3 de set de 2011

Correr, pedalar e depois nadar.




Neste domingo quente e ensolarado estive pela manhã junto dos meus numa corrida de 10 km que percorreu pelas ruas próximas do clube da Sogipa que comemora seus 144 anos.
O convidado especial foi o campeão Marilson que deve ter se cansadomais foi de ter que tirar tantas fotos junto aos seus fãs como eu. Ele novamente repetiu sua vitória, e eu achei este percurso horrível de dificil. saímos da Sogipa após correr na pista e alcançar a avenida sertório e voltar no contorno. O sol desgastou-nos muito apesar do horário da manhã. Para mim o problema foi a volta onde pega-se uma grande ladeira no viaduto da perimetral. Não peguei nenhum pódium, já que as competidoras da minha faixa estão muito bem obrigada!

Foi divertido ver a galera dos atletas sogipanos comemorarem. Eles faziam uma cadeirinha com os braços e levavam o vencedor de equipe até o seu lugar no podium. meu tempo foi um dos piores até hoje, fiz 57 minutos média bem acima do meu tempo regular que varia de 52 a 54 minutos. Mas, foi bom chegar e sentir que consegui concluir apesar das condições de lesão que se encontra meu joelho esquerdo. A solução foi colocar gêlo, muito gêlo. Imitei um atleta que vi deitado na grama com as pernas encima de uns sacos de gêlo no chão. Fiz também, já que queria muito ir nadar e, se tivesse folêgo depois de chegar em casa, sair passear com a cadelinha; ainda, fazer um passeio com as gurias no grupo das Cíclicas.

Este passeio feminino acontece no primeiro domingo do mês, com saída em horários que podem variar bastante. Hoje ele saía às 15:00h e por este motivo, não foi possível para mim ir.

29 de ago de 2011

A previsão acertou em cheio

Neste último domingo, 28 de agosto a previsão de chuva forte se concretizou em Porto Alegre, pela manhã toda!

Mesmo assim eu já estava me preparando para correr de qualquer forma, e assim o fiz naquela manhã em que o céu desabou, inclusive durante toda a madrugada choveu. Oque fez o dia parecer pior ainda com um cenário nas ruas pouco agradável para se sair de bike. E, foi assim que me vi obrigada a arranjar uma, ou mais maneiras de me proteger e de fazer com que meu meio de transporte não me pusesse em risco.

Mas, é bastante difícil de não rolar nenhum stress num tempo ruim assim como estava naquela manhã. Eu acordei cedo... e diria que de bode, pois meu joelho esquerdo doía ainda,(lembrei dos sons do Eduardo Duzek e do Rappa) e, apesar de ter sido submetido durante toda a semana a longos alongamentos, massagens e aplicação de diversas pomadas - até de remédinhos em spray mais fortes, eu diria que em dose prá cavalo! O danado, ainda estava incomodando.

O jeito foi colocar uma joelheira para pedalar. outra coisa importante quando começam a doer os joelhos é observar a altura do banco da bike e se ele estiver meio baixo dai a solução imediata é levantar um pouco mais alto. Fiz isso depois de ter deixado ele mais baixo para usar o rolo de pedalar em casa.

Preparei bem a meu modo o desjejum, com café de boa marca e, de qualidade é claro! Acompanhavam biscoitos integrais e pão também. Prá se passar dentro uma ricota ligth, especial e bem cremosinha. Tinha feito na véspera uma tina grande de salada de frutas com frutas variadas bastante saudáveis, como por exemplo, uva itália, kiwi, maçã, banana e mamão, por último juntei uva-passas, mel e açucar mascavo. Querendo incrementar pode-se jogar aveia em flocos, ou cereal por cima de tudo.

Fica uma maravalhosa!

Mas, a minha carona me deixou na mão! Quem mandou eu ficar acreditando que a chuva não ia pintar logo no domingo da corrida da Adidas? Arrumei uma sacola de plástico preto bem grossa que na verdade eu devo ter comprado algo grande que veio dentro dela, pois os sacos de lixo grandes são bastante finos e depois que tu corta os buracos para os braços e para a cabeça podem rasgar todo. Só que com a sacola já vem até as alcinhas por onde se enfiam os braços. É uma capinha de chuva prá andar de bike muito boa. O problema foi eu querer imitar um trabalhador que vi chegar num bicicletário outro dia num dia de chuva com os pés enfiados em duas sacolinhas pequenas de mercado.

Isso é bem perigoso, eu confirmo que pode te causar muitos problemas com seu uso, por exemplo em determinado ponto na via em que eu trafegava domingo, fui parar numa sinaleira e a maldita sacolinha furada no pé direito se prendeu no pequeno pedal.
Bom que foi só um sustinho o pior vinha depois: como chovia muito e ventava do mesmo modo logo a sacolinha prendeu na catraca e ai travou tudo. Dessa vez o susto foi maior, afora que tive que ter calma para tirar da corrente e da catraca o pedacinho da sacolinha presa.
Ufa!
Não passava nenhum pedalante, nem duplinha de dois, nem nada de cicloturistas! E eu ali rezando para não acontecer mais nada! A hora passando depressinha e eu tinha que chegar a tempo de me trocar, arrumar um bom local para deixar a magrelinha molhada, me esperando pacientemente e pronta para mais outro aguaceiro. Felizmente não tive problemas para estacioná-la em local protegido e em segurança. Duro mesmo era ficar de bermudinha e camisetinha naquela chuva gelada e intermitente.

Na largada o calor humano distraia daquela situação calamitosa de chuva forte e muitas poças que só depois dos primeiros 5km comecei a gostar de estar ali, mas o sol apenas abafou-nos e criou-se um mormaço que nem secava e nem aliviava aquela sensação de cachorro molhado. As roupas colando no corpo e o pior de se sentir molhado são os pés nos tênis encharcados e as meias começam a roçar a pele e criam-se assim feridas, bolhas e machucados do atrito se a meia for grossa. Na verdade eu tive tempo apenas de colocar uma caneleira num dos pés, e enquanto procurava a meia fininha na mochila o narrador da corrida anunciava os preparos para a contagem de largada da prova!

Sai com a mochila meio aberta e com um pé de meia e o outro de caneleira que foi oque roçou e me fez uma ferida e mais uma bolha na sola do pé. Eu nessa altura da corrida só me dei conta da dor no pé, nos últimos 2km.

Enfim cheguei ao fim, mas desta vez com um tempo mais baixo que na etapa anterior que foram 54 min para 10km sendo que na outra etapa que não choveu fiz 52 min!

Valeu ouvir o cântico dos atletas na largada da prova como se fossemos todos uns bárbaros se preparando para enfrentar não apenas uma corrida de rua, mas uma verdadeira guerra contra as intempéries do mau tempo que fez para nós naquela manhã!