12 de fev de 2008

Copa União em Torres, 10 de fevereiro 2008.


Prossegue em Torres a 3ª. Etapa da 4ª. Copa União/Gatorade de Ciclismo, que no último domingo realizou a prova ciclística de meio fundo, junto ao Parque da Guarita. Participaram 105 ciclistas de vários municípios do Estado e Catarinense.

Torres é a última cidade praiana, mais ao norte do Estado, separada de Santa Catarina pelo Rio Imbituba e abriga a praia da Guarita que é rodeada pelas torres Centro, Sul e Torre do Meio uma das paradas obrigatórias de quem visita o litoral norte gaúcho.

Saímos de Porto Alegre na sexta-feira, 08/01/08 em direção à Tramandaí , cidade mais conhecida como a Capital das Praias. O tempo se fazia típico de um dia de verão na capital, muito abafado e quente. Eu me encontraria no posto da Cristiano Fisher com Av. Ipiranga, por volta de 16:00 hs com o Rodrigo H., não antes que eu entregasse uns pneus sleek ao Petry, ciclista e empresário de transportes que estava no estacionamento da PUC e que participaria da prova também.

Feito isso....seguimos em direção à rodovia RS 040, por Viamão com um movimento razoável. A média a ser mantida oscilou bastante e mais a frente, quando já se sentem os movimentos dos ventos do litoral, abaixou mais ainda. A viagem foi interrompida em Capivari do Sul devido o anoitecer e as condições do tempo. O acostamento estava esburacado e era enorme o fluxo de veículos, e principalmente, o forte ventão litorâneo, não nos deu outra alternativa que não fosse encontrar um local para pernoitarmos. Não foi possível achá-lo, já que no restaurante que paramos para jantar lá pelas 21:30 hs, o único hotel tinha sido anteriormente na parte superior, mas o mesmo estava fechado. Passamos um grande sufoco, que só se resolveu quando procuramos auxílio com o DNER, e lá passamos a noite abrigados. Sou muito grata, apesar de tudo, pois enfrentar um vento forte, a escuridão e pouca roupa àquela hora da noite, era cilada certa!

Saímos muito cedo, ainda clareando. Depois de percorridos uns 15 km vejo na estrada um atalho que economizaria mais uns 15 km. Sigo sozinha por ele. O Rodrigo continua na estrada de asfalto, até porque ia com uma speed e eu com uma montain bike. Pensei em tirar fotos porque a estradinha ia costeando os moinhos aeólicos de Osório. Porém, no meio do trajeto sou surpreendida por uma pancada no meu braço e guidão esquerdos. Quando me dou conta vejo que um veículo veio em alta velocidade já buzinando encima. Reaji me jogando para à direita, e isso me salvou de algo pior devido o tamanho do veículo que era um utilitário grande com baú. Passada a surpresa daquele infortúnio verifiquei que apenas bati de raspão nos malucos que alegavam estarem fugindo de motoqueiros, estes “um casal” que vinha tentando pedir-lhes informações, de onde encontravam uma casa abrigo, para jovens da região, que estavam em dia de visita dos seus familiares. Eu memorizei a placa deles, mas não tive reflexo de fotografar e assim, todos nós seguimos adiante, mas eu ainda não estava liberada daquele panorama inóspito. Mais para frente, exatamente atrás dos moinhos, tem uma casa de caseiros e lá três enormes cachorros, os quais, ao longe me avistaram e largaram por cima da porteira avançando. Desci da bike e comecei a berrar alto. O mais agressivo vinha tentando se aproximar por detrás de mim, e era um doberman. Consegui enxergar um rapazinho dentro do galpão que se levantou e veio chamando a fera: “urso”.... até que eu lhe ordenei que os prendesse pela coleira até eu passar. Ufa!
Mas, ali a coisa caminhava em dose dupla, e mais à frente, uma cobra passa ligeirinha por baixo da roda da frente. Acompanhei o seu rastejar ansiosamente para que logo terminasse esse trajeto, meio que agora invertendo e eu fosse a atropeladora.

Sai para a rodovia depois de percorrer mais uns 12 km, agora sem mais confusões Graças a Deus. Apenas, que tinha combinado de quem chegasse antes na saída ligaria para o outro. Avistei um orelhão dentro do Horto Florestal que era esquina da pista. Fui arranjar um jeito de ligar ao Rodrigo. Surpresa! Ele liga e diz que já estava em Tramandaí, e para mim faltavam ainda mais 12 km.

Mas, ainda ia pernoitar na cidade para seguir à Torres na madrugada seguinte.
A carona veio nos pegar às 6:30 hs, e o tempo parecia instável e sujeito a chuvas e trovoadas. Na volta da prova, lá pelas 16:00 hs foi bem diferente, e o aguaceiro desabou forte. Ficamos num posto na estrada próximo a cidade de Rainha do Mar e depois de esperar a chuva parar ,por mais de 2 horas, sugeri seguir adiante antes que piorasse mais a situação de instabilidade.

A volta do litoral para quem emendou do carnaval foi sofrida.
Rumamos bem devagar pelo trecho até Tramandaí, que estava com muitas poças e não tinha iluminação, a não ser quando vinham veículos atrás. Já eu, não levara nenhuma luz em minha bike. Demoramos um pouco a chegar na pousada. E ainda pensávamos voltar pedalando, o que ficou inviável, e também, o mesmo no dia seguinte. Assim, nada mais restando fazer que não embarcar as bikes no bus, chegamos secos em PoA, no final do dia.



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