21 de out de 2011

A magrelinha que não era uma bike


Numa tarde chuvosa do mês de agosto, quando saia do clube onde frequentemente treino, surgiu diante de mim, muito amistosa, confiada, se esfregando e miando, uma gata magricelinha e frágil. Percebi que ela estava faminta e machucada na cabecinha, além de estar com sarna. Apesar de querer muito ajudá-la, não tinha nenhum alimento para lhe oferecer, o que me deixou muito chateada.

Nos dias que se seguiram pensei muito naquela gatinha rajadinha, e comecei a levar comida das minhas duas gatas para ela. Os dias, porém, se tornavam cada vez mais frios e chuvosos, e muitas vezes nem mesmo a encontrava, o que me deixava muito aflita.

Foi quando fiquei sabendo que haveria um brechó da Ong "Duas Mãos Quatro patas" no meu clube, o que me animou; talvez eles pudessem ajudar a gatinha. Contudo, muitos dias faltavam para o evento e a felina parecia cada vez mais fraca. Resolvi que seria melhor contatar a Ong ao invés de esperar que ela conhecesse a gatinha. No site, acabei encontrando a lista de veterinários voluntários da mesma; grande coincidência, um destes tinha o consultório muito próximo ao clube.

Visitei tal veterinário e expliquei a ele os problemas que vi na magrela; mesmo sem ser veterinária, achava que ela tinha uma gripe e sarna, e acabei acertando no diagnóstico. Mas este acabou sendo um beco sem saída; eu não tinha condições de levar a gatinha, com sarna, até o veterinário, já que contava apenas com a bicicleta.

Insisti na minha primeira solução, a de entrar em contato com a Ong. Encontrei o estante deles no Shopping Praia de Belas, onde contei esta mesma história às voluntárias, mas ela nada puderam fazer por hora.

Num domingo chuvoso, tornei a pegar minha bicicleta e fui visitar a pobrezinha no clube, pensando que ela estaria sofrendo sob a chuva uma vez mais. O que encontrei no clube, porém, foi a feirinha da ong, e nada da gata. Acabei indo falar com as voluntárias, que me contaram que já haviam encontrado a gatinha, que elas batizaram Bicuda, e a levado ao mesmo veterinário que eu havia conhecido. Fiquei muito feliz com isso.

A Bicuda ficou aos cuidados do veterinário por algumas semanas, sempre contando com visitas minhas e das garotas da Ong. Foi quando a cunhada de uma das integrantes da Ong decidiu que levaria a gatinha para Santa Maria, onde ela se chamaria Lupita e finalmente teria um lar.

2 comentários:

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Oi,
Meu blog concorre ao TOPBLOG na categoria sustentabilidade.

Cheguei ao segundo turno, tendo ficado entre os 30 primeiros em todas as apurações e mais do que nunca, preciso que todos votem. Os votos do primeiro turno não contam para o segundo, daí minha insistência.

Para votar, basta clicar no link abaixo, escolher a opção email, digitar nome-email e depois, confirmar o voto pela mensagem recebida. Votos não confirmados, não são computados.
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http://www.topblog.com.br/2011/index.php?pg=busca&c_b=19130455 As votações encerram em 1 semana.

Um abraço e obrigada,
Carolina

Anônimo disse...

Bacana sua atitude, que bom que todos pensassem e agissem assim como você, tirar um ser frágil e carente de cuidado, que ótimo que ela encontrou um lar para ela.