27 de jul de 2017

Carona prá que ti quero



Ao término do evento esportivo de atletismo do circuito de corridas Sesc, no ano de 2015, na cidade de Atântida Sul litoral gaúcho onde obtive nos 10 km, a colocação do terceiro lugar na categoria feminina. Tive que esperar a premiação e acabei perdendo o último ônibus para capital.

Não havia nenhum hotel na cidade para pernoitar com um preço acessível, por isso comecei a perguntar quem sabia de alguma pessoa que me desse carona.
Já era mais de 10 da noite quando ofereci dividir a gasolina e consegui a indicação de uma corredora para a outra corredora que aceitou me trazer para Porto Alegre.

Porém, eu não a conhecia, e nem as outras duas pessoas que viriam no mesmo carro. Eramos em quatro, o casal, a motorista e eu.

Na volta nos perdemos de um outro grupo noutro carro que eram amigos da motorista e do casal. Houve um certo tumulto da motorista que passou a tentar se comunicar pelo celular com este pessoal do outro carro, mas logo eles nos passaram na estrada. A motorista puxava conversa, pois talvez estivesse cansada, ou mesmo com sono, quando em um trecho da freeway, próximo a Santo Antonio da Patrulha, o nosso carro foi abalroado por outro veículo que até nos tirou da autopista tamanha a força do impacto. O outro motorista saiu da terceira pista e nos atingiu dentro da nossa faixa que era a da direita, mais próxima do acostamento.

Justamente a colisão se deu bem atrás do carro, no lado em que eu estava sentada. Ainda que estivesse usando cinto, meu pescoço fez movimento para frente, chamado chicote, que é ir para frente abruptamente e voltar depois com uma espécie de deslocamento nele.
Isso é muito doloroso.

Quanto ao carro que eu estava, rodopiou e caiu fora da rodovia, prá dentro do mato indo se ancorar numa árvore. Eu perdi os sentidos e não me lembro da batida, apenas que eu estava sem poder mexer o pescoço e conversava com um casal no acostamento. Eles disseram que pararam para vir em nosso auxílio. Eu também sentia muita dor num dos braços que devo ter batido, mas eu não entendia o porque de nosso carro estar naquela situação. Logo, me dei conta ao ver a motorista sendo retirada para entrar na ambulância que já estava ali prestando socorro.
Expliquei aos socorristas que estava sentindo muita dor pelo corpo e sem poder mover o pescoço. Eles me colocaram na ambulância junto com a motorista que apenas ficou meio presa no carro, mas não teve nenhuma lesão como as que eu tive.

Ao chegarmos ao pronto socorro, por volta de meia-noite e meia, passamos por procedimentos médicos. Eu fui submetida apenas a raio-x do braço e medicada para dor. Acho que foi só isso! A pior hora foi quando chegaram o pai e o marido da motorista, já que o carro acidentado estava em frangalhos. Como eu fui liberada antes ficamos aguardando a saída dela do atendimento. O casal que viajava junto nada sofreu, mas se deslocou também para o hospital na esperança que o carro dos outros colegas viessem em auxílio, mas os mesmos não vieram. Agora tinha um carro para seis pessoas. sendo que uma que era eu mesma estava bem ruim.

A Patrícia que era a motorista, foi liberada e me perguntou como eu iria voltar?
Eu disse que tinha meu filho em casa, mas não tínhamos carro. E ela foi para o carro do pai com seu marido e mais o casal, e me deixaram lá sozinha, até que a outra corredora veio me perguntar como eu ia embora, e eu lhe disse que não tinha como voltar naquele estado mas que então me devolvessem o dinheiro que eu tinha pago pela carona, prá eu tentar arranjar um jeito de voltar naquela hora avançada da madrugada. Bem rapidamente a coisa mudou de rumo e resolveram me incluir no único carro!

Num mesmo dia, foram duas experiências muito horrorosas!
A Patrícia pediu meu número e disse que me ligaria para saber do meu estado, mas não o fez.
Acabei tendo que me submeter a novo atendimento no HPS de Porto Alegre pela manhã do domingo, pois assim que entrei em casa enquanto estava conversando com meu filho notei um enorme galo no lado da cabeça, o que me fez ficar com medo, muito medo de ter sofrido alguma lesão mais grave desse acidente. Cansada, triste e dolorida pensei em nem dormir, mas me apliquei uma compressa com nabo branco que aprendi usar pelos ensinamentos
do professor Kikuchi da macrobiótica e que evitaria qualquer coagulo na região da afetada pela batida no vidro que devo ter dado. E, dai senti-me melhor para dar um cochilo.
Fomos na primeira hora da manhã ao neurologista do Pronto Socorro que me avaliou, mas não pode fazer qualquer outro procedimento, pois o dia do acidente já tinha passado. Fez uns testes para ver se eu tinha ficado com algum traço de problema mais grave e deu que estava normal.

Quanto as lesões do pescoço foram sendo tratadas.
Minha médica homeopata solicitou atendimento de um neuro para que eu fizesse uma tomografia na cabeça e a mesma demorou alguns meses para acontecer. o resultado foi normal. Fui a uma consulta na fisiatria do Hospital de Clínicas que recomendou sessões de fisioterapia que perfizeram um total de 20 sessões para a dor no pescoço. Por curiosidade descobri outra alternativa para essa dor que transformou-se em sequela, a clínica de Osteopatia que eram sessões bem relaxantes, mas que foram bem caras e por isso passei nela apenas duas vezes.

Dai passei a analisar as causas do acidente que tanto mal me causou e uma delas foi a atitude do motorista infrator que estava alcoolizado e foi preso em flagrante. Quando procurei a Patricia novamente para saber do Boletim de Ocorrencia do acidente eu descobri que ela não queria processar o motorista infrator. Mas, eu queria sim, e a partir dai foi muito corre corre até chegar no lugar certo, com a Polícia Rodoviária Federal e que a Patricia havia me omitido neste registro. demorei para ir até a sede da Polícia Rodoviária para que eu conseguisse incluir-me no BO que a Patrícia fez sem me incluir como vítima do acidente em seu carro.

Foi uma grande incomodação, bem como com gastos.

Processei o motorista que na audiencia, no Forum de Santo Antonio da Patrulha alegou que deu outro carro para a motorista e a mesma nunca lhe contou em que estado eu tinha ficado após este acidente
Por isso meu alerta é de que ao combinarem uma carona, tenha muita cautela nesta hora!

8 de mar de 2017

Libertar-se é possível?

Hoje é sábado. Porque hoje é sábado, e sábado é dia de passear, se divertir, sonhar, sorrir, sofrer, melhorar, ajudar, enfim, porque hoje ainda é sábado de calor, de verão, de sol com piscina, de vento no rosto andando de bike, de observar a vida na forma de amor aos bichos e a natureza que pouco a pouco se vê perdido na selva de pedra.

Aliás, este inicio de ano vi poucos de lugares diferentes que já tive chance de ir em anos anteriores para correr. Muitas corridas deixaram de acontecer neste inicio de ano devido ao carnaval cair no meio de fevereiro, como por exemplo a corrida da Sogipa em duas etapas, os jogos masters e seniors que aconteciam sempre aqui em Porto Alegre, no Sesc Campestre, mas não mais neste ano!

Sobre a primeira etapa do circuito de corridas Sesc, ela foi transferida de local muito em cima da hora e assim tornou-se uma dificuldade para mim, por exemplo. Por anos quem sediou esta etapa foi a cidade Osório que agora definitivamente passou a ser no litoral na cidade de Atlantida Sul.

No último dia 7 de fevereiro resolvi ir correr em Atlântida Sul nesta primeira etapa nos 10km, no evento http://www.sesc-rs.com.br/circuitodecorridas/etapas.htm, do qual consegui me classificar no terceiro lugar categoria, classificação esta que te dá a chance de disputar a última etapa no mes de dezembro, em geral sediado na capital, Porto Alegre.

Ela acontece sempre aos sábados pelo final da tarde. Paguei uma carona de um conhecido que ia até Tramandaí, que fica duas praias antes do local da prova. Passei o dia me esbaldando no mar, primeiro de Tramandaí e depois da própria praia de Atlantida Sul, já que almocei na outra praia e depois do almoço cheguei prá corrida que tinha previsão de entrega dos kits a partir das 18h, o que não ocorreu devido a um atraso da organização.

O sol estava abrasador!
Muitos atletas já estavam sentados embaixo de um toldo próximo a Estação Verão do Sesc que ficava na beira da praia. Este era o único local para se abrigar do calor.
Passados um tempo, alguns já estavam parecendo desanimados, por causa do atraso que não era previsto pela maioria. Enquanto isso, muitas pessoas iam chegando e quase não tinha cadeiras para se sentar e descansar com a bagagem, como no meu caso, que não tinha onde deixar, já que eu pretendia voltar ainda no sábado.

Mas ....

23 de jul de 2014

Felinos ao léo

E dureza!

Quando começa essa chuvarada na capital! Primeiro que fico impedida de me locomover de bike, depois que os felinos de uma rua próxima de casa que vivem num terreno baldio, pegado a uma casa em reforma, parada há meses, e sem nenhum morador (que só aparece de quando em quando, e joga os pratinhos e panelinhas de água que coloco na calçada fora)!

Já me agrediu verbalmente e ligou para a polícia.

Numa manhã quando o vi ele abrindo a janela da sala, bem na hora que fui alimentar os felinos achei que seria o momento para conversarmos sobre os felinos!

Realmente ele é um sujeito muito arrogante, de mal com a vida e grosseiro ao extremo!

Tentei explicar que tinha como ir retirando eles dali aos poucos com uma armadilha emprestada de uma amiga, mas ele não aceitou qualquer termo de minha proposta, mesmo eu isentando-o de qualquer gasto. Ele alegou que pessoas passavam ali e atiravam alimento humano na entrada da casa. Eu expliquei que não era eu, pois tenho levado ração, e apenas isso a eles.

Soube por vizinhos que ele já havia vindo ali para retirar os gatos e ofereceu dinheiro ao vigia em troca de ajuda! E, pelo que soube não se concretizou tal ajuda!

Assim os 5 felinos, sendo 4 filhotes e a gata mãe ali foram permanecendo e continuam agora 3 deles, sendo a mãe que já pariu nova ninhada há uns 20 dias (mas eu desconheço aonde ela os esconde), mais 2 filhotes grandinhos. Consegui retirar com a armadilha 2 e os mesmos estão em recuperação numa clínica após serem castrados, e esperam possíveis donos. Eles são bastante arredios, tanto que estou indo duas vezes ao dia tentar prender os outros, mas sem sucesso até aqui!

Registrei protocolo no SEDA no dia 28 de junho, eles confirmaram a vinda de fiscalização. A novidade é que eu levei dois dos gatos para serem castrados em clínica particular e a gata mãe já pariu novamente! Ligo e ligo e ligo.... e cada vez é uma desculpa para não darem a menor importância! Agora a secretaria continuar a ser paga e os funcionários idem, mas a solicitações dos cidadãos corajosos em arregaçar as mangas e se prestar a fazer oque o poder público ignora continua, e ainda nos tratam como um NADA!



15 de jan de 2014

Vereadores fazem passeio de bicicleta para avaliar ciclovias



Destaque para a fala do Koptike:
"É uma guerra onde a pessoa tem que sobreviver, um passeio de bicicleta, ou a vir trabalhar, eu me senti obviamente inseguro, principalmente onde não tem ciclovia (eu coincidentemente moro muito pertinho do vereador, inclusive) to feliz por ter chegado vivo, estou aqui como um sobrevivente...por enquanto a cidade só tem paliativos." E a resposta do Capellari foi exatamente como eu esperava que fosse, ou seja aqui tem sido assim prá minha vida de quem veio de tão longe buscar qualidade de vida! Ouvir sempre igual os argumentos de quem está no poder e tendo diariamente voz nos meios de comunicação prá despejar nos meus ouvidos coisas como isso:
"num sistema de circulação como é Porto Alegre, cada um tem que se adaptar".

Não vou me Adaptar, me Adaptar.... a Porto, não tão Alegre assim, não! 

15 de dez de 2013

Por manutenção e conservação das obras da ciclovia Ipiranga

Quando estou me dirigindo a algum lugar, sempre observo as coisas acontecendo, mas quase nunca posso parar e registrar, como no caso destas fotos que fiz ao voltar de uma corrida que fui pela manhã no pq Marinha. E foram tiradas na altura das avenidas Ipiranga, com João Pessoa e rua Santana.

Eu vinha pedalando e inalando o mau odor que advém de dentro do arroio somado às inumeras sacolas de lixo, entulhos adentrando a pista e assim por diante. Quando resolvo registrar tudo!

Uma outra pessoa que usava camiseta de uma emissora também parou o carro ao notar o mesmo que eu,ou seja uma fumaça negra que ardia os olhos. Ele e eu fizemos vários registros fotográficos da situação. Ele me disse que sua emissora já havia denunciado sobre essas ocorrências de fogo com fumaça tóxica, mas que não teve qualquer repercussão benéfica! E, que os moradores das margens do arroio dilúvio produzem essa queima decorrente de furtos de fios de cobre que logo se transformam em fogaréu!
Mais a frente o trecho que fotografei das beiradas da ciclovia são do trecho mais novo, quase chegando na esquina da Silva Só com Ipiranga.

Eu fui a única que alertei as autoridades, técnicos e meia dúzia de gatos pingados que estiveram nas reuniões para discutir sobre a implementação das ciclovias na capital. Mas, muitos dos que agora se postam de defensores dos direitos de quem usa a bike riram achando que meu alerta era ingenuidade! Tudooooo bem que agora queiram embarcar na onda de militantes da causa, pois dai que agora é um assunto que dá ibope!

3 de nov de 2013

Sunday Bloody Sunday, novamente a violência da era da carrocracia!

Já que sempre se fala da Porto Alegre na contra-mão, eis ai meu relato deste domingão, mas para Sunday bloody...
Cedito sai de busão pra dar um treininho, junto dos corredores da corrida das 8 da manhã, com largada na frente do Shopping Barra Sul. Só que ao descer prá apanhar outro bus no final da av. ipiranga, o céu desabou!
Paciência!

To em casa louca prá correr e a previsão no jornal de papel tinha me dado indícios que o domingo seria de chuva forte, mas não foi! A previsão apenas colocou como chuva com 90% de chance, mas não falou em quantos milímetros, dai deu um pancadão e parou total! Mas, foi só prá abafar mais mesmo. Azar de quem foi como eu ingênuo, e não se ligou nos detalhes mais que importantes e não foi consultar neste dia a previsão da internet que sempre tem mais informações.

Voltei pro berço! Arrasada!
Acordei com aquela vontade de curtir ao menos um pouco o domingão. Pensei e olhei o tempo novamente lá fora e tinha o mesmo vento persistente de vários dias consecutivos. Que fazer se quero correr! É muito simples prá mim basta um shortinho, camiseta mais um tênis, boné e vamos pra rua. Tinha visto da minha janela um homem passar na calçada correndo bem, e na hora foi só! E por isso me inspirei de fato prá então sair. Fui prá rua lá pelas 13h e o vento na cara não deu uma treguinha sequer. Pensei de treinar um longão, mas não tinha bem como saber de quantos km se fazaia o meu trajeto quando eu já estava a caminho do CETE, que tem a pista no bairro Menino Deus que abrigou por duas semanas, o Mundial Master de Atletismo, entre outros locais na capital. como uma amiga corredora apelidou o local de "Manto Sagrado", por terem corrido ali os mais feras do mundo do atletismo master na atualidade.

No caminho muitos pensamentos se cristalizavam chegando a me enlouquecer por ter em mãos uma máquina de escrever, papel, ou um lap top que fosse, já que correndo eu observava o mundo das ruas com seus muitos carros, o mundo dos atletas e ciclistas em sua maioria que praticam de fim de semana,e o outro lado era o de dentro do Arroio dilúvio. Incrivelmente observei dezenas de animais lá dentro que iam de tartarugas de vários tamanhos até passáros grandes e exóticos, e o mais incrível alguns cardumes de peixes de porte médio a grande! E dentro das águas e nas encostas, lixo e mais lixo. Pensava em como eles podiam suportar viver ali em meio aquilo que os homens ditos normais, politizados e passeando com suas criancinhas conseguiam não ver, nessa iminência de destruição que está vindo e vindo, até não ter mais como a terra suportar!

Olhei, também como entre os pássaros haviam alguns pequieninos que conheço como xupim. Deste pensamento relembrei algumas gurias e guris que conheci aqui praticando ciclismo, onde ao se iniciarem no esporte se achegaram a mim como se vissem uma mãe e comigo aprendessem oque lhes faria ter forças para se enturmarem com os que já tem uma estrutura confortavel. Por fim, com essas imagens dos xupins sendo cuidados até saberem se virar me veio a mente enquanto corria, mas foram aos poucos se dissipando. Eu estava saindo "das margens da ipiranga", finalmente Liberdade!

Passei na frente do CETE e senti uma certa saudade e amargura por ter chovido tanto nos dias das principais provas do master e, eu estar tão atacada de rinite, ou sinusite ou bronquite (ou, só pela quantidade de poeira com sujeira que o vento espalha nesta época do ano)por isso que só consegui acompanhar mesmo o último dia que teve as provas de 4x400 e 100x400m! Mas, assim mesmo foi perfeito!

Agora de volta para casa o sol está mais forte e o vento continua seguindo-me!
Hoje como faço raramente parei de correr uma quadra antes de casa, mas ao cruzar pela esquina de casa me deparo com um gatinho morto no meio da via! Chego perto chocada e triste ao ver que foi atingido na cabecinha, já que tinha muito sangue ali. Era um gatinho com aparência de caseiro, pois além de pelagem longuinha ele tinha uma linda coleirinha no pescoço. Arrrastei seu corpo próximo da sargeta da calçada, mas logo percebi que se o deixasse ali, logo algum dos muitops carros que diariamente ali estacionam iriam esmagá-lo mais. Olhei procurando alguma coisa de suporte para tirá-lo para a calçada e não foi difícil encontrar restos de pratos de isopor e pedaços de papelão espalhados. Chamei uma guria que passava pela avenida neste momento a fim de que me auxiliasse nessa função terrível de mexer naquele corpo inerte que deve sabe-se lá ter morrida sozinho e com os carros continuando a ignorá-lo! A guria veio meio desconfiada e antes que ela pudesse fazer algo eu coloquei o gato na calçada!

Não pude deixar de comentar com ela que aquela pequena rua se transformou em estacionamento de carros nos dois lados. Também que os carros que vem da via peincipal sempre saem por ali, muitos em altas velocidades. Existe agora duas placas na calçada da esquerda que dizem que ali naquele local da placa de frente a um condomínio não pode estacionar, isso descobri mais tarde que deve-se ao fato de uma moradora ter um filho deficiente, então a placa serve para que quando ela carregá-lo pra dentro do taxi ao ter que sair de casa.

Procurei em vários locais pelas ruas atrás de onde moro para tentar localizar o dono deste gatinho, mas nada consegui! Me admiro muito de alguém que tinha um lindo gatinho como ele não notar sua ausência por tantas horas!
Estou indignada
por todos os motivos que citei ao longo do meu texto!




2 de nov de 2013

Lava-louças - um item a mais


Hoje é mais um dia em que estou com muita ansiedade por conta da compra de uma lava-louças. Isso depois de lavar muita muita louça! Foi meu filho, que já é adulto e, que raramente lava sequer um copo, quem me convenceu a investir neste ítem, porém minha ansiedade deve-se ao fato das complicações e gastos na instalação e mais, ter de arranjar um lugar onde a colocar na cozinha pequenina!

Inicialmente pechinchei o preço fazendo um único pagamento no cartão de crédito. Optei pela de 6 serviços, mas agora com o valor dos itens a serem comprados na parte elétrica/hidráulica, já vão quase R$150,00, fora a mesa que isso tem sido o motivo agora de maior preocupação, na minha pia por causa do tamanho do meu fogão que é de 6 bocas não tem espaço!

Comprei umas braçadeiras que vieram escrito que suportam 13k, porém a máquina vazia pesa 25k, e é muito difícil achar essas peças prontas sendo fortes o suficiente. Procurei um serralheiro para fazer duas braçadeiras de ferro, mas ainda não decidi em função do gasto, e depois tem-se que comprar uma madeira forte e bonita também!

Cheguei a ligar em alguns telefones da assistência técnica, mas raramente você irá ter uma orientação do técnico, pois eles nunca param nas oficinas,porque vivem na rua atendendo. Consegui falar com um que por sinal nem era de minha cidade, mas ele concordou que braçadeiras seriam meio arriscadas, pois imagina-se que em funcionamento a máquina sempre pode trepidar, ou oscilar por conta do peso a mais das louças.

Há mais de 30 anos atrás minha mana já tinha uma das grandinhas, e ainda hoje ela tem a mesma máquina em sua casa. Vou ficar devendo a marca, pois moro bem distante dela, em outro Estado. Arriscaria dizer que poderia ser uma Brastemp, talvez. Eu adquiri uma Eletrolux branquinha.

Prá mim adquirir este eletrodoméstico serve para me poupar tempo, e evitar trocar sempre de torneira elétrica na pia, pois elas duram muito pouco. Isso quem me disse foi um eletricista e encanador que veio me fazer orçamento de instalação, disse que 'quando se passa mais de uma hora lavando louça, a capacidade da torneira vai se reduzindo assustadoramente, e que com a quantidade do cloro que vem na água nesse longo tempo, vai danificando os componentes dela'.

8 de set de 2013

Feriado, cinema e outros.

O 7 de setembro caiu num sabadão! Pena?
Prá mim tudo igual.
Acordo pelas 9 prá sair pelas 10 e pouquinho, sempre me atraso com esse horário mais cedo do clube do professor que inicia as sessões as 11 h em ponto!
Um dos filmes me interessou mais que o outro, apesar de eu ser fã do ator do filme que acabei vendo por causa do meu atraso neste sábado de manhã!
Um era o Hannah Arendt, filme que me interessou por causa do cartaz que era da foto de uma mulher escrevendo na frente de uma máquina e atrás dela um cartaz com a suástica do nazismo da Alemanha. Claro que este filme lotou a bem mais que o que me restou ver A filha do meu melhor amigo.
Nada contra esse tipo de filme prá entretenimento, mas tirando ser fã do Hugh Laurie a histórinha é do tipo preservando a moral e os bons costumes da família classe média americana, claro!
Eu não crítica de cinema, mas minha intuição me indicava como melhor filme o Hannah Arendt sem sombra de dúvida!
depois do filme fui prá rua porque ficar presa dentro de shopping com tudo fechado,só abriram a centauro esportes e o supermercado mais a praça de alimentação no shopping Country.

Eu tinha uma tarde inteira!
E, eu fui andar na rua e aproveitei prá chegar lá na central de atendimento da Goldstein Cirella que fica na frente do outro shopping, o Iguatemi.
Fazia mais de um mes que eu tinha corrido a 2a Etapa Poa Day Run e na retirada do meu kit, não vi que faltou o boné branquinho de friso verdinho.
Uma graça!

Soube no dia mesmo da prova que o boné vinha nos kits. Durante a semana procurei saber com o Corpa como eu sendo assídua participante das provas, já que elas fazem parte do ranking anual que o Corpa tem não tinha ganho o boné! Eles me passaram o email do Cláudio da RunSports e tudo foi felizmente resolvido a seu tempo.


Já que era dia de preencher o dia, mais a tarde depois do deliciosos buffet de comida japonesa no Sushi Drive da Nilo Peçanha fui caminhar pelo Parque Germania e buscar a bike prá continuar me divertindo e resolvendo questões passadas. desta vez tinha que ir apanha meu troféu de 4o. lugar na corrida de aniversário da SOGIPA, pois não sei bem qual foi o motivo, mas aconteceu que a categoria que corri dos jornalistas ficou na hora do podium sem os troféus. A tarde esquentou bastante apesar de ser ainda inverno e aproveitei prá ficar me exercitando e curtindo a Sogipa que oferece diversas atividades a seus associados como a pista de corrida, os aparelhos aeróbicos dos quais quem não fosse associado neste dia poderia usá-los. aproveitei bem o local e ainda ganhei um troféu maravilhoso, junto de uma sacolinha ecológica ilustrada com a foto do clube.

Me encantou a natureza lá dentro. por isso mesmo fotografei tudo que pude. Na pista que estava sendo preparada para o evento de atletismo no domingo de manhã organizado pela Avega tinha até no obstáculo com água embaixo um lindinho de um quero quero se banhando no calorzão de 30 graus que marcava o relógio as 16 horas.

Foi assim que voltei perimetral acima direto prá casa e finalizando o feriado sem viagens, prá variar!

19 de jul de 2013

A história de uma felina feral

Eu estou mantendo na varanda do meu apartamento, uma gatinha de um a dois anos que é feral e não aceita ser posta para dentro de casa junto aos meus outros animais.
Enfim, ela deu cria e resgatamos os filhotes que ela escondeu muito bem e só os encontramos depois de 1 mês de idade.
Eles começaram a aparecer em pontos diferentes do conjunto de condomínios. Conseguimos manter a mãe deles pelo tempo de amamentação dentro do quarto que tem a varanda, mas ela sempre bufando e nos evitando chegar perto.
Ela não tem uma das patinhas dianteiras. Conseguimos outro feito, que foi levá-la dentro de uma armadilha para ser castrada! Ficamos com um filhotinho dessa ninhada e os outros três doamos!
Os gatos que perambulam pelos blocos dos conjuntos habitacionais não sobrevivem por muito tempo. As deformidades estão ficando cada vez mais presentes, pois eles vão cruzando entre irmãos, pais e filhas. Eu acredito que por isso tenham nascido gatinhos deficientes, sem patas como ela e os de outras ninhadas que acabaram morrendo.

2 de jul de 2013

Use a cabeça - use capacete

Há algumas semanas tenho notado a intensificação no debate sobre o uso ou não uso dos capacetes, e achei essencial abordar o tema de maneira muito mais precisa do que vem sendo, seja em fórums, sejam em debates, seja na análise das estatísticas que vêm sendo apresentadas na internet. Antes de tudo, é importante, como em toda análise, explicar o argumento contrário e entender porque ele é absurdo.

Pois bem. Muitos fórums brasileiros e sites europeus, inclusive o da Federação Européia de Ciclismo, possuem a seguinte opinião: capacetes não salvam vidas, capacetes desestimulam o ciclismo, aumentam a mortalidade pois desestimulam o ciclismo, e apenas a conscientização e aumento dos ciclistas pode oferecer um tráfego mais seguro para todos. Além disso, afirmam que pedestres e motoristas também sofrem os mais graves acidentes por ferimentos na cabeça, e por lógica, deveriam também usar capacetes.

Os principais dados usados por esta opinião envolvem a relação entre a obesidade populacional e o uso da bicicleta, enquanto o segundo relaciona os seguintes fatores: Mortes de ciclistas por km pedalado, percentual de ciclistas na população, e ainda adiciona o percentual de ciclistas que utilizam capacetes. O primeiro gráfico nos leva a concluir que o uso da bicicleta reduz a obesidade populacional, e o segundo nos leva a crer que o não-uso do capacete leva a uma baixa taxa de mortalidade entre ciclistas.

Em primeiro lugar, quanto aos gráficos e estatísticas; elas são vazias, completamente, sem sabermos analisá-las. O primeiro gráfico trata o assunto da obesidade populacional de maneira simplista e pobre; convenhamos, por mais que saibamos dos inúmeros benefícios do ciclismo no combate à obesidade, acreditar que há uma relação direta, a um nível nacional, é ridículo.
Os fatores que levam à obesidade mórbida de um grande número da população não são tão diretos e simples como tentam nos fazer acreditar; não é uma questão de "Pessoal, vamos todos pedalar e ninguém vai ser morbidamente obeso! Solução nacional, puff".

Não vou me estender no assunto, mas o site nature.com, em uma das suas colunas e pesquisas, apontou 10 (e não uma) como as razões para a obesidade mórbida, muitas das quais nem imaginaríamos; incluem falta de sono, diminuição do número de fumantes (incrível, não? Isso se dá porque fumar diminiu o apetite), aumento no uso de medicamentos que podem aumentar o peso, menor oscilação da temperatura dos ambientes (A variação de temperatura nos faz gastar mais energia), gravidez tardia (o que aumenta a obesidade nas crianças), entre DIVERSOS outros motivos; a dieta e a falta de exercícios sendo apenas dois entre muitos. Assim, a relação feita pelos anti-capacetes é, francamente, ridícula.

A segunda estatística é muito mais pertinente quanto ao ciclismo, mas ainda assim absurda. Em partida, a afirmativa de que motoristas e pedrestes também deveriam usar capacetes para a sua segurança é no mínimo tolice; pedrestes não transitam pelas mesmas vias, e não necessitam das mesmas normas de segurança que veículos e ciclistas, e motoristas, por sua vez, já possuem seus próprios regulamentos de segurança, incluindo veículos com boa manutenção, cintos de segurança, além do uso de air bags em muitos veículos, o que já substitui qualquer tipo de afirmação sobre motoristas com capacetes pois protege a cabeça de um impacto muito mais específico e violento.

Também tentam nos iludir com os percentuais e números; Sim, é de conhecimento de todos que os Estados Unidos possui um % baixo de ciclistas quando relacionados à população como um todo, mas que este minúsculo percentual ainda é a segunda maior frota de ciclistas de todo o mundo, perdendo apenas para a China. Esta frota é inúmeras vezes maior que o número de ciclistas da Europa, isso para não mencionar os diversos outros motivos de morte de ciclistas nos Estados Unidos; por exemplo, na Carolina do Sul, uma grande quantidade de ciclistas morre por ataque de pumas. Sim, sério. Um ciclista em alta velocidade o torna uma presa fugitiva para os felinos que atacam por instinto.

Enquanto isso, nos próprios Estados Unidos, a mortalidade de ciclistas entre crianças de 5 a 15 anos de idade, após a lei que obriga o uso de capacetes ser aprovada em vários estados, caiu quase 70%- por mais que se possa argumentar sobre a fragilidade dos capacetes (e acredite, não são tão frágeis quanto os anti-capacetes pregram). Isso se dá pois a maior parte de internações de ciclistas crianças se dá por batidas na cabeça, e crianças são muito mais frágeis a esse tipo de acidentes que adultos, devido aos ossos mais frágeis e corpo em formação.

Apesar dos capacetes não serem milagrosos como alguns dizem, a efetividade de capacetes propriamente testados e aprovados por orgãos de fiscalização não deve ser subestimada, e eles, de fato, salvam vidas, desde que utilizados apropriadamente; justos na cabeça, não balançando, e presos no queixo de modo correto.

Os europeus estão certos em advocar pelas melhores políticas de segurança e promover o ciclismo, mas isso não é tudo, ao contrário do que eles pregam; hábitos de segurança são algo que todos nós deveríamos fazer, sempre, pois é para nosso próprio bem.

Pessoal, acima de tudo, não vamos tentar fazer política e protestos com a nossa segurança. Vejo muita gente advocando o não-uso do capacete porque o governo quer legislzar o hobbie para diminuir os ciclistas, ou que as empresas multinacionais capitalistas querem que você compre os capacetes deles...vale lembrar que, independente às teorias de conspiração, com segurança não se brinca; a vida é uma só.



As pedaladas na minha vida

Sempre gostei de andar de bicicleta. Estou morando em Porto Alegre/RS desde 2000, e apesar ter sofrido um grave acidente que deixou-me com sequelas o ciclismo ainda é uma de minhas paixões, por ser um hábito saudavél.
O interesse pelas bicicletas começou na infância, quando morava em São Paulo, numa rua calma, com pouco movimento, onde comecei a pedalar. Tinha uma bicicleta pequena, volta e meia, voltava para casa com os joelhos machucados, pois eu gostava muito de descidas... Quando minha mãe foi morar em Bragança Paulista, eu também andava de bicicleta lá, por ser interior e com ruas mais calmas, não me lesionava tanto. Tempos depois, ganhei uma Caloi Ceci, depois veio uma Caloi 10. Foi uma das primeiras que surgiram na década de 80, mas não me adaptei ao estilo dela no movimento das ruas. Acabei vendendo-a e comprei um modelo feminino da época.
Acho que nunca usei a bicicleta pensando em esporte, mas como meio de lazer e deslocamento. Gostava muito de passear com uma cachorra minha, enquanto eu pedalava até o parque Ibirapuera. Quando me mudei para Porto Alegre, trouxe minha bicicleta comigo e a usava para ir a lugares como o Parque da Redenção. Em outubro de 2001 sofri um acidente que me obrigou a afastar-me das pedaladas por um tempo. Meu atendimento foi demorado, tive um braço quebrado e custei muito a voltar a pedalar.
O acidente me traumatizou por bastante tempo, apenas em 2003 voltei a andar de bicicleta. Fui adquirindo auto-confiança aos poucos, passei para uma bicicleta simples, uma Monark de ferro, modelo feminino, com 18 marchas. Com ela, minha maior aventura foi ir de Porto Alegre ao Country Club, em Eldorado do Sul, cuja ida e volta te
ve em torno de 130km. Fui em um dia e voltei no outro!
Em 2005, comprei uma Sundown 21 marchas, de alumínio. Depois de trocar algumas peças, comecei a participar de passeios e conhecer lugares próximos como Guaíba, Viamão, Cachoeirinha, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Lomba Grande e Itapuã. Fiz amizades e conheci trajetos mais longos, como Montenegro e Picada Café, Gramado, Capão da Canoa, etc. Masempre priorizo o uso da bicicleta no dia-a-dia, como meio de transporte e o condicionamento físico que sempre é beneficiado. A bicicleta está vinculada com a preservação do Meio Ambiente, por ser um meio de transporte eficiente, econômico e não poluente. Fora isso, andar de bicicleta dá um grande prazer, principalmente quando podemos andar em meio a natureza. O trânsito urbano é muito agressivo e violento.
Já participei de muitas competições, e também conclui quatro vezes AUDAXs de 200 km, um desafio onde cada participante supera a si mesmo. No cicloturismo um dos mais interessantes que já fiz foi em Picada Café. Foi um passeio por trilhas leves na região e aconteceu como parte de uma festa local, que contou com a presença dos Engenheiros do Hawaii. Através desse passeio, vimos que a bicicleta pode unir cultura e esporte em um ambiente de amizade e companheirismo.
No dia-a-dia, costumo pedalar para ir ao centro, fazer comprar no Mercado Municipal ou em shoppings, cinemas, onde se pode fazer uso dos bicicletários disponíveis. Fora isso, participei muito de passeios noturnos ou cicloturismo. Estou sempre procurando participar de passeios e eventos que contribuam com o uso da bicicleta, como a Massa Crítica que discute a Mobilidade Sustentável, medidas de segurança e até questões de decisões políticas no uso de verba para o Plano Diretor de Porto Alegre.
Oque ainda falta é o apoio para os ciclistas e, acredito que não existe muita tradição em se investir nesta modalidade esportiva, pois somente os melhores atletas acabam conseguindo algum apoio. Temos muitos atletas com potencial, mas que dependem de apoio para passar de amadores a profissionais. O esporte é pouco divulgado na mídia e ainda não é muito conhecido. Muitas pessoas desconhecem a realidade do esporte e as provas existentes ainda são pouco divulgadas. Mesmo modalidades de desafio ciclístico, que não exigem grande investimento e preparo físico são pouco conhecidas. A população em geral desconhece a realidade do ciclismo, seja no dia-a-dia ou como esporte.

A bicicleta pode ser considerada um dos melhores meios de transporte, considerando o custo e o benefício envolvidos, inclusive para o turismo. Para quem viaja de bicicleta, é possível unir tudo isso à possibilidade de conhecer novos lugares e culturas, por isso acredito que difundir o cicloturismo é muito importante. Uma vez difundida essa cultura, permitiria que mais pessoas viessem a praticá-lo, o que seria bom para os praticantes e para o turismo, que seria beneficiado e os governantes teriam que direcionar seus serviços para atender essa nova demanda.
Pedalar é vital para mim, além da questão saúde, do prazer que os movimentos geram, faz lembrar da questão 'consciência' que é fundamental. Para quem está iniciando eu aconselho a respeitar as regras do trânsito, adotar um comportamento seguro, estar sempre equipado e sinalizado (luzes, capacete e roupas adequadas), buscar andar em grupos e ter força de vontade. Espero continuar participando de grupos de ciclismo, do ativismo e de poder observar como consegui incentivar por aqui, onde vivo mais pessoas que passaram a competir, e cada vez mais se utilizar da bicicleta.

Volta Ecociclística

A Volta Eco Ciclística será percorrida passando unicamente por estradas municipais sem asfalto, que cortam fazendas e campos da região até chegar no Camping Passo da Ilha, interior de São Francisco de Paula, e de lá retornando até a base de apoio de campo do Parque Estadual do Tainhas.
A Secretaria do Meio Ambiente do Estado promove, no dia 28 de novembro, a 1ª Volta Eco Ciclística do Parque Estadual do Tainhas, uma unidade de conservação de proteção integral, que tem como objetivo básico a preservação dos ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividade de educação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico.

A abertura do evento acontece às 8h, com a concentração dos ciclistas na base de apoio de campo do parque, localizada junto ao Passo do "S" interior de Jaquirana. O percurso total será de aproximadamente 23 quilômetros e deve ser realizado em cinco horas.

A Volta Eco Ciclística será percorrida passando unicamente por estradas municipais sem asfalto, que cortam fazendas e campos da região até chegar no Camping Passo da Ilha, interior de São Francisco de Paula, onde haverá uma para obrigatória de uma hora. Neste local os ciclistas terão a oportunidade de lanchar, descansar e apreciar a natureza. Após esta parada será retomado o percurso, a fim de ser completada a volta até chegar novamente a base de apoio de campo do Parque Estadual do Tainhas.

Os interessados poderão acampar, na noite que antecede o evento, junto à base de apoio de campo da unidade de conservação. As inscrições são gratuitas e devem ser efetuadas através dos e-mails daniel-slomp@sema.rs.gov.br, fabiana-bertuol@sema.rs.gov.br e roque-santos@sema.rs.gov.br . Além disso, maiores informações podem ser obtidas pelos telefones (54) 3244.1710 - (54)3244.3961.

A rua é de todos

Olha, sei que o assunto já é bastante batido, mas em vista da repercussão recente do atropelamento, decidi também pautar o assunto. Porém, ao invés de me reter apenas no tópico do evento em si, dando detalhes e minha opinião a respeito da agressividade do motorista e do demorado processo contra o mesmo, que já dá indícios de impunidade, tão comum no nosso país aos motoristas, achei melhor ir mais além, ver por quê esses indivíduos se tornam tão agressivos atrás do volante.

Como acima mencionado, o tópico não é novo; já em 1950, a Disney fazia um desenho do Pateta, assistido por muitos dos jovens e adultos de nossa época em suas infâncias, com o tema da violência no trânsito, apontando como sujeitos decentes, muitas vezes até inofensivos, tornar-se-iam verdadeiros monstros (ou cavalos, para usar o termo do antropólogo Roberto da Matta, que escreveu sobre o tema nos últimos dias, além de estudar o trânsito brasileiro como um todo). Esse mesmo desenho ganhou diversos prêmios, e se tornou atemporal; reasistindo-o hoje, para este post, sinto-o tão atual quanto da primeira vez que o vi, quando tinha 20 poucos anos.



É óbvio que grande parte dos motoristas se sente poderoso em posse de seu veículo, envolto por uma potente lataria, praticamente um cavaleiro moderno empunhando seu para-brisa como lança, exibindo seu corcel de aço nas vias públicas.
Os motivos são inúmeros; o status relacionado à posse de um carro (status, esse, que vem se tornando cada vez mais fictício - o aumento da renda do brasileiro, somado ao maior acesso a crédito, tornou o automóvel mais popular do que nunca) destaca o motorista da reles "plebe" que é obrigada a caminhar ou, quem sabe, pedalar. A necessidade de alguns indivíduos de hierarquização em tudo que encontram é outro; na via pública, onde todos são iguais, alguns precisam ser "mais iguais que os outros" (como disse George Orwells) e quem paga o pato é o pedestre e, principalmente, o ciclista, que é obrigado pelo código de trânsito brasileiro a lutar por espaço e respeito com os gigantes.

Pra ser bem franca, a verdade é que apesar de ser um fenômeno óbvio e já muito abordado, tanto com sátiras quanto com seriedade, a agressividade do motorista deveria ser o principal foco dos movimentos em pról de um trânsito seguro. Com o início do (evento aquele lá) esta semana, fico na expectativa de ver ainda mais políticas públicas voltadas à redefinição do ponto de vista absurdo dos motoristas em relação aos outros ocupantes da cidade.
E se estas falharem, espero ao menos que esses cavaleiros fajutos sejam mandados ao castelo que merecem, sem impunidade.

13 de jun de 2013

Atracando na fisio



Hoje depois de alguns dias de correria para solucionar o tratamento definitivo da minha lesão de tornozelo comecei a fisioterapia.
Digo finalmente, pois já andava sem esperanças de tratamento desta lesão que vem me incomodando há mais de 15 dias e tem me tirado a felicidade de estar nos treinos de corrida.

Retornei no ortopedista na segunda-feira, mas a busca dos pacientes era maior que a minha intenção de madrugar na porta do dito atendimento de traumato do SUS. Por esse motivo não consegui ficha e tive que abaixar a cabeça tristonhamente e pensar e tentar novamente no dia seguinte. Eis que no outro dia me fui bem mais cedo e consegui um lugar que demoraria em torno de umas 3 a 4 horas, mas ia ser atendida pelo mesmo doutor que iria afinal olhar o exame de tomografia que era bem mais conclusivo que os de raio x que fizemos na primeira consulta, onde ele suspeitou de fratura por estress.

O laudo do exame dizia que eu tinha um edema, mas o doutor google não me esclareceu muita coisa não! Claro que olhar sobre edema foi mais tranquilo do que se tivesse com fratura, mesmo que fratura por estress como o ortopedista tinha suspeitado.
Ele me medicou com um remedinho para tomar 10 comprimidinhos em 10 dias que são correspondentes a uma única caixa. Li na bula dele que seu uso se presta a artrites reumatóides e outros, com o que mais me identifiquei.
Eu já vinha sentindo umas dores nas juntas dos dedos das mãos e joelhos há algum tempinho, mas o clínico pediu radiografias e as mesmas nada acusaram. Depois pediu exames específicos de sangue e aí é outro capítulo, pois a agenda de marcação do posto só abre daqui uma semana.

Mas hoje eu consultei uma fisioterapeuta antes de passar no tratamento e contei a ela exatamente como tudo começou, dai disse-lhe também do meu desejo em aplicar na lesão as bandagens flexíveis e por sorte consigo encaminhar isso amanhã com uma das outras fisios desta clínica, que fez curso de kinesio tape e está apta aplicar-me nos locais exatos sem prejudicar o tratamento com os aparelhos da fisio que não devem ser usados junto. Ficaria assim com as bandagens nos dias do final de semana.
Só não perguntei se as bandagens podem estar dentro d'água já que quero nadar no findi.

4 de jun de 2013

A ida ao ortopedista do SUS


Ontem cedito me fui a encarar mais uma árdua tarefa de quem não tem plano de saúde e convive com o esporte, mas está sempre sujeito a lesões como a que estou passando há mais de 10 dias. Meu tornozelo passou a apresentar dor depois de um treino que fiz a noite correndo de minha casa no Partenon até a pista da ESEF no Jardim Botânico.


Eu já vinha sentindo a parte interna da panturrilha doer, mas como é uma dor reincidente não dei muita bola e segui com os treinos a cada dois dias como sempre faço. Às vezes corro dia sim dia não, ou dependendo a disponibilidade corro todos os dias!

Já tive lesões por causa da altura do banco da bike que nem sempre são das minhas, como aconteceu em uma vez de eu trocar de bike com um cara e logo após o joelho sentiu, daí tive que passar um período grande sem pedalar e fazendo fisioterapia, usando proteção no joelho até prá caminhar.


Dessa vez a dor interna da panturrilha refletiu no calcanhar, bem debaixo do ossinho do lado de fora do pé tem um ligamento chamado fibulocalcâneo. E é nesse tendão que o bicho pegou! fiquei muito triste com essa lesão até porque me conhecendo como me conheço logo previ que eu não abriria mão de participar de duas corridas que iam acontecer, uma no domingo A corrida contra o diabetes saindo de manhã do Parcão com apenas 4 km e a outra na madrugada do dia 28 para dia 29 a Corrida do Desafio do SESC saindo do gasômetro, onde eu estava inscrita nos 10 km. Esta foi a pior experiência que tive!Corri me arrastando com caneleiras nos dois pés e sentindo muita dor!

Só após muito analgésico e, ai vai uma dica: ao recolocar o cicatrizador de implante dentário (dói muito) foi meu dentista quem me indicou o Ibuprofeno que serviu bem a este tipo de dor e lesão. Tomei por vários dias enquanto aguardava a vaga para passar no ortopedista de um atendimento do SUS na minha região. Ainda estou aguardando resultado de uma tomografia que me foi solicitada pelo ortopedista, pois o mesmo suspeitou de fratura por estress, mas na radiografia ele não teve certeza disto. Comentou que se eu fosse uma jovem seria normal, pois a musculatura toda está em transformação constante, mas não é o meu caso mais.

Por minha conta e risco segui usando uma pomada chamada proflan e colocando bolsa de gêlo, oque alivia muito e ainda desincha. O doutor me proibiu correr e também pedalar, mas não teve jeito, ao ir fazer a tomografia lá perto do antigo estádio do olímpico fui de bike. Ele liberou apenas a natação, e talvez oque não lhe perguntei, mas sigo fazendo as caminhadas diurnas e noturnas com minha cachorrinha!

17 de mai de 2013

A sustentabilidade e a mobilidade urbana



Através do facebook eu fiquei sabendo que ia rolar um seminário na capital portoalegrense de Sustentabilidade e mobilidade urbana neste dia 17 de maio 2013 e isso me chamou novamente a atenção, pois como sou ciclista que se utiliza diariamente deste modal me interessou o assunto.

Enviei email para fazer minha inscrição: todavidaoscip@gmail.com e visitei também o perfil da Associação TodaVida www.facebook.com/MEIOAMBIENTETODAVIDA lá pediam nome, instituição e qual pergunta tu faria durante o seminário! Acabei não conseguindo fazer a pergunta no debate.

Cheguei um pouco depois das 9:30hs e pude acompanhar o primeiro palestrante Eng. Ailton Brasiliense que é presidente da ANTP (SP) ele falou sobre o panorama nacional da sustentabilidade e mobilidade urbana. E era para ele que eu queria dirigir a minha pergunta. Mas tudo bem, já que a pergunta acabou se respondendo na explanação de outro palestrante.
Ele comentou que as cidades brasileiras tem sofrido muito ao longo dos anos com os legisladores que deveriam após terminarem seus mandatos ganharem premiações por conseguirem destruir mais um pouco as cidades que administram! falou dos que ele achava os piores como Jânio Quadros e Paulo Maluf!

Ele falou de quantos óbitos vem a ocorrer por ano nas cidades por causa da poluição e também dos acidentes de trânsito e que São Paulo era a cidade que apresentava os maiores índices nestes quesitos, mas que não se despreocupassem os gaúchos, pois a tendência era de que aqui daqui uns anos venha a ocorrer os mesmos fatos numa mesma alarmante proporção!

O segundo bloco tratou do tema sustentabilidade e integração modal agora com os palestrantes numa mesa de debates. Eram eles: os arquitetos Antonio Vigna da ATP e EPTC e Fernando Lindner da ATM; engenheiro Ernani da Silva Fagundes da Trensurb e o Prof. Dr. engenheiro Cloraldino Severo (ex-ministro dos transportes). O tema abordado foi O que está sendo feito e planejado para uma cidade mais sustentável?

Como na abertura teve explanação da primeira dama através de feitos do SEDA que é a Secretaria dos Direitos Animais, órgão este que tem me indignado muito, pois vivencio há diversos anos consecutivos o sofrimento animal e o abandono, inclusive já adotei alguns animais, e atualmente estou como protetora de uma ninhada de felinos e a gata mãe deles que é portadora de deficiência física num dos membros. Tive que desembolsar quantia para castrar a mesma, já que nos inúmeros pedidos que fiz ao SEDA nunca deu resultado!


O evento parou às 12:30hs para oferecer aos participantes uma degustação com alimentação natural vegana que teve de entrada sopa creme de moranga com gengibre acompanhada de croutons. Kofta de lentilhas, grão de bico e especiarias que nada mais são que almondegas deliciosas. Os palitos caprese com tomate orgânico, uma folhinha de mangericão e um pedacinho de queijo de soja(tofu)e mais pão integral com pimentão vermelho e milho, quiche integral de legumes, cestinha de amêndoas com creme de laranjinhas kinkan, caqui e café estes doces eram muito delicados e pequeninos. No ato da inscrição do seminário era preciso confirmar a presença nesta degustação que tinha na pessoa da Dra. Camila Perin Orientação nutricional personalizada a quem desejasse fazê-lo.
O material oferecido nesta degustação eram copos de um material de fácil decomposição na natureza. também o material ofertado aos participantes eram de folhas de papel reciclado e a caneta era de madeira!


Após às 14:00hs o tema era O que as universidades estão fazendo para tornar a mobilidade urbana mais sustentável? palestrantes: Profs. Arq. Ana Rosa Cé, Mario dos Santos Ferreira da PUC e Prof. Dra. Helena Sybis,UFGRS, Pref. Dr. eng. João Hermes Junqueira, Unisinos e prof. Dr. Eng. Carlos Feliz UFSM. seguido de encontro entre o comitê de sustentabilidade e mobilidade urbana da Argentina com representantes do Judiciário Gaúcho e da Procuradoria Geral do Estado, em reunião paralela ao seminário.

Ao final da tarde após às 15hs o tema que eu aguardava com mais ansiedade Transportes cicloviários, hidroviários e pedestres com alguns nomes conhecidos como Vereador Marcelo Sgarbossa, José Carlos Assunção Belotto - Coordenador do programa Ciclovida e IPPUC/Curitiba - Eng. Antonio Miranda eum representante da EPTC que não pude esperar para ouvir já que eram por volta de 17:30hs e tinha deixado minha bike acorrentada um pouco distante dali do centro da cidade onde ocorreu o seminário no edifício Santa Cruz na rua dos Andradas bem na parte central e de mais movimento neste horário!



27 de abr de 2013

Porque hoje é sábado

E de manhã após ritual, hábito ou disciplina, sei lá...saio da cama e me deito no chão, com tapete e edredon para iniciar minhas séries de abdominais. Feito isso, inicio uma prática de yoga que apenas consiste alongamentos seguidos de intervalos de descanso de uma respiração profunda.

Caminha arrumadinha e parto pro coffee break. Tenho sido assídua consumidora do café melita séries brasileiras, prá quem não conhece são sabores de café do sul de minas, serrado e mogiana. Coados direto numa caneca de ágata que trouxe de Belo Horizonte!
Meu pão costuma ser uma fatia de pão sírio que tem que ser integral e acostumamos a usar a marca baalbek que pode parecer cara pois é um pão que não é volumoso, como o pão que se come acompanhando os pratos na rede dos habib's, este é bem magrinho, e tem a vantagem de não levar fermento na massa!

Sábado é dia de ir ao cinema. O café tem que acabar e me ajeito de acordo com o clima lá fora, já que saio de bike. Em geral quando tenho corridas grandes como a de amanhã penso no que vou comer e onde vou comer, já que comidinha de shopping em geral é cara e deixa sempre um que algo a desejar!Sempre que posso opto por um lanche que encontro mais saudável comparado aos McDonalds da vida descobri pelo meu filho a rede Subway. Ali tem um sanduba para cada dia a sua escolha. tenho comido o baratíssimo que é R$5,95 ele nada mais é do que um dos sanduíches da semana escolhido sempre para permanecer por algumas semanas como opção mais barata, dai o nome baratíssimo.


Hoje na sessão de cinema que fui tive uma incomodação inusitada, já que ali nas sessões do clube do professor há de tudo que é tipo de situações. Uma delas que ocorre frequentemente é a de pessoas que deixam seus celulares ligados, com um agravante que é o de atender e ficar no maior lero, enquanto isso o constrangimento de quem está ali sem que tenha ao menos um funcionário para advertir o(a) mala e tem outros que comentam o filme o tempo todo, ou repetem palavras como papagaio!
Uma senhora que me sentei ao lado na sessão de hoje me encarava toda vez que eu bebia água. Não entendi! Tive vontade de saber qual seria o problema se alguns minutos antes sua vizinha de banco havia atendido o celular que tocou e depois não largava mais dele enviando e recebendo mensagens! Tive fome pois precisava repor as energias do pedal que me levou ao cinema e tirei cuidadosamente um saquinho de amendoim ligth que pago R$ 1,99 no supermercado e para nós ciclistas é um rico alimento. assim eu abri o saquinho que óbvio fez aquele leve barulhinho, e não é que um ou uma idiota arrogante e insolente fez psiuuuuuuuuuuuuuuuu!


E a véia senhoura do meu lado me encarando!
Mas que que eu ia dizer, mas eu disse, disse assim ó: Tem gente usando e abusando do celular e não estou vendo ninguém reclamar. Nisso um casalzinho da frente se virou prá olhar. E não é que a véia senhoura abriu a bolsa e mexeu remexeu no celular e eu ai cruzei a perna com o pé apontando prá ela todo tempo.
Mas que que é isso gente?????????????
Essa mania de posse me irrita tanto, mais tanto!

Como o filme tinha tudo a ver eu relevei essas inconveniências que costumo frequentemente me deparar nesta capital dos gaúchos!

Por fim fui conhecer um novo shopping o Wallig, pois a retirada do kit de corrida de amanhã era na rede de lojas Centauro.
Um belo kit achei, já que há tempos venho pensando adquirir uma toalha de microfibra para natação e mais uma ótima sacola e um par de meias.
Comi um almocinho trivial feijão com arroz, filé de frango, polenta, fritas e saladinha. Tudo por R$12,90.

Tudo isso acontece aos sábados!


22 de abr de 2013

As sete vidas dos gatos. Será?



Tenho impressão que das sete vidas nenhuma está sendo respeitada, pois na data de criação do SEDA (secretaria de defesa dos Animais) da capital dos gaúchos até agora após inúmeros telefonemas e protocolos de pedido de providências: NADA!
na foto dois gatos já sucumbiram e desapareceram, um dos que ainda permanece é a fêmea preta e branca que tem apenas metade da pata dianteira e deu cria e os quatro gatinhos estão sendo cuidados dentro do meu apartamento!

19 de abr de 2013

Chegou meu pedido

Apenas as mulheres sabem do que vou falar aqui.
Hoje depois de alguns dias esperando uma encomendinha feita pela internet bateu no interfone e eu já estava a postos quando chegou. Eu boto fé que vão me aliviar dos calorões indesejados que acometem mulheres que entram na menopausa, como eu.

Parece que é invenção quando encontramos uma mulher que se queixa dos mal estares que aparecem nesta fase da vida!
Não, não é frescura!
Sou uma delas e como não me aquieto com apenas uma visitinha ao médico ginecologista e ouço atentamente seus conselhos que em geral eles nos dizem que os sintomas desagradáveis da menopausa são assim mesmo: com calorões, suores e nervosismo. saio da consulta com aquela sensação de que tudo que fizer será inútil mesmo. E eu sou daquelas bem caxias que seguem a recomendação à risca e ultimamente nada tem me dado conforto.

Já tomei isoflavona, parei, depois tomei novamente. Alguns fogachos sumiram por um tempo. Hoje eles estão de volta, e com um agravante o calorão vem acompanhado de intenso suor por quase todo corpo.
E como eu uso muito a internet para ler e pesquisar descobri um produto chamado Black Cohosh.
esta é minha mais recente descoberta que espero venha me trazer alívio.

17 de abr de 2013

Traga me um copo d'água tenho sede



Hoje eu sai de bike pra rua, ainda que não fosse a passeio, e tivesse horário a cumprir; no meio do caminho encontro um cãozinho perambulando, ora pela calçada, ora pela rua indo de um lado prá outro! Não tive dúvidas voltei até ele e notei que ele tinha dono, pois tinha no pescoço um pedaço arrebentado de um tipo de fio, onde ele devia ser amarrado pra não fugir, apenas isso um fio, não era coleira com guia, mas um barbante que devia enforcá-lo! Tem pessoas que deviam ser banidas de vez da sociedade!

Ao sair do meu compromisso, enquanto retirava a bike presa num gradil com correntes observo um pequeno cão que já havia visto ao chegar. Apenas que agora ele parece estar mais exaurido e cansado. Fico muito triste de ver esse abandono de tantos cães e gatos pelo bairro que moro, pela cidade de porto alegre e por tantas estradas onde passo cortando pequenas outras cidades menores.

Parece um mundo sem governantes, nem pessoas exercendo tantas funções que deveriam nestes casos se prestarem a solucionar, prevenir e evitar que tivessem tantos animais nestas tristes situações de atropelamento, abandono, fome e desprezados por nós.
Consegui encontrar uma garrafinha de água que alguém esqueceu sob um balcão e avistei o mesmo cãozinho ao retirar a bike pra vir embora. Segui ele numa rua lateral da 3a. perimetral e o encontrei deitadinho na calçada. temi não ter como dar-lhe ao menos um pouco de água. Finalmente meus olhos encontraram no meio fio uns copinhos plásticos, e desta maneira pude dar-lhe de beber.

Me despedi rezando muito pela sua sorte, sem deixar de sentir um enorme aperto no peito por ter que deixá-lo ali naquela triste situação de doença, abandono, desprezo e indiferença que as pessoas demonstram ter por um ser inocente como ele.

QUANDO SOMOS BONS PARA OS "OUTROS" SOMOS AINDA MELHORES PARA NÓS MESMOS!

25 de fev de 2013

2FMB


Depois de 4 dias de programações diversificadas encerrou-se neste domingo dia 24 de fevereiro a segunda edição do Forum Mundial da Bicicleta.

Com diversas reuniões preparatórias que foram realizadas na Cidade das Bicicletas por membros voluntários o 2FMB pode mostrar que há possibilidade de continuar existindo!

A maior parte das atividades aconteceram dentro da Casa de Cultura Mário de Quintana oportunizando mais conhecimento através de diversos palestrantes e também de oficineiros.

Nesta sua segunda edição o forum contou com o funcionamento de arrecadação crowfunding que é uma maneira digamos que autônoma de angariar verba para sua realização.

Também foi possível acompanhar desde a expectativa da chegada de pessoas de outros países, até grupos de ciclistas que vieram de estados vizinhos pedalando muitos kilometros.

Estive em algumas atividades, porém como sempre fiquei com uma sensação de que não me satisfez totalmente o evento, pois gostaria que as atividades que perdi, pudessem se repetir!Como sei que isso não é viavel infelizmente, procurei me inteirar pela internet de maiores detalhes destes palestrantes e oficineiros. E todos, assim como os participantes também fizeram deste forum um lugar bom de se conviver!

Vou acompanhar nos próximos dias os passos da artista Mona Caron que veio pintar o tema que aborda a convivência harmônica de pessoas com a cidade! A artista mostrou quão profunda é sua sensibilidade ao dar importância a um fato que nos passa como algo corriqueiro: quando ela pinta uma simples plantinha que brota num muro de cimento e compara com a resistência de um ciclista que enfrenta as ruas pedalando.



Nirit Levav - recycled art from bicycle chains

14 de out de 2012

Oque é para ser meu ninguém tira!



Pedalar, não tem sido algo ultimamente oque me force a organizar-me para não deixar de fazer, pelo menos de duas a três vezes por semana eu corro. Esta tem sido minha principal motivação. Por isso tendo muitas medalhas desse esporte, mas vira e mexe alguns fatos no mínimo estranhos acontecem!

O mais recente foi na Corrida do Carteiro que aconteceu hoje lá na cidade de Canoas.
Me levantei bem cedinho e fiz meu breakfast. Sai de carona com um amigo que tem moto e ia fazer sua estréia na caminhada de 3 km, ela aconteceria antes da corrida de 10km.

Todos a postos após os preparativos, como aquecimento, alongamento e muita hidratação é claro, porque ia fazer calor no horário de largada que eseria às 9:20hs da manhã.

Difícil apostar quem se saíria bem porque como a premiação era muito boa veio gente até de outros estados competir. E foi mesmo este o caso do vencedor que era do Paraná.

Eu, em geral sempre conheço minhas concorrentes de faixa etária, mas hoje não foi muito fácil identificá-las. Já sabia desde o início quem levaria e ganhei na aposta, só não contava com a ida ao podium de uma competidora chamada para ocupar o 3o lugar, pois não tinha visto ela durante o percurso, mas as outras duas primeiras eu conseguia avistar, enquanto corria.

O locutor anuncia as ganhadoras e fico ali por uns instantes a pensar sobre essas colocações e, começou a me dar uma angústia e um desespero, e isso foi o motivo que me fez procurar de início amigos e amigas que tinham corrido e que tinham feito melhores tempos na geral. Logo descubro que de fato eu havia farejado algo de muito estranho.


Achei mesmo que minha suspeita não daria em nada, mesmo que mais fatos viessem a confirmar minha desconfiança de que a terceira colocada não completou os 10km. Um amigo tinha feito 39 minutos e afirmou que ela tinha passado no pórtico de chegada na frente dele.
MAS COMO ISSO?

Dai em diante agitei e fui parar na frente do podium para falar com os organizadores, mas nem precisou muito porque meu amigo foi até a "tal" que tinha levado o troféu sem fazer o trajeto todo e ela acabou por se entregar, e CLARO, ME ENTREGAR O QUE ERA MEU DE DIREITO!

Acredito muito mesmo na antiga frase popularmente conhecida: que o que está guardado para mim ninguém tira!

24 de jul de 2012

As Margens do Ipiranga

há dias que venho notando a movimentação nas margens do Arroio Dilúvio da Ipiranga. Acredito tratar-se de uma limpeza de rotina, porém quanto a poda das árvores maiores deixa muito a desejar, já que eles estão cortando os galhos bem junto ao tronco!
Em alguns pontos a vegetação era muito espessa e inclusive bem próximo de onde resido podia observar o movimento dos usuários de drogas pela noite afora escondidos nas moitas!
Dessa feita estão desbastando as folhagens e isso torna mais visível toda a margem praticamente do arroio.
A situação destas margens e do próprio curso das águas poluídas é de bastante pesar! Já vi pessoas andarilhas vivendo a custas de sobras de lixo atiradas por muitos moradores e vizinhos que conheço daqui da minha região. Um desses andarilhos que eu observei por dias e me fiz reportar a um órgão público que julguei responsável por esse tipo de incidência muito me decepcionou, já que esse andarilho chegava a tomar a água, se assim podemos chamar de copinho.
Também é triste ver que ali se encontram animais silvestres em meio a lixo e imundice de todo tipo. Uma vez visualizei um homem morador das proximidades chegar com uma coisinha que jogou nas floreiras que já há muito se tornaram depósito de lixo de todo tipo. mas, nessa feita sai de casa e fui ver do que se tratava e me surpreendi ao ver que era um filhotinho lindo de gato. Recolhi o animal e sai em busca do indivíduo que descobri onde morava! Felizmente consegui doar muito bem o bichano que se chama JOÃO. Tenho há aproximadamente dois anos uma cadelinha que ficou morando conosco após permanecer por dias e dias no talude do mesmo arroio. Levei alimentos a ela por 3 dias e finalmente a recolhi e hoje é muito querida aqui em nossa casa e levou o nomezinho de Noviça!
Muitos animais são abandonados neste arroio e verifico noite adentro a grande quantidade de ratos e ratazanas que circulam em suas margens. neste mesmo local vai existir uma ciclovia! também sou ciclista e achei muito ruim que a prefeitura fizesse dessa forma a ciclovia nas margens do arroio, sem consultar ciclistas e nem se preocupar com a flora ao longo das Margens da I

piranga!

Cream - Sunshine of Your Love

23 de mai de 2012

28 de mar de 2012

9a. Corrida de Aniversário de Porto Alegre

Cerca de 2 mil corredores participaram na manhã deste domingo da 9ª Corrida de Aniversário da Cidade e Circuito Unimed, que integram a programação esportiva da 53ª Semana de Porto Alegre. O evento foi organizado pela Secretaria Municipal de Esportes, Recreação e Lazer (SME), com apoio do Clube de Corredores de Porto Alegre (Corpa) e patrocínio da Unimed.

As provas reuniram adultos e crianças em diversas atividades iniciando às 9h, com concentração na Usina do Gasômetro. A corrida mirim teve cerca de 200 participantes e logo após
o prefeito José Fortunati deu a largada para a etapa adulto, entre corredores profissionais e amadores, incluindo quatro atletas cadeirantes.

Os corredores porto-alegrenses dominaram uma das tradicionais atividades da semana de aniversário da Capital, a Corrida de Porto Alegre que aconteceu numa ensolarada manhã de domingo, 25, às comemorações relativas ao 240º aniversário da cidade.


Enviado por email para http://equipemarciosoares.blogspot.com.br/ "Parabéns a nossa atleta Marly Maravalhas Gomes que nos representou e recebeu com orgulho o troféu de 2o. lugar na categoria feminino 55 a 59 anos."

10 de fev de 2012

Um pouco de paciência

Circulo de bike nesta capital dos gaúchos há mais de 11 anos, porém percebo que coisa rara é fiscalização de agentes de trânsito! Carros vivem estacionados nas vias de grande fluxo e ficam estacionados por tempo quase indeterminado. Um exemplo são os carros à venda de lojas que os exibem aos interessados nas próprias calçadas, os pretensos compradores descem de dentro do carro sem a menor cerimônia de abrir a porta encima de quem estiver vindo na pista! Já fui derrubada diversas vezes e vi isso acontecendo com outros ciclistas!

No verão tem até caminhão estacionado nesta mesma via, bem ao lado de um cruzamento, e ali permanece o comércio de frutas pelo dia inteiro! Se tu vem de bike assim que a sinaleira abre é preciso descer da bike e ficar olhando para trás para voltar para pista sem que te atropelem (e claro, nem param e nem te veem!)

Outra coisa absurda é tu não poder passar dentro dos corredores de ônibus das perimetrais.
Hoje eu circulava com todo cuidado pela 3a perimetral e bem defronte a sede da EPTC o motorista nervosinho de uma linha veio gritando comigo que eu não podia pedalar ali! Mais atrás veio o outro motorista e também me incomodou, sendo que sempre aguardo eles passarem, pois sei das atrocidades de jogarem o veículo encima ou meterem o dedo na buzina como hoje me aconteceu!

Outro feito me ocorreu instantes depois quando um taxista passou me xingando de "museu", não entendi o desaforo gratuito, mas dei-lhe o troco imediatamente: vai cuidar da sua vida o babaca!
Aliás hoje o trânsito estava novamente um verdadeiro inferno. começando a tardinha e adentrando no anoitecer! Depois li sobre a chegada da seleção brasileira de futebol e associei tudo de errado a mais este fator, além é claro de outros como a própria impaciência dos motoristas que já é um fato habitual pelas ruas desta cidade!

8 de fev de 2012

Todo mundo é parecido quando sente dor

De minha parte apesar de ter sido atropelada no último dia 22/01/12, por causa de dois ônibus na av. cavalhada que se atiraram com o veículo encima de mim me causando uma fratura e diversas lesões.O passeio até Itapuã nunca aconteceu, pois quando eu pedi a um deles que esperasse para ultrapassá-lo, sendo que eles estavam na parada o motorista do ônibus detrás me ignorou, mesmo estando com a janela aberta e olhando no enorme retrovisor. O carro que me atropelou na via tampouco parou e olha que ele transportava mais pessoas, sendo uma delas criança. Que exemplo, hein? Liguei na EPTC duas vezes chorando para saber se ali não há fiscalização, nem cameras de monitoramento, e nem .... vou engolir pra não dizer! Ô gente incompetente, primária e incivilizada que são os nossos políticos e administradores. Por mais que se fale, diga e repita sempre me cai a ficha de que existe uma indiferença, e ela rola mesmo entre os próprios ciclistas, e amigos, ou ativistas mas principalmente também entre nossos porta-vozes etc. e tals. Uma pena! Lamento muitíssimo mesmo, mas isto tem sido alertado e alertado e alertado e parece que só acreditam quando dá uma merda dessas! No último dia 7/02 notícia em http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=390197

Pois é, pessoas que pedalam em sua maioria desprezam quando algum "ciclista conhecido" se acidenta ou coisa pior na cidade, será que muitos não se identificam com a coisa toda de que nem ser solidário, socorrer a vítima ou de dar apenas uma palavra de afeto a quem tenha tido o infortúnio de ser desrespeitado por esse tipo de convívio social que é dirigir, mas que não seja conivente com a forma como as coisas tem caminhado nas mãos sempre de tão poucos com mais poder?


A EPTC não tem o menor interesse em saber como fazem, e nem porque a maioria dos motoristas que atropelam ciclistas e fogem sem deixar vestígios, nem testemunhas, e tampouco querem se incomodar na vidinha importante que levam!Somos desunidos e só chiamos quando der Ibope, senão todos se lixam prá dor alheia, parece que ser agredido no trânsito é frescura!

Por tudo isso e tudo mais eu digo no vadebici às pessoas: Uma coisa eu sinto ao saber de mais este pobrezinho que caiu apenas nas estatísticas, pois quando a gente sofre um acidente oque mais se escuta das pessoas são frases do tipo: viu como é perigoso! Mas além disto nada mais, nada mais!Pena!Sorry!

No face criou-se um evento para esta sexta-feira 10/02 ler https://www.facebook.com/events/341527645879849/?notif_t=event_invite

Ainda ontem fui indagada por uma pessoa (que pedala inclusive) se eu agora aprendi alguma coisa depois do acidente que tive nestes dias? É muito triste a desunião e mais que muitos se sentem deslocados e humilhados após ser atropelados por onibus, já que sempre vão dizer que a gente é louco por compartilhar com eles. Ouço todos dias conselhos do tipo pedale na calçada que é mais seguro, de fato!Mas, é justo pormos a vida de um pedestre em perigo também?

25 de jan de 2012

Atropelada em meio a farta agenda de eventos do FSM

http://pt.indymedia.org/conteudo/newswire/6444 Me bateu uma baita identificação, por incrível que pareça por culpa de minha convalecência justo com um homem do outro lado do mundo que nunca vi mais gordo! Incrível como estamos vivenciando uma era do desprezo ao próximo! Neste domingo 22/01/2012 fui atropelada por um veículo passeio de cor bordo aparentando ser um palio, ou algo no mesmo estilo. Novamente, enfrentei os problemas que vivenciei ao aportar nesta capital dos gaúchos e gaúchas(2001) onde já tinha sido atropelada tentando compartilhar a pista com os veículos. O Mais irônico é que é neste local, Porto Alegre que tem abrigado as discussões "por um outro mundo possível" - apregoado pelos FSMs - que é onde mais eu vejo quanta falta de "solidarnosc" há! Postei lá encima uma identificação que tive ao meu hábito diário que é o de acessar a internet e ir digitando no google frases que passem na minha cabeça, como uma fotografia daquele momento, onde o meu sentimento de solidão após ser atropelada e novamente não ter tido socorro e nem solidariedade da maioria dos ciclistas com os quais convivo há pelo menos 6 ou 7 anos; apenas uma meia dúzia de centenas me perguntou como eu ia após sofrer o atropelamento! Li no site de discussões http://vadebici.wordpress.com/2012/01/24/pedalar-em-porto-alegre-esta-mais-seguro/#comments (aguardando moderação): Por mais que queira deixar quieto meu sangue latino fala mais alto, porisso falando em estatísticas domingo 22/01 entrei novamente nas estatísticas de acidentes de trânsito (?) foi marcado um pedal até Itapuã do qual fui eu mais a Livia, a Ana e a Nídia. Eu já fui muitas vezes até lá, (não importa tanto eu sei, mas cheguei a ir de speed e sozinha também). Desta feita no último domingo, na av. da Cavalhada, altura do n.3999, na frente de uma parada de ônibus fui atropelada, e nem deu tempo de enxergar a placa do carro. Apesar de ter ficado caída por alguns minutos na via ( no meio da faixa da primeira pista com a segunda pista, já fomos as 4 ultrapassar os dois ônibus pela esquerda dos motoras e como fui por último sobrou prá mim!) Liguei na EPTC enquanto aguardava socorro...blá blá blá....Fui obrigada a pedir um taxi para me levar ao HPS e como estava com a bike e as gurias iriam ter que ficar com ela todo tempo um taxi resolveria a questão, pois desmontaríamos as rodas e colocaríamos no banco traseiro e depois algum amigo viria até o hospital (caso eu não tivesse condições de seguir sozinha até meu apartamento), só que o taxista ao chegar no local e ver que eu aparentava externamente estar bem, negou-se terminantemente a fazer a corrida, até porque uma das gurias ligou na empresa para solicitar os serviços e parece-me que a legislação diz que a corrida nestes casos não pode ser cobrada Por mais que queira deixar quieto meu sangue latino fala mais alto, porisso falando em estatísticas domingo 22/01 entrei novamente nas estatísticas de acidentes de trânsito (? não tenho certeza disso pois ainda não fui pessoalmente levar o B.O e o laudo pericial que fiz na terça vai ficar pronto em 20 ou 30 dias. Sábado foi marcado um pedal até Itapuã pelo facebook do qual fui eu mais a Livia, a Ana e a Nídia. Eu já fui muitas vezes até lá, (não importa tanto eu sei, mas cheguei a ir de speed, e sozinha também). Desta feita neste último domingo, na altura da av. da Cavalhada, próximo ao n.3999, na frente de uma parada de ônibus fui atropelada, e nem deu tempo de enxergar a placa do carro. Apesar de ter ficado caída por alguns minutos na via ( no meio da faixa da primeira pista com a segunda pista que é início de uma lomba), já que fomos as 4 ultrapassar os dois ônibus parados, foi feita a ultrapssagem pela esquerda dos motoras, e como fui por último sobrou prá mim!). Pedi ao motora do segundo bus para esperar um segundinho e ele estava me vendo pelo espelho e sua janela estava aberta, por culpa do calor, óbvio! Eles tocou prá cima de mim e avançou para segunda pista e um carro bordo, ou cor de vinho com passageiros, inclusive uma criança junto me atropelou e não parou prestar socorro. Liguei na EPTC, enquanto aguardava socorro...blá blá blá....Fui obrigada a pedir um taxi para me levar ao HPS, e como estava com a bike e as gurias iam ter que ficar como? Se pensou num taxi que talvez resolveria a questão, pois desmontaríamos as rodas e colocaríamos no banco traseiro, e depois "algum amigo" viria até o hospital (caso eu não tivesse condições de seguir sozinha até meu apartamento). Um taxi foi atacado na hora por elas e ele se negou afazer a corrida e mostrou o número para ligarem no vidro traseiro. Parece-me que a legislação diz que a corrida nestes casos não pode ser cobrada. Chegou depois de 10 minutos outro taxista e não me levou, deixando-me postada de pé na calçada toda machucada, pois eu não aparentava fraturas externamente para ele e nem estaria inconsciente tampouco, e por fim quando fui fazer radiografias no hospital de tarde, após dar entrada na emergência, às 12:00h (o acidente foi às 10:40h) tive uma fratura na costela que me rendeu um dia e, mais algumas horas da noite em observação. Como as gurias na hora do acidente já estavam lá no final da lomba, e isso foi quando eu consegui vencer o terror de ver aquela montoeira de veículos largando a mais de 60km/h eu gritei que fui atropelada e olhei prá trás, e um carro subiu atrás do que ele pode enxergar, no caso ele viu o prefixo do ônibus e parou as gurias, e assim elas entenderam que eu tinha parado por ter sido atropelada naquela hora. Agora eu me atreveria a perguntar, se possível fosse neste post, se poderei fazer algo além de tentar me recuperar cercada de tantas amig(a)os, não é? E especialmente achei muito importante oque o Martinez escreveu, apesar dele talvez nem me conhecer, que acredito sejam muito poucos no meio ciclístico de tantos cicloativistas, esportistas, etc... se eu também apenas serei mais um numerozinho infinitamente insignificante como parece ser algo como um ser humano acima de ser ciclista, ou blá blá blá que tenta compartilhar no trânsito desta capital sempre com muita cautela e sim com muito medo pois na hora de lamber os ferimentos nada como saber que um dia se possa andar nas vias recebendo o respeito e o suporte de autoridades no trânsito. Atenciosamente, Marly

21 de out de 2011

A magrelinha que não era uma bike


Numa tarde chuvosa do mês de agosto, quando saia do clube onde frequentemente treino, surgiu diante de mim, muito amistosa, confiada, se esfregando e miando, uma gata magricelinha e frágil. Percebi que ela estava faminta e machucada na cabecinha, além de estar com sarna. Apesar de querer muito ajudá-la, não tinha nenhum alimento para lhe oferecer, o que me deixou muito chateada.

Nos dias que se seguiram pensei muito naquela gatinha rajadinha, e comecei a levar comida das minhas duas gatas para ela. Os dias, porém, se tornavam cada vez mais frios e chuvosos, e muitas vezes nem mesmo a encontrava, o que me deixava muito aflita.

Foi quando fiquei sabendo que haveria um brechó da Ong "Duas Mãos Quatro patas" no meu clube, o que me animou; talvez eles pudessem ajudar a gatinha. Contudo, muitos dias faltavam para o evento e a felina parecia cada vez mais fraca. Resolvi que seria melhor contatar a Ong ao invés de esperar que ela conhecesse a gatinha. No site, acabei encontrando a lista de veterinários voluntários da mesma; grande coincidência, um destes tinha o consultório muito próximo ao clube.

Visitei tal veterinário e expliquei a ele os problemas que vi na magrela; mesmo sem ser veterinária, achava que ela tinha uma gripe e sarna, e acabei acertando no diagnóstico. Mas este acabou sendo um beco sem saída; eu não tinha condições de levar a gatinha, com sarna, até o veterinário, já que contava apenas com a bicicleta.

Insisti na minha primeira solução, a de entrar em contato com a Ong. Encontrei o estante deles no Shopping Praia de Belas, onde contei esta mesma história às voluntárias, mas ela nada puderam fazer por hora.

Num domingo chuvoso, tornei a pegar minha bicicleta e fui visitar a pobrezinha no clube, pensando que ela estaria sofrendo sob a chuva uma vez mais. O que encontrei no clube, porém, foi a feirinha da ong, e nada da gata. Acabei indo falar com as voluntárias, que me contaram que já haviam encontrado a gatinha, que elas batizaram Bicuda, e a levado ao mesmo veterinário que eu havia conhecido. Fiquei muito feliz com isso.

A Bicuda ficou aos cuidados do veterinário por algumas semanas, sempre contando com visitas minhas e das garotas da Ong. Foi quando a cunhada de uma das integrantes da Ong decidiu que levaria a gatinha para Santa Maria, onde ela se chamaria Lupita e finalmente teria um lar.

20 de out de 2011

E o vento levou


Hoje relutei em sair de bike para realizar meus afazeres pela tarde, porém como fazia sol achei que dava.

Arrependimento inevitável, pois fui ao Forum e o mesmo fica próximo do Guaíba onde se sabe que é um dos locais onde a chuva se mostra primeiro e o vento é cruel.

Cruel como o de hoje quando sai do Forum na sinaleira da Borges quase sou arrastada para a pista central da via. Acreditei que deveria ir treinar de qualquer jeito e assim o fiz.

A tarde porém se fez de outra forma, e o foco ficou na luz do entardecer no novo horário de verão. Consegui captar nas lentes da camera as flores, animais e pessoas do parcão que cliquei na lente de minha rolerflex.

15 de out de 2011

Meu dia de Vanderlei


Hoje a tarde enquanto participava de mais uma etapa do Campeonato de Rústicas da Redenção tive meu dia de injustiça, como ocorreu em uma proporção bem maior com o Vanderlei Cordeiro de Lima, enquanto eu corria fui derrubada violentamente por um homem negro que seguia por pequenos trechos um corredor na minha frente. Após fazer-se de cansado por ter tentado acompanhar o atleta ele atirou-se no chão, mas em seguida vendo que fui alertar o corredor de que este indivíduo poderia causar algum problema foi instantâneo: BUMMMMMMMMM! Senti uma pancada forte nas costas e fui imediatamente ao chão que por minha "sorte era areião", sendo que logo a frente já era um trecho de calçamento em pedra!

O atleta de nome Júlio, se não me engano, ficou muito abalado com a situação e foi atrás do homem que vestia roupas normais -jeans e camisa branca, mas calçava tênis, oque me fez acreditar ao vê-lo correndo que estivesse se preparando junto a nós. No momento que ele alcançou o marginal eles entraram em luta corporal, porém logo um policial da Guarda Municipal apareceu numa motocicleta. Eu continuava a gritar polícia e a correr mais lentamente. Já estava indo na metade da 3a volta. Outro guarda vinha na minha frente e mostrei-lhe o homem negro com calças jeans, camisa branca e cabelo grande, pintado de vermelho. Não vi se foi feita a prisão deste indivíduo que representa a meu ver, um perigo para os populares ali presentes.

No mais, eu senti orgulho por ter terminado a prova ainda em condições mesmo toda hematomada pela violenta batida que tive ao atingir o solo. Ralei meu cotovelo direito, minhas palmas das mãos, a nádega direita e em casa, depois foi que fui sentir a dor no pé esquerdo que também bateu forte no chão! Contei a história
várias vezes, inclusive tinham viaturas da BM, às quais comuniquei o fato, porém fui informada que como não parei de correr a polícia não leva o suspeito preso.

Ao terminar a prova fui muito aplaudida, oque me fez sentir bastante recompensada. Um outro atleta ainda brincou me fazendo um elogio que em princípio achei que era incomodação, já que enquanto eu entregava o número do peito e contava oque me ocorreu ele logo gritou: Ela é a culpada, porque quem mandou ser uma bela mulher!Ri muito desse gracejo que ouvi! E ainda, ofereceu-se para me acompanhar na próxima corrida.

Antes do que me aconteceu eu já gostava muito da frase do atleta Vanderlei Cordeiro da Lima: Superar as injustiças com a dignidade. Este tem sido meu lema nos últimos anos.