19 de nov de 2007

Feira do Livro e Pedal

Neste último dia 27 de Outubro, encontrei na lista da Ciclosinos o convite do Gilberto para sairmos de Novo Hamburgo às 7:00h rumo à Picada Café (distância aproximada 72km). A previsão era de um dia de Sol e decidi encarar a aventura.

Acordei às 5:00h e sai de casa, no Jardim Botânico, antes mesmo das 6:00h. Cheguei na estação Farrapos por volta das 6:40h da manhã. De lá, fui até São Leopoldo, pelo Trensurb.
Porém, sabendo que já não chegaria em Novo Hamburgo a tempo de encontrar a galera do Pedal, decidi ir sozinha para Picada Café, ver se encontrava-os pela BR 116 ou mesmo na VII Feira do Livro, no Parque Histórico Municipal Jorge Kuhn.

A primeira paradinha foi somente para tirar um pouco de roupa, já que nessa primavera os dias parecem de verão, e em Ivoti começam as subidas. Parei de novo um pouco depois de Dois Irmãos, em uma vendinha com um orelhão na porta. Perguntei ao proprietário se ele havia aberto cedo e se tinha notado alguns ciclistas. Negativo. A solução foi confirmar em casa com meu filho, Gabriel, se o número do Gilberto estava correto. E não estava! Com o número certo, deixei recado, comi meu lanche e saí meio apreensiva com a abrupta mudança de tempo, já que ventava muito e algumas nuvens de chuva apareciam. Mais adiante, a estrada estava toda molhada, mas o sol logo foi reaparecendo.

Neste trecho, o fluxo de veículos aumentou, inclusive de grande porte, o que aumentava a vontade de chegar logo e me fazia dobrar a atenção na estrada.

Lá pelas 10:30h, alcancei o ponto da estrada onde predominavam as curvas e subidas íngremes. O fluxo de veículos caiu bastante, mas o de motos me impressionou, em ambos sentidos da pista. Minha média nas subidas era em torno de 10 a 15 km/h, nas descidas cerca de 45 km/h. Nestas, porém, me descuidei um pouco com os olhos de gato na faixa branca, escorreguei para dentro da Grama...grama verde, nesse verão, chuva miúda, não molha o coração... (Luis Wagner- Grama Verde). Ufa! Foi apenas uma queda e nem me machuquei.

Passando em Picada Holanda, dei uma outra pausa, agora para ir ao banheiro e me refrescar do calorão e do susto. Quando voltei e desamarrei a bicicleta para ir embora, notei que agora estava acompanhada – uma borboleta amarela, muito comum na região, se alojou na minha suspensão, pegando carona.

Segui em muito boa companhia, por sinal, dali em diante. As outras paradas, antes de chegar, foram só para umas fotos nos Belvederes. Assim que cheguei, pedi informação a um guri de bike a respeito do evento (Eu achava que a feira promoveria uma pedalada por trilhas). Ele não sabia de nada. Lá pelas 11:15h, cheguei ao Parque perguntando de novo sobre outros ciclistas. Felizmente, me informaram terem visto um grupo de ciclistas próximo a cidade de Morro Reutter.

Quando já estava indo telefonar para o Puba, um contato da Prefeitura, o qual consegui o número em um estande na Feira do Livro, eis que avisto o grupo de ciclistas. Paramos para conversar e almoçar as gostosuras que a região oferece, como um prato que acompanha os típicos bolinhos fritos de batata; além do ótimo sabor, tinham um ótimo preço. Combinamos a volta pela RS 326 (Presidente Lucena) e partimos à 1:30h de Picada Café.

A primeira parada para hidratação foi Lichtenthal, ou “Vale da Luz”, uma pequena venda, onde se servia uma garapa muito doce e geladíssima, a ponto de lembrar das raspadinhas de quando era criança.

Agora as subidas eram bastante íngremes e longas, assim como as descidas. Ao longo do trajeto, fomos parando para fotografar em diversas cidades, como São José do Hortêncio e Lindolfo Collor, onde muitas ruas de chão de pedra dificultavam o pedal.

Passamos por 3 pontes, duas de ferro com banhistas e vendedor de algodão doce multicoloridos. Não pudemos nos banhar pois, além de ser meio tarde, teríamos que descer carregando as bikes pelo mato e ainda tínhamos muito chão para pedalar!

A terceira ponte, a famosa Ponte do Imperador, toda em pedra, com 3 arcos e medindo 149 metros de comprimento, fica na cidade de Ivoti, que neste mês comemora seu aniversário de emancipação e é a sede da Rota Romântica.

Dali percorreríamos o Buraco do Diabo, uma descida perigosa, mas com uma paisagem belíssima.

Nosso percurso ia chegando ao fim, já que Estância Velha seria a parada de um integrante do grupo e outros três ficariam na próxima cidade (Novo Hamburgo). Eu pedalaria ainda mais um pouco, até São Leopoldo, para pegar o Trensurb para PoA.

Km da ida até Picada Café – 72 km.
Km da volta – 67 km.

E assim esta foi mais uma aventura no pedal e na raça.
Albúm da viagem

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