13 de mar de 2008

No Zoô de bike


Por ocasião do Tour das Meninas, do Dia Internacional da Mulher, mais as Prova de Estância Velha, e o Campeonato Gaúcho de MTB em Caxias do Sul, gostaria de colocar sobre a situação nos ciclopasseios, aproveitando as datas importantes.

Considero de máxima urgência esse assunto, pois comentei sobre o assunto com pessoas de outras listas de ciclismo que consideraram como um tema de importância.

Fui a um passeio que iria seguir outro passeio e que acabou num terceiro, esse em muito melhor cia, no zoológico de Sapucaia do Sul, em 2/3/8.
Tem horas que a convivência com os bichos é bem melhor mesmo!
E foi, porque fui parar num pedal que abortou com mais 2 ciclistas e acabei sozinha dando milho aos pombos num domingão ensolarado.

Acordei cedo e me dispunha a achar parceira para fazer um pedal na estrada.
Sabia da galera da lista que organizou ir a Bom Princípio, cidade depois de Novo Hamburgo.

A viagem atrasou bastante por causa de um pneu “furado” que levou mais de meia hora para ser consertado! Parece que o pneu mesmo rasgou?

Rolaram chateações e decidi ficar de olho nas nuvens. Caso precisasse ainda podia contar com o trensurb, já que era domingo e o horário para nós ciclistas nesse dia é mais flexível.
O tempo era de muito calor, mas as nuvens se faziam escuras e carregadas, sendo assim, as paradas deveriam ser poucas. Apenas pedi para ir ao banheiro na entrada da estrada para Bom Princípio, mas após isso não teve jeito e a chuva nos pegou. Um dos participantes resolve fazer uma parada para lanchar e o mesmo já se encontrava bastante adiantado e na nossa frente.
Quando me dou conta já estou procurando pelos dois e não vejo sequer algum deles.
Meio que me desespero e entro num lance para dentro da estradas pois vejo que no lado oposto tem um telefone. Fico imaginando mil coisas e nada tem sentido. Por fim, atravesso a pista e um segurança vem me auxiliar, pois estava bastante nervosa e enquanto isso observo que se passaram já uns 15 min.

Lá bem longe avisto os dois subindo tranqüilamente!
Isso foi uma parada obrigatória para mim.
Peguei meus pertences com os dois e decidi não mais seguirmos para finalizar o pedal em Bom Princípio e sim que voltaria para Porto Alegre “Eu, Comigo Mesma Irene”.

Refazer as forças e recobrar a serenidade e tudo mais é fundamental nessa hora, e nada melhor que visitar o espaço do Zôo de Sapucaia que ainda não tinha idéia de como seria.
Aproveitei para fazer umas fotos, hidratação e chamar bastante atenção, pois muitas pessoas me abordaram querendo saber como eu entrara de bike, se era permitido, como fazia, pois muito se agradavam com essa idéia.
Informo-lhes que o ingresso é o mesmo de R$ 4,00 e que lá dentro é calmo para pedalar, mesmo cheio de gente circulando.

Por bem não precisei usar o trem e voltei no pedal para Porto Alegre no finalzinho da tarde.
Ao sentar-me diante do computador à noite, comecei a pensar sobre como fora esse meu dia e segui ouvindo um amigo e ciclista experiente que me respondeu:

Marly, acho que vc precisaria explicar um pouco o porque de propôr isso. Exemplo que vc se perdeu, etc. e acho que deveria ser colocado como sugestão de bons modos nas trilhas. Regras parece que já repele, e ai ninguém bota em prática. Em cada tópico eu dei uma pitada veja abaixo:

1. Quando numa estrada ao parar deve-se avisar aos que vêem atrás;
2.( Se não der para parar e esperar chegar um segundo biker, deve-se sinalizar para que outros não passem batido. Tipo largar a bike no meio da estrada se for preciso)
1. Se algum participante perder-se, ao ser notado o fato, devem ser tomadas providências imediatas;
2. Se for pra sair em grupo, então que o grupo não fique mais que dois ou 3 km do primeiro ao último. Isso dá no máximo 5 mim de espera para reagrupar. É só dar um paradinha a cada fim de subida que todos colam.


1. Os que estiverem juntos ajam no sentido de procurar o desgarrado do grupo imediatamente;
2 .Se em 5 mim um não aparecer, é porque furou pneu. e numa descida longa, deve-se reagrupar antes da descida. Pois, se furar o pneu de um, voltar subindo pra ajudar sempre é mais complicado. Se o grupo está junto, da pra ouvir o grito do detrás e parar sem descer demais

1. Que sempre se enfatize o posicionamento do ciclista que vai a frente do grupo, delegando a incumbência de voltar, caso alguém tenha ficado para trás, ou mesmo pelo grupo não estar seguindo coeso;
2. Quem vai a frente marcando a trilha, tem que ter a preocupação de que ao passar por bifurcações, o detrás pode interpretar errado. Mesmo que pareça lógico demais o caminho a seguir. E parar e marcar onde seguir.


Por problemas mecânicos ou mesmo pneus furados.
2. O básico é ter a sensibilidade de que “passeio em grupo é em grupo”, e sempre dar uma espiada para ver quem esta atrás ou a frente é obrigação de todos, inclusive dos que estão no meio do pelotão.

Aceito sugestões de medidas para que existam minimamente dentro de algumas regras, por exemplo, “Se de agora em diante... ou quem sabe .....quando,
Sujiro aqui nesse Fórum, um amplo debate”.

Regras de Cordialidade;
Aos Bons Princípios dos Dia-a-Dia;
Ninguém quer nem agüenta mais lições de moral;
Creio na recíproca de que respeito é bom e eu gosto.

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