17 de out de 2018

A gente não sabe se vai ou se fica

Tem momentos na minha vida que eu apenas atuo dentro dela mecanicamente.
Refiro-me ao fato de ter incumbencias com animais, casa, filho e esportes que não tem sido ultimamente muito estimulantes como já foram antes.
Sinto que algumas destas funções dependem muito apenas de mim e isso me faz esquecer-me de mim mesma em muitos momentos.

Apesar de parecer que meu mundo gira muito mais ao redor dos outros do que de mim mesma eu sinto maior segurança enquanto as coisas seguem dentro de uma rotina.
O fato de eu me sentir muito distante e solitária mesmo dentro de casa onde também mora meu filho me faz agir em busca de achar coisas que preencham dentro da minha cabeça assuntos dificeis de assimilar para que eu possa não entrar na sensação de pavor e medo de algo que eu tenho definições do que sejam, mas que não confio que possam ser reais!

Em casa sinto necessidade de ajudar para que as coisas que não são tão agradaveis se tornem melhores, já que vivo muito cercada de objetos velhos e muitos sem a menor utilidade. Nesses tempos de consumismo desenfreado das pessoas que sentem-se meio desorientadas existem também grupos que apregoam o contrário como o Desapego.
Na minha visão economica tudo deve ser utilizado na sua integralidade, ou seja as coisas devem ser aproveitadas até o fim. Dessa visão que eu tenho fica bem clara a frase Abaixo o desperdício!

14 de out de 2018

Serve a quem?

E já estamos em meados do mês de outubro do ano de 2018 e sei que ainda terão novos feriados pela frente!
Eu me sinto altamente entediada!
Não vejo mais os feriados como uma data para relaxar, viajar, curtir, passear, etc.
Quando penso que isso tudo foi parte importante na minha vida e que agora não faz mais nenhum sentido fico mais que entediada, fico angustiada, tristonha, sozinha e cheia de complexos e medos.

Talvez por ter a certeza de que em anos e anos os feriados não servem a nada para mim a não ser ver que fico apenas a desejar que a semana volte logo em sua rotina! Esta rotina tem sido para mim bastante cheia considerando que agora mantenho felinos abandonados em um depósito de carros/estacionamento com montes de sucatas apodrecendo a céu aberto! Sem contar que apesar do meu acesso ser permitido através de uma cópia de chave do cadeado do portão e que a situação dos 4 felinos é e sempre foi muito instável e sujeita a modificações que não tenho como prever!!

Isso me assusta mais ainda, pois atualmente eles vivem confinados apenas com a parte detrás do local, ou seja aos fundos, já que na parte da frente deste local, ficam de vez em quando carros estacionados com agora a presença de um pequeno cão filhote que virou morador efetivo dali, para horror dos gatos.

Minha rotina começa bem cedo, já que eu para mantê-los ali em segurança de atropelamentos e outros perigos levo o quanto posso de alimento a todos, inclusive ao cãozinho, o Picolé! são felinos mãe e mais 3 filhotes todos estão castrados finalmente.

Estou atuando ali como protetora cadastrada na SEDA órgão que foi independente em outro governo e agora é atrelado a Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de Porto Alegre, o que tira bastante autonomia da SEDA e por conseguinte dos protetores cadastrados voluntários que atuam gratuitamente, mas que em geral tem gastos de todo tipo na atuação de proteção a animais na rua como estes meus!

Neste sábado, após o feriado logo cedo saio como de costume com minha cadelinha a Noka que por seu excesso de peso e idade caminha muito lenta, mas ela é uma prevalecida porque se tiver alguma coisa que lhe chame atenção ela se enche de forças e dispara na corrida rumo ao alvo de seu interesse mudando de conduta da água pro vinho em segundos! Vou chegando a rua portuguesa que é o local onde cuido os felinos e já vejo algo que me assusta por parecer ser um gato na via! Ao me aproximar verifico que infelizmente era sim um felino atropelado e já sem vida, mas não eram nenhum dos 4, mas talvez uma das felinas que castrei dali da rua anos antes e que acabou por ser adotada numa casinha de fundos por um casal que já tinham outros gatos!

Fiquei bastante consternada com a cena que aliás chamou a atenção de uns moleques que moram vizinhos dali e que ao me ver aproximar-se aproveitaram-se da situação inesperada onde fui perto para fotografar e certificar-me de que não seriam os que cuido. Imediatamente ouvia vindo deles chacota de imitações de miado de gato!! Não podia me envolver em brigas já que são pessoas de caráter duvidoso!

Já tentei buscar apoio, ajuda, solidariedade de inúmeros órgãos, ongs, protetores, secretaria, parlamentares, mas não existe chance de qualquer um destes entrar na luta comigo!

Não tenho como resgatá-los dali, sem ter um local seguro para colocá-los! também por serem bastante selvagens e arredios!

Minha vida se tornou prisão, já que eles dependem de mim!
Fiz um post da foto do felino atropelado e recebi diversas críticas no meu perfil do face. Considero isso uma baita hipocrisia dos queixosos já que para os comedores de carne a situação por que passam os animais no abate é muito muito terrível!! Aliás o face censura.

Neste mesmo dia sai pedalando para um compromisso e me deparei com um animal silvestre no meio da rua morto por atropelamento nas mesmas condições do felino! Para o caso de animais silvestres contatei o IBAMA numa ocasião em que eu praticava cicloturismo e deparava-me com diversas espécies de animais silvestres atropelados e mortos, no meio das estradas, e a resposta do órgão foi para que eu mapeasse estes pontos todos e lhes enviassem. Agora isso é um trabalho que compete aos funcionários do governo que são pagos com o recolhimento dos meus impostos.

Aqui na capital foram eleitos dois parlamentares que alardeiam serem pela causa animal, mas quando um ativista procurá-los, descrevendo toda a situação do tipo a que me encontro hoje, eles passam a bola e nada fazem!!

Parabéns para quem elege quem não fica com a bola e sempre vão ir chutando pra outrem pegar, no caso minhas costas largas!