19 de abr de 2009

Passeando pela manhã de um domingo


Há tempos abandonei-me da escrita, por aqui neste meu Blogger.
Hoje, é um domingo de duas faces, pois na próxima terça 21 tem feriado de TIRADENTES.
Acordo-me com o telefone tocando, e salto ligeira correndo até quase a cozinha, que é por onde ele fica.
Atendo com surpresa achando que seja de fato, algum amigo ciclista, por ser ainda 8:00 da manhã!
Acerto!
Só não foi quem eu pensava que fosse mas, considerando que eu estava muito cansada da véspera de uma prova de triathlon, no sábado, dia 18/04/2009. Chego a ficar surpresa, pois a previsão da metereologia mandava uma reviravolta no tempo. Depois de dias e dias seguidos de altas temperaturas, o domingo acordou nebuloso. O amigo estava muito entusiasmado em pedalar pela cidade mesmo, e eu nem tanto assim. Ele falou um tempinho de planos de trabalho na área esportiva e mostrava-se muito vislumbrado com seu futuro profissional.
Me convidou para um encontro no Brick da Redenção e achei por bem aproveitar a calmaria daqueles minutos que eu teria para tomar um café completo em casa, mesmo que sozinha.
Preparei a MTbike e também a roupa, o capacete, as luvas e os acessórios, como bomba, camera e remendos. Só não levei a capa de chuva e o guarda-chuvas!

Sequi pedalando por avenidas, e logo vivencio uma cena angustiante, de mais um cão abandonado, faminto e assustado pelas imediações das avenidas Princesa Isabel com João Pessoa. Para que o cão não fosse em breve atropelado, toquei-o aos gritos para que saísse do meio da rua. Era uma cadelinha procurando comida para que pudesse aumentar o alimento para fornecê-lo a sua ninhada. Minha aflição foi enorme! Minha impotência diante o fato maior ainda.
Lembrei-me que existe um espaço na redenção aos domingos para doações de animais, por isso, toquei até lá, mas por culpa do feriado não havia ninguém.

Um dia eu voltando da Ufrgs para casa, no último dia de aula de meu curso de línguas, encontro um pequeno gatinho lindo a atravessar uma rua movimentada perto do mesmo Parque da Redenção, a rua Santana. Ele vinha calmamente com seus 2 meses de idade e de tamanho bem pequeno também. Me comovi pela sua beleza, ele era clarinho e tigradinho, e seus olhos amendoadinhos eram de um azul da pedra alga marinha. Me apaixonei e resgatei-o ali na calçada, com ajuda de um zelador do prédio em frente. Ele veio dentro de minha mochila em meio aos meus livros, Cds e dicionário. Veio muito bem comportadinho até em casa, onde passou a viver junto de mais outras duas gatinhas.

Tudo seguiu em paz e achavámos que o melhor era ele ser adotado e castrado, após os 6 meses de idade. Infelizmente não houve tempo, pois ele veio a morrer atropelado na avenida em que resido. Isso três meses após seu resgate das ruas.
Sigo pensando, se lhe demos amor suficiente nesse breve tempo?
Quantos animaiszinhos ainda temos que encontrar em nosso caminho, sem que ao menos possamos entender-lhes o sofrimento que carregam,e porque?

Isso é o retrato de nossas cidades civilizadas e desenvolvidas.
De volta para casa enfrento um toró que me fez parar por uns instantes num posto de gasolina aberto, já que estar na chuva é mesmo prá se molhar não tem jeito.
Cheguei pingando e pensando nos guris de speed que iam de manhã cedinho a Barra do Ribeiro. Eu que não vou....

Ainda, teve a corrida de rua de 5 e 10 km, saindo do Inter na mesma hora que nós esperavámos a premiação de podium, e acompanhavámos os milhares de corredores largando naquele sol escaldante do meio da tarde. Faltou estar presente nos eventos esportivos de ontem, alguma marca de protetor solar, pois o calor era demaissssss

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