agora se postam de defensores dos direitos de quem usa a bike riram achando que meu alerta era ingenuidade! Tudooooo bem que agora queiram embarcar na onda de militantes da causa, pois dai que agora é um assunto que dá ibope!

3 de nov de 2013

Sunday Bloody Sunday, novamente a violência da era da carrocracia!

Já que sempre se fala da Porto Alegre na contra-mão, eis ai meu relato deste domingão, mas para Sunday bloody...
Cedito sai de busão pra dar um treininho, junto dos corredores da corrida das 8 da manhã, com largada na frente do Shopping Barra Sul. Só que ao descer prá apanhar outro bus no final da av. ipiranga, o céu desabou!
Paciência!

To em casa louca prá correr e a previsão no jornal de papel tinha me dado indícios que o domingo seria de chuva forte, mas não foi! A previsão apenas colocou como chuva com 90% de chance, mas não falou em quantos milímetros, dai deu um pancadão e parou total! Mas, foi só prá abafar mais mesmo. Azar de quem foi como eu ingênuo, e não se ligou nos detalhes mais que importantes e não foi consultar neste dia a previsão da internet que sempre tem mais informações.

Voltei pro berço! Arrasada!
Acordei com aquela vontade de curtir ao menos um pouco o domingão. Pensei e olhei o tempo novamente lá fora e tinha o mesmo vento persistente de vários dias consecutivos. Que fazer se quero correr! É muito simples prá mim basta um shortinho, camiseta mais um tênis, boné e vamos pra rua. Tinha visto da minha janela um homem passar na calçada correndo bem, e na hora foi só! E por isso me inspirei de fato prá então sair. Fui prá rua lá pelas 13h e o vento na cara não deu uma treguinha sequer. Pensei de treinar um longão, mas não tinha bem como saber de quantos km se fazaia o meu trajeto quando eu já estava a caminho do CETE, que tem a pista no bairro Menino Deus que abrigou por duas semanas, o Mundial Master de Atletismo, entre outros locais na capital. como uma amiga corredora apelidou o local de "Manto Sagrado", por terem corrido ali os mais feras do mundo do atletismo master na atualidade.

No caminho muitos pensamentos se cristalizavam chegando a me enlouquecer por ter em mãos uma máquina de escrever, papel, ou um lap top que fosse, já que correndo eu observava o mundo das ruas com seus muitos carros, o mundo dos atletas e ciclistas em sua maioria que praticam de fim de semana,e o outro lado era o de dentro do Arroio dilúvio. Incrivelmente observei dezenas de animais lá dentro que iam de tartarugas de vários tamanhos até passáros grandes e exóticos, e o mais incrível alguns cardumes de peixes de porte médio a grande! E dentro das águas e nas encostas, lixo e mais lixo. Pensava em como eles podiam suportar viver ali em meio aquilo que os homens ditos normais, politizados e passeando com suas criancinhas conseguiam não ver, nessa iminência de destruição que está vindo e vindo, até não ter mais como a terra suportar!

Olhei, também como entre os pássaros haviam alguns pequieninos que conheço como xupim. Deste pensamento relembrei algumas gurias e guris que conheci aqui praticando ciclismo, onde ao se iniciarem no esporte se achegaram a mim como se vissem uma mãe e comigo aprendessem oque lhes faria ter forças para se enturmarem com os que já tem uma estrutura confortavel. Por fim, com essas imagens dos xupins sendo cuidados até saberem se virar me veio a mente enquanto corria, mas foram aos poucos se dissipando. Eu estava saindo "das margens da ipiranga", finalmente Liberdade!

Passei na frente do CETE e senti uma certa saudade e amargura por ter chovido tanto nos dias das principais provas do master e, eu estar tão atacada de rinite, ou sinusite ou bronquite (ou, só pela quantidade de poeira com sujeira que o vento espalha nesta época do ano)por isso que só consegui acompanhar mesmo o último dia que teve as provas de 4x400 e 100x400m! Mas, assim mesmo foi perfeito!

Agora de volta para casa o sol está mais forte e o vento continua seguindo-me!
Hoje como faço raramente parei de correr uma quadra antes de casa, mas ao cruzar pela esquina de casa me deparo com um gatinho morto no meio da via! Chego perto chocada e triste ao ver que foi atingido na cabecinha, já que tinha muito sangue ali. Era um gatinho com aparência de caseiro, pois além de pelagem longuinha ele tinha uma linda coleirinha no pescoço. Arrrastei seu corpo próximo da sargeta da calçada, mas logo percebi que se o deixasse ali, logo algum dos muitops carros que diariamente ali estacionam iriam esmagá-lo mais. Olhei procurando alguma coisa de suporte para tirá-lo para a calçada e não foi difícil encontrar restos de pratos de isopor e pedaços de papelão espalhados. Chamei uma guria que passava pela avenida neste momento a fim de que me auxiliasse nessa função terrível de mexer naquele corpo inerte que deve sabe-se lá ter morrida sozinho e com os carros continuando a ignorá-lo! A guria veio meio desconfiada e antes que ela pudesse fazer algo eu coloquei o gato na calçada!

Não pude deixar de comentar com ela que aquela pequena rua se transformou em estacionamento de carros nos dois lados. Também que os carros que vem da via peincipal sempre saem por ali, muitos em altas velocidades. Existe agora duas placas na calçada da esquerda que dizem que ali naquele local da placa de frente a um condomínio não pode estacionar, isso descobri mais tarde que deve-se ao fato de uma moradora ter um filho deficiente, então a placa serve para que quando ela carregá-lo pra dentro do taxi ao ter que sair de casa.

Procurei em vários locais pelas ruas atrás de onde moro para tentar localizar o dono deste gatinho, mas nada consegui! Me admiro muito de alguém que tinha um lindo gatinho como ele não notar sua ausência por tantas horas!
Estou indignada
por todos os motivos que citei ao longo do meu texto!




2 de nov de 2013

Lava-louças - um item a mais


Hoje é mais um dia em que estou com muita ansiedade por conta da compra de uma lava-louças. Isso depois de lavar muita muita louça! Foi meu filho, que já é adulto e, que raramente lava sequer um copo, quem me convenceu a investir neste ítem, porém minha ansiedade deve-se ao fato das complicações e gastos na instalação e mais, ter de arranjar um lugar onde a colocar na cozinha pequenina!

Inicialmente pechinchei o preço fazendo um único pagamento no cartão de crédito. Optei pela de 6 serviços, mas agora com o valor dos itens a serem comprados na parte elétrica/hidráulica, já vão quase R$150,00, fora a mesa que isso tem sido o motivo agora de maior preocupação, na minha pia por causa do tamanho do meu fogão que é de 6 bocas não tem espaço!

Comprei umas braçadeiras que vieram escrito que suportam 13k, porém a máquina vazia pesa 25k, e é muito difícil achar essas peças prontas sendo fortes o suficiente. Procurei um serralheiro para fazer duas braçadeiras de ferro, mas ainda não decidi em função do gasto, e depois tem-se que comprar uma madeira forte e bonita também!

Cheguei a ligar em alguns telefones da assistência técnica, mas raramente você irá ter uma orientação do técnico, pois eles nunca param nas oficinas,porque vivem na rua atendendo. Consegui falar com um que por sinal nem era de minha cidade, mas ele concordou que braçadeiras seriam meio arriscadas, pois imagina-se que em funcionamento a máquina sempre pode trepidar, ou oscilar por conta do peso a mais das louças.

Há mais de 30 anos atrás minha mana já tinha uma das grandinhas, e ainda hoje ela tem a mesma máquina em sua casa. Vou ficar devendo a marca, pois moro bem distante dela, em outro Estado. Arriscaria dizer que poderia ser uma Brastemp, talvez. Eu adquiri uma Eletrolux branquinha.

Prá mim adquirir este eletrodoméstico serve para me poupar tempo, e evitar trocar sempre de torneira elétrica na pia, pois elas duram muito pouco. Isso quem me disse foi um eletricista e encanador que veio me fazer orçamento de instalação, disse que 'quando se passa mais de uma hora lavando louça, a capacidade da torneira vai se reduzindo assustadoramente, e que com a quantidade do cloro que vem na água nesse longo tempo, vai danificando os componentes dela'.

8 de set de 2013

Feriado, cinema e outros.

O 7 de setembro caiu num sabadão! Pena?
Prá mim tudo igual.
Acordo pelas 9 prá sair pelas 10 e pouquinho, sempre me atraso com esse horário mais cedo do clube do professor que inicia as sessões as 11 h em ponto!
Um dos filmes me interessou mais que o outro, apesar de eu ser fã do ator do filme que acabei vendo por causa do meu atraso neste sábado de manhã!
Um era o Hannah Arendt, filme que me interessou por causa do cartaz que era da foto de uma mulher escrevendo na frente de uma máquina e atrás dela um cartaz com a suástica do nazismo da Alemanha. Claro que este filme lotou a bem mais que o que me restou ver A filha do meu melhor amigo.
Nada contra esse tipo de filme prá entretenimento, mas tirando ser fã do Hugh Laurie a histórinha é do tipo preservando a moral e os bons costumes da família classe média americana, claro!
Eu não crítica de cinema, mas minha intuição me indicava como melhor filme o Hannah Arendt sem sombra de dúvida!
depois do filme fui prá rua porque ficar presa dentro de shopping com tudo fechado,só abriram a centauro esportes e o supermercado mais a praça de alimentação no shopping Country.

Eu tinha uma tarde inteira!
E, eu fui andar na rua e aproveitei prá chegar lá na central de atendimento da Goldstein Cirella que fica na frente do outro shopping, o Iguatemi.
Fazia mais de um mes que eu tinha corrido a 2a Etapa Poa Day Run e na retirada do meu kit, não vi que faltou o boné branquinho de friso verdinho.
Uma graça!

Soube no dia mesmo da prova que o boné vinha nos kits. Durante a semana procurei saber com o Corpa como eu sendo assídua participante das provas, já que elas fazem parte do ranking anual que o Corpa tem não tinha ganho o boné! Eles me passaram o email do Cláudio da RunSports e tudo foi felizmente resolvido a seu tempo.


Já que era dia de preencher o dia, mais a tarde depois do deliciosos buffet de comida japonesa no Sushi Drive da Nilo Peçanha fui caminhar pelo Parque Germania e buscar a bike prá continuar me divertindo e resolvendo questões passadas. desta vez tinha que ir apanha meu troféu de 4o. lugar na corrida de aniversário da SOGIPA, pois não sei bem qual foi o motivo, mas aconteceu que a categoria que corri dos jornalistas ficou na hora do podium sem os troféus. A tarde esquentou bastante apesar de ser ainda inverno e aproveitei prá ficar me exercitando e curtindo a Sogipa que oferece diversas atividades a seus associados como a pista de corrida, os aparelhos aeróbicos dos quais quem não fosse associado neste dia poderia usá-los. aproveitei bem o local e ainda ganhei um troféu maravilhoso, junto de uma sacolinha ecológica ilustrada com a foto do clube.

Me encantou a natureza lá dentro. por isso mesmo fotografei tudo que pude. Na pista que estava sendo preparada para o evento de atletismo no domingo de manhã organizado pela Avega tinha até no obstáculo com água embaixo um lindinho de um quero quero se banhando no calorzão de 30 graus que marcava o relógio as 16 horas.

Foi assim que voltei perimetral acima direto prá casa e finalizando o feriado sem viagens, prá variar!

19 de jul de 2013

A história de uma felina feral

Eu estou mantendo na varanda do meu apartamento, uma gatinha de um a dois anos que é feral e não aceita ser posta para dentro de casa junto aos meus outros animais.
Enfim, ela deu cria e resgatamos os filhotes que ela escondeu muito bem e só os encontramos depois de 1 mês de idade.
Eles começaram a aparecer em pontos diferentes do conjunto de condomínios. Conseguimos manter a mãe deles pelo tempo de amamentação dentro do quarto que tem a varanda, mas ela sempre bufando e nos evitando chegar perto.
Ela não tem uma das patinhas dianteiras. Conseguimos outro feito, que foi levá-la dentro de uma armadilha para ser castrada! Ficamos com um filhotinho dessa ninhada e os outros três doamos!
Os gatos que perambulam pelos blocos dos conjuntos habitacionais não sobrevivem por muito tempo. As deformidades estão ficando cada vez mais presentes, pois eles vão cruzando entre irmãos, pais e filhas. Eu acredito que por isso tenham nascido gatinhos deficientes, sem patas como ela e os de outras ninhadas que acabaram morrendo.

2 de jul de 2013

Use a cabeça - use capacete

Há algumas semanas tenho notado a intensificação no debate sobre o uso ou não uso dos capacetes, e achei essencial abordar o tema de maneira muito mais precisa do que vem sendo, seja em fórums, sejam em debates, seja na análise das estatísticas que vêm sendo apresentadas na internet. Antes de tudo, é importante, como em toda análise, explicar o argumento contrário e entender porque ele é absurdo.

Pois bem. Muitos fórums brasileiros e sites europeus, inclusive o da Federação Européia de Ciclismo, possuem a seguinte opinião: capacetes não salvam vidas, capacetes desestimulam o ciclismo, aumentam a mortalidade pois desestimulam o ciclismo, e apenas a conscientização e aumento dos ciclistas pode oferecer um tráfego mais seguro para todos. Além disso, afirmam que pedestres e motoristas também sofrem os mais graves acidentes por ferimentos na cabeça, e por lógica, deveriam também usar capacetes.

Os principais dados usados por esta opinião envolvem a relação entre a obesidade populacional e o uso da bicicleta, enquanto o segundo relaciona os seguintes fatores: Mortes de ciclistas por km pedalado, percentual de ciclistas na população, e ainda adiciona o percentual de ciclistas que utilizam capacetes. O primeiro gráfico nos leva a concluir que o uso da bicicleta reduz a obesidade populacional, e o segundo nos leva a crer que o não-uso do capacete leva a uma baixa taxa de mortalidade entre ciclistas.

Em primeiro lugar, quanto aos gráficos e estatísticas; elas são vazias, completamente, sem sabermos analisá-las. O primeiro gráfico trata o assunto da obesidade populacional de maneira simplista e pobre; convenhamos, por mais que saibamos dos inúmeros benefícios do ciclismo no combate à obesidade, acreditar que há uma relação direta, a um nível nacional, é ridículo.
Os fatores que levam à obesidade mórbida de um grande número da população não são tão diretos e simples como tentam nos fazer acreditar; não é uma questão de "Pessoal, vamos todos pedalar e ninguém vai ser morbidamente obeso! Solução nacional, puff".

Não vou me estender no assunto, mas o site nature.com, em uma das suas colunas e pesquisas, apontou 10 (e não uma) como as razões para a obesidade mórbida, muitas das quais nem imaginaríamos; incluem falta de sono, diminuição do número de fumantes (incrível, não? Isso se dá porque fumar diminiu o apetite), aumento no uso de medicamentos que podem aumentar o peso, menor oscilação da temperatura dos ambientes (A variação de temperatura nos faz gastar mais energia), gravidez tardia (o que aumenta a obesidade nas crianças), entre DIVERSOS outros motivos; a dieta e a falta de exercícios sendo apenas dois entre muitos. Assim, a relação feita pelos anti-capacetes é, francamente, ridícula.

A segunda estatística é muito mais pertinente quanto ao ciclismo, mas ainda assim absurda. Em partida, a afirmativa de que motoristas e pedrestes também deveriam usar capacetes para a sua segurança é no mínimo tolice; pedrestes não transitam pelas mesmas vias, e não necessitam das mesmas normas de segurança que veículos e ciclistas, e motoristas, por sua vez, já possuem seus próprios regulamentos de segurança, incluindo veículos com boa manutenção, cintos de segurança, além do uso de air bags em muitos veículos, o que já substitui qualquer tipo de afirmação sobre motoristas com capacetes pois protege a cabeça de um impacto muito mais específico e violento.

Também tentam nos iludir com os percentuais e números; Sim, é de conhecimento de todos que os Estados Unidos possui um % baixo de ciclistas quando relacionados à população como um todo, mas que este minúsculo percentual ainda é a segunda maior frota de ciclistas de todo o mundo, perdendo apenas para a China. Esta frota é inúmeras vezes maior que o número de ciclistas da Europa, isso para não mencionar os diversos outros motivos de morte de ciclistas nos Estados Unidos; por exemplo, na Carolina do Sul, uma grande quantidade de ciclistas morre por ataque de pumas. Sim, sério. Um ciclista em alta velocidade o torna uma presa fugitiva para os felinos que atacam por instinto.

Enquanto isso, nos próprios Estados Unidos, a mortalidade de ciclistas entre crianças de 5 a 15 anos de idade, após a lei que obriga o uso de capacetes ser aprovada em vários estados, caiu quase 70%- por mais que se possa argumentar sobre a fragilidade dos capacetes (e acredite, não são tão frágeis quanto os anti-capacetes pregram). Isso se dá pois a maior parte de internações de ciclistas crianças se dá por batidas na cabeça, e crianças são muito mais frágeis a esse tipo de acidentes que adultos, devido aos ossos mais frágeis e corpo em formação.

Apesar dos capacetes não serem milagrosos como alguns dizem, a efetividade de capacetes propriamente testados e aprovados por orgãos de fiscalização não deve ser subestimada, e eles, de fato, salvam vidas, desde que utilizados apropriadamente; justos na cabeça, não balançando, e presos no queixo de modo correto.

Os europeus estão certos em advocar pelas melhores políticas de segurança e promover o ciclismo, mas isso não é tudo, ao contrário do que eles pregam; hábitos de segurança são algo que todos nós deveríamos fazer, sempre, pois é para nosso próprio bem.

Pessoal, acima de tudo, não vamos tentar fazer política e protestos com a nossa segurança. Vejo muita gente advocando o não-uso do capacete porque o governo quer legislzar o hobbie para diminuir os ciclistas, ou que as empresas multinacionais capitalistas querem que você compre os capacetes deles...vale lembrar que, independente às teorias de conspiração, com segurança não se brinca; a vida é uma só.



As pedaladas na minha vida

Sempre gostei de andar de bicicleta. Estou morando em Porto Alegre/RS desde 2000, e apesar ter sofrido um grave acidente que deixou-me com sequelas o ciclismo ainda é uma de minhas paixões, por ser um hábito saudavél.
O interesse pelas bicicletas começou na infância, quando morava em São Paulo, numa rua calma, com pouco movimento, onde comecei a pedalar. Tinha uma bicicleta pequena, volta e meia, voltava para casa com os joelhos machucados, pois eu gostava muito de descidas... Quando minha mãe foi morar em Bragança Paulista, eu também andava de bicicleta lá, por ser interior e com ruas mais calmas, não me lesionava tanto. Tempos depois, ganhei uma Caloi Ceci, depois veio uma Caloi 10. Foi uma das primeiras que surgiram na década de 80, mas não me adaptei ao estilo dela no movimento das ruas. Acabei vendendo-a e comprei um modelo feminino da época.
Acho que nunca usei a bicicleta pensando em esporte, mas como meio de lazer e deslocamento. Gostava muito de passear com uma cachorra minha, enquanto eu pedalava até o parque Ibirapuera. Quando me mudei para Porto Alegre, trouxe minha bicicleta comigo e a usava para ir a lugares como o Parque da Redenção. Em outubro de 2001 sofri um acidente que me obrigou a afastar-me das pedaladas por um tempo. Meu atendimento foi demorado, tive um braço quebrado e custei muito a voltar a pedalar.
O acidente me traumatizou por bastante tempo, apenas em 2003 voltei a andar de bicicleta. Fui adquirindo auto-confiança aos poucos, passei para uma bicicleta simples, uma Monark de ferro, modelo feminino, com 18 marchas. Com ela, minha maior aventura foi ir de Porto Alegre ao Country Club, em Eldorado do Sul, cuja ida e volta te
ve em torno de 130km. Fui em um dia e voltei no outro!
Em 2005, comprei uma Sundown 21 marchas, de alumínio. Depois de trocar algumas peças, comecei a participar de passeios e conhecer lugares próximos como Guaíba, Viamão, Cachoeirinha, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Lomba Grande e Itapuã. Fiz amizades e conheci trajetos mais longos, como Montenegro e Picada Café, Gramado, Capão da Canoa, etc. Masempre priorizo o uso da bicicleta no dia-a-dia, como meio de transporte e o condicionamento físico que sempre é beneficiado. A bicicleta está vinculada com a preservação do Meio Ambiente, por ser um meio de transporte eficiente, econômico e não poluente. Fora isso, andar de bicicleta dá um grande prazer, principalmente quando podemos andar em meio a natureza. O trânsito urbano é muito agressivo e violento.
Já participei de muitas competições, e também conclui quatro vezes AUDAXs de 200 km, um desafio onde cada participante supera a si mesmo. No cicloturismo um dos mais interessantes que já fiz foi em Picada Café. Foi um passeio por trilhas leves na região e aconteceu como parte de uma festa local, que contou com a presença dos Engenheiros do Hawaii. Através desse passeio, vimos que a bicicleta pode unir cultura e esporte em um ambiente de amizade e companheirismo.
No dia-a-dia, costumo pedalar para ir ao centro, fazer comprar no Mercado Municipal ou em shoppings, cinemas, onde se pode fazer uso dos bicicletários disponíveis. Fora isso, participei muito de passeios noturnos ou cicloturismo. Estou sempre procurando participar de passeios e eventos que contribuam com o uso da bicicleta, como a Massa Crítica que discute a Mobilidade Sustentável, medidas de segurança e até questões de decisões políticas no uso de verba para o Plano Diretor de Porto Alegre.
Oque ainda falta é o apoio para os ciclistas e, acredito que não existe muita tradição em se investir nesta modalidade esportiva, pois somente os melhores atletas acabam conseguindo algum apoio. Temos muitos atletas com potencial, mas que dependem de apoio para passar de amadores a profissionais. O esporte é pouco divulgado na mídia e ainda não é muito conhecido. Muitas pessoas desconhecem a realidade do esporte e as provas existentes ainda são pouco divulgadas. Mesmo modalidades de desafio ciclístico, que não exigem grande investimento e preparo físico são pouco conhecidas. A população em geral desconhece a realidade do ciclismo, seja no dia-a-dia ou como esporte.

A bicicleta pode ser considerada um dos melhores meios de transporte, considerando o custo e o benefício envolvidos, inclusive para o turismo. Para quem viaja de bicicleta, é possível unir tudo isso à possibilidade de conhecer novos lugares e culturas, por isso acredito que difundir o cicloturismo é muito importante. Uma vez difundida essa cultura, permitiria que mais pessoas viessem a praticá-lo, o que seria bom para os praticantes e para o turismo, que seria beneficiado e os governantes teriam que direcionar seus serviços para atender essa nova demanda.
Pedalar é vital para mim, além da questão saúde, do prazer que os movimentos geram, faz lembrar da questão 'consciência' que é fundamental. Para quem está iniciando eu aconselho a respeitar as regras do trânsito, adotar um comportamento seguro, estar sempre equipado e sinalizado (luzes, capacete e roupas adequadas), buscar andar em grupos e ter força de vontade. Espero continuar participando de grupos de ciclismo, do ativismo e de poder observar como consegui incentivar por aqui, onde vivo mais pessoas que passaram a competir, e cada vez mais se utilizar da bicicleta.

Volta Ecociclística

A Volta Eco Ciclística será percorrida passando unicamente por estradas municipais sem asfalto, que cortam fazendas e campos da região até chegar no Camping Passo da Ilha, interior de São Francisco de Paula, e de lá retornando até a base de apoio de campo do Parque Estadual do Tainhas.
A Secretaria do Meio Ambiente do Estado promove, no dia 28 de novembro, a 1ª Volta Eco Ciclística do Parque Estadual do Tainhas, uma unidade de conservação de proteção integral, que tem como objetivo básico a preservação dos ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividade de educação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico.

A abertura do evento acontece às 8h, com a concentração dos ciclistas na base de apoio de campo do parque, localizada junto ao Passo do "S" interior de Jaquirana. O percurso total será de aproximadamente 23 quilômetros e deve ser realizado em cinco horas.

A Volta Eco Ciclística será percorrida passando unicamente por estradas municipais sem asfalto, que cortam fazendas e campos da região até chegar no Camping Passo da Ilha, interior de São Francisco de Paula, onde haverá uma para obrigatória de uma hora. Neste local os ciclistas terão a oportunidade de lanchar, descansar e apreciar a natureza. Após esta parada será retomado o percurso, a fim de ser completada a volta até chegar novamente a base de apoio de campo do Parque Estadual do Tainhas.

Os interessados poderão acampar, na noite que antecede o evento, junto à base de apoio de campo da unidade de conservação. As inscrições são gratuitas e devem ser efetuadas através dos e-mails daniel-slomp@sema.rs.gov.br, fabiana-bertuol@sema.rs.gov.br e roque-santos@sema.rs.gov.br . Além disso, maiores informações podem ser obtidas pelos telefones (54) 3244.1710 - (54)3244.3961.

A rua é de todos

Olha, sei que o assunto já é bastante batido, mas em vista da repercussão recente do atropelamento, decidi também pautar o assunto. Porém, ao invés de me reter apenas no tópico do evento em si, dando detalhes e minha opinião a respeito da agressividade do motorista e do demorado processo contra o mesmo, que já dá indícios de impunidade, tão comum no nosso país aos motoristas, achei melhor ir mais além, ver por quê esses indivíduos se tornam tão agressivos atrás do volante.

Como acima mencionado, o tópico não é novo; já em 1950, a Disney fazia um desenho do Pateta, assistido por muitos dos jovens e adultos de nossa época em suas infâncias, com o tema da violência no trânsito, apontando como sujeitos decentes, muitas vezes até inofensivos, tornar-se-iam verdadeiros monstros (ou cavalos, para usar o termo do antropólogo Roberto da Matta, que escreveu sobre o tema nos últimos dias, além de estudar o trânsito brasileiro como um todo). Esse mesmo desenho ganhou diversos prêmios, e se tornou atemporal; reasistindo-o hoje, para este post, sinto-o tão atual quanto da primeira vez que o vi, quando tinha 20 poucos anos.



É óbvio que grande parte dos motoristas se sente poderoso em posse de seu veículo, envolto por uma potente lataria, praticamente um cavaleiro moderno empunhando seu para-brisa como lança, exibindo seu corcel de aço nas vias públicas.
Os motivos são inúmeros; o status relacionado à posse de um carro (status, esse, que vem se tornando cada vez mais fictício - o aumento da renda do brasileiro, somado ao maior acesso a crédito, tornou o automóvel mais popular do que nunca) destaca o motorista da reles "plebe" que é obrigada a caminhar ou, quem sabe, pedalar. A necessidade de alguns indivíduos de hierarquização em tudo que encontram é outro; na via pública, onde todos são iguais, alguns precisam ser "mais iguais que os outros" (como disse George Orwells) e quem paga o pato é o pedestre e, principalmente, o ciclista, que é obrigado pelo código de trânsito brasileiro a lutar por espaço e respeito com os gigantes.

Pra ser bem franca, a verdade é que apesar de ser um fenômeno óbvio e já muito abordado, tanto com sátiras quanto com seriedade, a agressividade do motorista deveria ser o principal foco dos movimentos em pról de um trânsito seguro. Com o início do (evento aquele lá) esta semana, fico na expectativa de ver ainda mais políticas públicas voltadas à redefinição do ponto de vista absurdo dos motoristas em relação aos outros ocupantes da cidade.
E se estas falharem, espero ao menos que esses cavaleiros fajutos sejam mandados ao castelo que merecem, sem impunidade.

13 de jun de 2013

Atracando na fisio



Hoje depois de alguns dias de correria para solucionar o tratamento definitivo da minha lesão de tornozelo comecei a fisioterapia.
Digo finalmente, pois já andava sem esperanças de tratamento desta lesão que vem me incomodando há mais de 15 dias e tem me tirado a felicidade de estar nos treinos de corrida.

Retornei no ortopedista na segunda-feira, mas a busca dos pacientes era maior que a minha intenção de madrugar na porta do dito atendimento de traumato do SUS. Por esse motivo não consegui ficha e tive que abaixar a cabeça tristonhamente e pensar e tentar novamente no dia seguinte. Eis que no outro dia me fui bem mais cedo e consegui um lugar que demoraria em torno de umas 3 a 4 horas, mas ia ser atendida pelo mesmo doutor que iria afinal olhar o exame de tomografia que era bem mais conclusivo que os de raio x que fizemos na primeira consulta, onde ele suspeitou de fratura por estress.

O laudo do exame dizia que eu tinha um edema, mas o doutor google não me esclareceu muita coisa não! Claro que olhar sobre edema foi mais tranquilo do que se tivesse com fratura, mesmo que fratura por estress como o ortopedista tinha suspeitado.
Ele me medicou com um remedinho para tomar 10 comprimidinhos em 10 dias que são correspondentes a uma única caixa. Li na bula dele que seu uso se presta a artrites reumatóides e outros, com o que mais me identifiquei.
Eu já vinha sentindo umas dores nas juntas dos dedos das mãos e joelhos há algum tempinho, mas o clínico pediu radiografias e as mesmas nada acusaram. Depois pediu exames específicos de sangue e aí é outro capítulo, pois a agenda de marcação do posto só abre daqui uma semana.

Mas hoje eu consultei uma fisioterapeuta antes de passar no tratamento e contei a ela exatamente como tudo começou, dai disse-lhe também do meu desejo em aplicar na lesão as bandagens flexíveis e por sorte consigo encaminhar isso amanhã com uma das outras fisios desta clínica, que fez curso de kinesio tape e está apta aplicar-me nos locais exatos sem prejudicar o tratamento com os aparelhos da fisio que não devem ser usados junto. Ficaria assim com as bandagens nos dias do final de semana.
Só não perguntei se as bandagens podem estar dentro d'água já que quero nadar no findi.

4 de jun de 2013

A ida ao ortopedista do SUS


Ontem cedito me fui a encarar mais uma árdua tarefa de quem não tem plano de saúde e convive com o esporte, mas está sempre sujeito a lesões como a que estou passando há mais de 10 dias. Meu tornozelo passou a apresentar dor depois de um treino que fiz a noite correndo de minha casa no Partenon até a pista da ESEF no Jardim Botânico.


Eu já vinha sentindo a parte interna da panturrilha doer, mas como é uma dor reincidente não dei muita bola e segui com os treinos a cada dois dias como sempre faço. Às vezes corro dia sim dia não, ou dependendo a disponibilidade corro todos os dias!

Já tive lesões por causa da altura do banco da bike que nem sempre são das minhas, como aconteceu em uma vez de eu trocar de bike com um cara e logo após o joelho sentiu, daí tive que passar um período grande sem pedalar e fazendo fisioterapia, usando proteção no joelho até prá caminhar.


Dessa vez a dor interna da panturrilha refletiu no calcanhar, bem debaixo do ossinho do lado de fora do pé tem um ligamento chamado fibulocalcâneo. E é nesse tendão que o bicho pegou! fiquei muito triste com essa lesão até porque me conhecendo como me conheço logo previ que eu não abriria mão de participar de duas corridas que iam acontecer, uma no domingo A corrida contra o diabetes saindo de manhã do Parcão com apenas 4 km e a outra na madrugada do dia 28 para dia 29 a Corrida do Desafio do SESC saindo do gasômetro, onde eu estava inscrita nos 10 km. Esta foi a pior experiência que tive!Corri me arrastando com caneleiras nos dois pés e sentindo muita dor!

Só após muito analgésico e, ai vai uma dica: ao recolocar o cicatrizador de implante dentário (dói muito) foi meu dentista quem me indicou o Ibuprofeno que serviu bem a este tipo de dor e lesão. Tomei por vários dias enquanto aguardava a vaga para passar no ortopedista de um atendimento do SUS na minha região. Ainda estou aguardando resultado de uma tomografia que me foi solicitada pelo ortopedista, pois o mesmo suspeitou de fratura por estress, mas na radiografia ele não teve certeza disto. Comentou que se eu fosse uma jovem seria normal, pois a musculatura toda está em transformação constante, mas não é o meu caso mais.

Por minha conta e risco segui usando uma pomada chamada proflan e colocando bolsa de gêlo, oque alivia muito e ainda desincha. O doutor me proibiu correr e também pedalar, mas não teve jeito, ao ir fazer a tomografia lá perto do antigo estádio do olímpico fui de bike. Ele liberou apenas a natação, e talvez oque não lhe perguntei, mas sigo fazendo as caminhadas diurnas e noturnas com minha cachorrinha!

17 de mai de 2013

A sustentabilidade e a mobilidade urbana



Através do facebook eu fiquei sabendo que ia rolar um seminário na capital portoalegrense de Sustentabilidade e mobilidade urbana neste dia 17 de maio 2013 e isso me chamou novamente a atenção, pois como sou ciclista que se utiliza diariamente deste modal me interessou o assunto.

Enviei email para fazer minha inscrição: todavidaoscip@gmail.com e visitei também o perfil da Associação TodaVida www.facebook.com/MEIOAMBIENTETODAVIDA lá pediam nome, instituição e qual pergunta tu faria durante o seminário! Acabei não conseguindo fazer a pergunta no debate.

Cheguei um pouco depois das 9:30hs e pude acompanhar o primeiro palestrante Eng. Ailton Brasiliense que é presidente da ANTP (SP) ele falou sobre o panorama nacional da sustentabilidade e mobilidade urbana. E era para ele que eu queria dirigir a minha pergunta. Mas tudo bem, já que a pergunta acabou se respondendo na explanação de outro palestrante.
Ele comentou que as cidades brasileiras tem sofrido muito ao longo dos anos com os legisladores que deveriam após terminarem seus mandatos ganharem premiações por conseguirem destruir mais um pouco as cidades que administram! falou dos que ele achava os piores como Jânio Quadros e Paulo Maluf!

Ele falou de quantos óbitos vem a ocorrer por ano nas cidades por causa da poluição e também dos acidentes de trânsito e que São Paulo era a cidade que apresentava os maiores índices nestes quesitos, mas que não se despreocupassem os gaúchos, pois a tendência era de que aqui daqui uns anos venha a ocorrer os mesmos fatos numa mesma alarmante proporção!

O segundo bloco tratou do tema sustentabilidade e integração modal agora com os palestrantes numa mesa de debates. Eram eles: os arquitetos Antonio Vigna da ATP e EPTC e Fernando Lindner da ATM; engenheiro Ernani da Silva Fagundes da Trensurb e o Prof. Dr. engenheiro Cloraldino Severo (ex-ministro dos transportes). O tema abordado foi O que está sendo feito e planejado para uma cidade mais sustentável?

Como na abertura teve explanação da primeira dama através de feitos do SEDA que é a Secretaria dos Direitos Animais, órgão este que tem me indignado muito, pois vivencio há diversos anos consecutivos o sofrimento animal e o abandono, inclusive já adotei alguns animais, e atualmente estou como protetora de uma ninhada de felinos e a gata mãe deles que é portadora de deficiência física num dos membros. Tive que desembolsar quantia para castrar a mesma, já que nos inúmeros pedidos que fiz ao SEDA nunca deu resultado!


O evento parou às 12:30hs para oferecer aos participantes uma degustação com alimentação natural vegana que teve de entrada sopa creme de moranga com gengibre acompanhada de croutons. Kofta de lentilhas, grão de bico e especiarias que nada mais são que almondegas deliciosas. Os palitos caprese com tomate orgânico, uma folhinha de mangericão e um pedacinho de queijo de soja(tofu)e mais pão integral com pimentão vermelho e milho, quiche integral de legumes, cestinha de amêndoas com creme de laranjinhas kinkan, caqui e café estes doces eram muito delicados e pequeninos. No ato da inscrição do seminário era preciso confirmar a presença nesta degustação que tinha na pessoa da Dra. Camila Perin Orientação nutricional personalizada a quem desejasse fazê-lo.
O material oferecido nesta degustação eram copos de um material de fácil decomposição na natureza. também o material ofertado aos participantes eram de folhas de papel reciclado e a caneta era de madeira!


Após às 14:00hs o tema era O que as universidades estão fazendo para tornar a mobilidade urbana mais sustentável? palestrantes: Profs. Arq. Ana Rosa Cé, Mario dos Santos Ferreira da PUC e Prof. Dra. Helena Sybis,UFGRS, Pref. Dr. eng. João Hermes Junqueira, Unisinos e prof. Dr. Eng. Carlos Feliz UFSM. seguido de encontro entre o comitê de sustentabilidade e mobilidade urbana da Argentina com representantes do Judiciário Gaúcho e da Procuradoria Geral do Estado, em reunião paralela ao seminário.

Ao final da tarde após às 15hs o tema que eu aguardava com mais ansiedade Transportes cicloviários, hidroviários e pedestres com alguns nomes conhecidos como Vereador Marcelo Sgarbossa, José Carlos Assunção Belotto - Coordenador do programa Ciclovida e IPPUC/Curitiba - Eng. Antonio Miranda eum representante da EPTC que não pude esperar para ouvir já que eram por volta de 17:30hs e tinha deixado minha bike acorrentada um pouco distante dali do centro da cidade onde ocorreu o seminário no edifício Santa Cruz na rua dos Andradas bem na parte central e de mais movimento neste horário!



27 de abr de 2013

Porque hoje é sábado

E de manhã após ritual, hábito ou disciplina, sei lá...saio da cama e me deito no chão, com tapete e edredon para iniciar minhas séries de abdominais. Feito isso, inicio uma prática de yoga que apenas consiste alongamentos seguidos de intervalos de descanso de uma respiração profunda.

Caminha arrumadinha e parto pro coffee break. Tenho sido assídua consumidora do café melita séries brasileiras, prá quem não conhece são sabores de café do sul de minas, serrado e mogiana. Coados direto numa caneca de ágata que trouxe de Belo Horizonte!
Meu pão costuma ser uma fatia de pão sírio que tem que ser integral e acostumamos a usar a marca baalbek que pode parecer cara pois é um pão que não é volumoso, como o pão que se come acompanhando os pratos na rede dos habib's, este é bem magrinho, e tem a vantagem de não levar fermento na massa!

Sábado é dia de ir ao cinema. O café tem que acabar e me ajeito de acordo com o clima lá fora, já que saio de bike. Em geral quando tenho corridas grandes como a de amanhã penso no que vou comer e onde vou comer, já que comidinha de shopping em geral é cara e deixa sempre um que algo a desejar!Sempre que posso opto por um lanche que encontro mais saudável comparado aos McDonalds da vida descobri pelo meu filho a rede Subway. Ali tem um sanduba para cada dia a sua escolha. tenho comido o baratíssimo que é R$5,95 ele nada mais é do que um dos sanduíches da semana escolhido sempre para permanecer por algumas semanas como opção mais barata, dai o nome baratíssimo.


Hoje na sessão de cinema que fui tive uma incomodação inusitada, já que ali nas sessões do clube do professor há de tudo que é tipo de situações. Uma delas que ocorre frequentemente é a de pessoas que deixam seus celulares ligados, com um agravante que é o de atender e ficar no maior lero, enquanto isso o constrangimento de quem está ali sem que tenha ao menos um funcionário para advertir o(a) mala e tem outros que comentam o filme o tempo todo, ou repetem palavras como papagaio!
Uma senhora que me sentei ao lado na sessão de hoje me encarava toda vez que eu bebia água. Não entendi! Tive vontade de saber qual seria o problema se alguns minutos antes sua vizinha de banco havia atendido o celular que tocou e depois não largava mais dele enviando e recebendo mensagens! Tive fome pois precisava repor as energias do pedal que me levou ao cinema e tirei cuidadosamente um saquinho de amendoim ligth que pago R$ 1,99 no supermercado e para nós ciclistas é um rico alimento. assim eu abri o saquinho que óbvio fez aquele leve barulhinho, e não é que um ou uma idiota arrogante e insolente fez psiuuuuuuuuuuuuuuuu!


E a véia senhoura do meu lado me encarando!
Mas que que eu ia dizer, mas eu disse, disse assim ó: Tem gente usando e abusando do celular e não estou vendo ninguém reclamar. Nisso um casalzinho da frente se virou prá olhar. E não é que a véia senhoura abriu a bolsa e mexeu remexeu no celular e eu ai cruzei a perna com o pé apontando prá ela todo tempo.
Mas que que é isso gente?????????????
Essa mania de posse me irrita tanto, mais tanto!

Como o filme tinha tudo a ver eu relevei essas inconveniências que costumo frequentemente me deparar nesta capital dos gaúchos!

Por fim fui conhecer um novo shopping o Wallig, pois a retirada do kit de corrida de amanhã era na rede de lojas Centauro.
Um belo kit achei, já que há tempos venho pensando adquirir uma toalha de microfibra para natação e mais uma ótima sacola e um par de meias.
Comi um almocinho trivial feijão com arroz, filé de frango, polenta, fritas e saladinha. Tudo por R$12,90.

Tudo isso acontece aos sábados!


22 de abr de 2013

As sete vidas dos gatos. Será?



Tenho impressão que das sete vidas nenhuma está sendo respeitada, pois na data de criação do SEDA (secretaria de defesa dos Animais) da capital dos gaúchos até agora após inúmeros telefonemas e protocolos de pedido de providências: NADA!
na foto dois gatos já sucumbiram e desapareceram, um dos que ainda permanece é a fêmea preta e branca que tem apenas metade da pata dianteira e deu cria e os quatro gatinhos estão sendo cuidados dentro do meu apartamento!

19 de abr de 2013

Chegou meu pedido

Apenas as mulheres sabem do que vou falar aqui.
Hoje depois de alguns dias esperando uma encomendinha feita pela internet bateu no interfone e eu já estava a postos quando chegou. Eu boto fé que vão me aliviar dos calorões indesejados que acometem mulheres que entram na menopausa, como eu.

Parece que é invenção quando encontramos uma mulher que se queixa dos mal estares que aparecem nesta fase da vida!
Não, não é frescura!
Sou uma delas e como não me aquieto com apenas uma visitinha ao médico ginecologista e ouço atentamente seus conselhos que em geral eles nos dizem que os sintomas desagradáveis da menopausa são assim mesmo: com calorões, suores e nervosismo. saio da consulta com aquela sensação de que tudo que fizer será inútil mesmo. E eu sou daquelas bem caxias que seguem a recomendação à risca e ultimamente nada tem me dado conforto.

Já tomei isoflavona, parei, depois tomei novamente. Alguns fogachos sumiram por um tempo. Hoje eles estão de volta, e com um agravante o calorão vem acompanhado de intenso suor por quase todo corpo.
E como eu uso muito a internet para ler e pesquisar descobri um produto chamado Black Cohosh.
esta é minha mais recente descoberta que espero venha me trazer alívio.

17 de abr de 2013

Traga me um copo d'água tenho sede



Hoje eu sai de bike pra rua, ainda que não fosse a passeio, e tivesse horário a cumprir; no meio do caminho encontro um cãozinho perambulando, ora pela calçada, ora pela rua indo de um lado prá outro! Não tive dúvidas voltei até ele e notei que ele tinha dono, pois tinha no pescoço um pedaço arrebentado de um tipo de fio, onde ele devia ser amarrado pra não fugir, apenas isso um fio, não era coleira com guia, mas um barbante que devia enforcá-lo! Tem pessoas que deviam ser banidas de vez da sociedade!

Ao sair do meu compromisso, enquanto retirava a bike presa num gradil com correntes observo um pequeno cão que já havia visto ao chegar. Apenas que agora ele parece estar mais exaurido e cansado. Fico muito triste de ver esse abandono de tantos cães e gatos pelo bairro que moro, pela cidade de porto alegre e por tantas estradas onde passo cortando pequenas outras cidades menores.

Parece um mundo sem governantes, nem pessoas exercendo tantas funções que deveriam nestes casos se prestarem a solucionar, prevenir e evitar que tivessem tantos animais nestas tristes situações de atropelamento, abandono, fome e desprezados por nós.
Consegui encontrar uma garrafinha de água que alguém esqueceu sob um balcão e avistei o mesmo cãozinho ao retirar a bike pra vir embora. Segui ele numa rua lateral da 3a. perimetral e o encontrei deitadinho na calçada. temi não ter como dar-lhe ao menos um pouco de água. Finalmente meus olhos encontraram no meio fio uns copinhos plásticos, e desta maneira pude dar-lhe de beber.

Me despedi rezando muito pela sua sorte, sem deixar de sentir um enorme aperto no peito por ter que deixá-lo ali naquela triste situação de doença, abandono, desprezo e indiferença que as pessoas demonstram ter por um ser inocente como ele.

QUANDO SOMOS BONS PARA OS "OUTROS" SOMOS AINDA MELHORES PARA NÓS MESMOS!

25 de fev de 2013

2FMB


Depois de 4 dias de programações diversificadas encerrou-se neste domingo dia 24 de fevereiro a segunda edição do Forum Mundial da Bicicleta.

Com diversas reuniões preparatórias que foram realizadas na Cidade das Bicicletas por membros voluntários o 2FMB pode mostrar que há possibilidade de continuar existindo!

A maior parte das atividades aconteceram dentro da Casa de Cultura Mário de Quintana oportunizando mais conhecimento através de diversos palestrantes e também de oficineiros.

Nesta sua segunda edição o forum contou com o funcionamento de arrecadação crowfunding que é uma maneira digamos que autônoma de angariar verba para sua realização.

Também foi possível acompanhar desde a expectativa da chegada de pessoas de outros países, até grupos de ciclistas que vieram de estados vizinhos pedalando muitos kilometros.

Estive em algumas atividades, porém como sempre fiquei com uma sensação de que não me satisfez totalmente o evento, pois gostaria que as atividades que perdi, pudessem se repetir!Como sei que isso não é viavel infelizmente, procurei me inteirar pela internet de maiores detalhes destes palestrantes e oficineiros. E todos, assim como os participantes também fizeram deste forum um lugar bom de se conviver!

Vou acompanhar nos próximos dias os passos da artista Mona Caron que veio pintar o tema que aborda a convivência harmônica de pessoas com a cidade! A artista mostrou quão profunda é sua sensibilidade ao dar importância a um fato que nos passa como algo corriqueiro: quando ela pinta uma simples plantinha que brota num muro de cimento e compara com a resistência de um ciclista que enfrenta as ruas pedalando.



Nirit Levav - recycled art from bicycle chains