25 de jan de 2012

Atropelada em meio a farta agenda de eventos do FSM

http://pt.indymedia.org/conteudo/newswire/6444 Me bateu uma baita identificação, por incrível que pareça por culpa de minha convalecência justo com um homem do outro lado do mundo que nunca vi mais gordo! Incrível como estamos vivenciando uma era do desprezo ao próximo! Neste domingo 22/01/2012 fui atropelada por um veículo passeio de cor bordo aparentando ser um palio, ou algo no mesmo estilo. Novamente, enfrentei os problemas que vivenciei ao aportar nesta capital dos gaúchos e gaúchas(2001) onde já tinha sido atropelada tentando compartilhar a pista com os veículos. O Mais irônico é que é neste local, Porto Alegre que tem abrigado as discussões "por um outro mundo possível" - apregoado pelos FSMs - que é onde mais eu vejo quanta falta de "solidarnosc" há! Postei lá encima uma identificação que tive ao meu hábito diário que é o de acessar a internet e ir digitando no google frases que passem na minha cabeça, como uma fotografia daquele momento, onde o meu sentimento de solidão após ser atropelada e novamente não ter tido socorro e nem solidariedade da maioria dos ciclistas com os quais convivo há pelo menos 6 ou 7 anos; apenas uma meia dúzia de centenas me perguntou como eu ia após sofrer o atropelamento! Li no site de discussões http://vadebici.wordpress.com/2012/01/24/pedalar-em-porto-alegre-esta-mais-seguro/#comments (aguardando moderação): Por mais que queira deixar quieto meu sangue latino fala mais alto, porisso falando em estatísticas domingo 22/01 entrei novamente nas estatísticas de acidentes de trânsito (?) foi marcado um pedal até Itapuã do qual fui eu mais a Livia, a Ana e a Nídia. Eu já fui muitas vezes até lá, (não importa tanto eu sei, mas cheguei a ir de speed e sozinha também). Desta feita no último domingo, na av. da Cavalhada, altura do n.3999, na frente de uma parada de ônibus fui atropelada, e nem deu tempo de enxergar a placa do carro. Apesar de ter ficado caída por alguns minutos na via ( no meio da faixa da primeira pista com a segunda pista, já fomos as 4 ultrapassar os dois ônibus pela esquerda dos motoras e como fui por último sobrou prá mim!) Liguei na EPTC enquanto aguardava socorro...blá blá blá....Fui obrigada a pedir um taxi para me levar ao HPS e como estava com a bike e as gurias iriam ter que ficar com ela todo tempo um taxi resolveria a questão, pois desmontaríamos as rodas e colocaríamos no banco traseiro e depois algum amigo viria até o hospital (caso eu não tivesse condições de seguir sozinha até meu apartamento), só que o taxista ao chegar no local e ver que eu aparentava externamente estar bem, negou-se terminantemente a fazer a corrida, até porque uma das gurias ligou na empresa para solicitar os serviços e parece-me que a legislação diz que a corrida nestes casos não pode ser cobrada Por mais que queira deixar quieto meu sangue latino fala mais alto, porisso falando em estatísticas domingo 22/01 entrei novamente nas estatísticas de acidentes de trânsito (? não tenho certeza disso pois ainda não fui pessoalmente levar o B.O e o laudo pericial que fiz na terça vai ficar pronto em 20 ou 30 dias. Sábado foi marcado um pedal até Itapuã pelo facebook do qual fui eu mais a Livia, a Ana e a Nídia. Eu já fui muitas vezes até lá, (não importa tanto eu sei, mas cheguei a ir de speed, e sozinha também). Desta feita neste último domingo, na altura da av. da Cavalhada, próximo ao n.3999, na frente de uma parada de ônibus fui atropelada, e nem deu tempo de enxergar a placa do carro. Apesar de ter ficado caída por alguns minutos na via ( no meio da faixa da primeira pista com a segunda pista que é início de uma lomba), já que fomos as 4 ultrapassar os dois ônibus parados, foi feita a ultrapssagem pela esquerda dos motoras, e como fui por último sobrou prá mim!). Pedi ao motora do segundo bus para esperar um segundinho e ele estava me vendo pelo espelho e sua janela estava aberta, por culpa do calor, óbvio! Eles tocou prá cima de mim e avançou para segunda pista e um carro bordo, ou cor de vinho com passageiros, inclusive uma criança junto me atropelou e não parou prestar socorro. Liguei na EPTC, enquanto aguardava socorro...blá blá blá....Fui obrigada a pedir um taxi para me levar ao HPS, e como estava com a bike e as gurias iam ter que ficar como? Se pensou num taxi que talvez resolveria a questão, pois desmontaríamos as rodas e colocaríamos no banco traseiro, e depois "algum amigo" viria até o hospital (caso eu não tivesse condições de seguir sozinha até meu apartamento). Um taxi foi atacado na hora por elas e ele se negou afazer a corrida e mostrou o número para ligarem no vidro traseiro. Parece-me que a legislação diz que a corrida nestes casos não pode ser cobrada. Chegou depois de 10 minutos outro taxista e não me levou, deixando-me postada de pé na calçada toda machucada, pois eu não aparentava fraturas externamente para ele e nem estaria inconsciente tampouco, e por fim quando fui fazer radiografias no hospital de tarde, após dar entrada na emergência, às 12:00h (o acidente foi às 10:40h) tive uma fratura na costela que me rendeu um dia e, mais algumas horas da noite em observação. Como as gurias na hora do acidente já estavam lá no final da lomba, e isso foi quando eu consegui vencer o terror de ver aquela montoeira de veículos largando a mais de 60km/h eu gritei que fui atropelada e olhei prá trás, e um carro subiu atrás do que ele pode enxergar, no caso ele viu o prefixo do ônibus e parou as gurias, e assim elas entenderam que eu tinha parado por ter sido atropelada naquela hora. Agora eu me atreveria a perguntar, se possível fosse neste post, se poderei fazer algo além de tentar me recuperar cercada de tantas amig(a)os, não é? E especialmente achei muito importante oque o Martinez escreveu, apesar dele talvez nem me conhecer, que acredito sejam muito poucos no meio ciclístico de tantos cicloativistas, esportistas, etc... se eu também apenas serei mais um numerozinho infinitamente insignificante como parece ser algo como um ser humano acima de ser ciclista, ou blá blá blá que tenta compartilhar no trânsito desta capital sempre com muita cautela e sim com muito medo pois na hora de lamber os ferimentos nada como saber que um dia se possa andar nas vias recebendo o respeito e o suporte de autoridades no trânsito. Atenciosamente, Marly