20 de nov de 2007

Morro da Borrússia

No último feriado da República 15/11, fui num pedal conhecer Glorinha, que foi por muito tempo caminho por onde passava a estrada que era a única ligação entre a Capital e o Litoral Norte. Por ali, veranistas arriscavam enfrentar uma longa viagem a caminho das praias. Em 1936, a estrada de chão batido que passava pela Vila de Glorinha tornou-se a primeira via asfaltada do Rio Grande do Sul, a RS-030.
Sai pelas 8:00 hs em direção à Viamão, depois Gravataí e Glorinha, enfrentando trechos bem bonitos mas perigosos, já que a estrada é feita não só de asfalto - ela é uma montagem de placas como em pontes e por isso mesmo havia algumas rachaduras grandes. Com a proximidade de veículos grandes, o perigo aumentava....fora as muitas ultrapassagens na pista do sentido contrário, o que me fazia entrar bem para dentro do acostamento.

Quando estava chegando em Glorinha, já começava a sentir algumas subidas mais acentuadas e tive um pneu traseiro furado. Encontrei uma borracharia e fiquei fazendo o conserto, apenas com a ajuda de um morador vizinho que confirmou que a mesma não iria abrir.
No entanto, o pior ainda vinha pela frente, quando fui seguindo as placas em direção ao litoral que erroneamente me enviaria para uma auto-estrada muito movimentada naquele feriado : a Free-Way.

A príncipio temi que fosse abordada pela Polícia Rodoviária Federal e mandada de volta para PoA. Os trechos de acostamento estão sendo recapeados e nuns pontos há apenas areia grossa e os cavaletes perturbam a ultrapassagem que deve ser feita pela pista bem por cima da faixa. Quando muito, encontrava trechos longos de acostamento já recapeados, aí era um momento de alívio.

Bem, nessa brincadeira os caminhões de muitos eixos passavam por mim em comboios. Menos mal, já que alguns caminhoneiros mais audazes resolviam fazer ultrapassagens e disputas de velocidade. Afora que eu já tinha pedalado 100 km e não tem nada de comércio até chegar no pedágio depois de Santo Antonio da Patrulha.

Finalmente, chegando ao pedágio, sem água e nem comida, por volta de umas 16:00 hs, avisto uma penca de lindas bananas, as quais me auxiliaram e muito!

Chego no ponto de parada do pedágio e vou tomar um café e descubro que ainda faltam mais de 20km até Osório. Cheguei em Osório perto das 18:00 hs ainda claro, mas procurando contatos com os ciclistas e pedalantes do local que sei exploram bem o cicloturismo na região.

Procurei pelo Cícero e pelo Ronaldo, este proprietário da loja de bike, para que me indicassem uma pousada que conheci pela TV no Morro da Borrússia. Infelizmente, apesar da ajuda do Arquimedes, um ex-ciclista que competia pela equipe do Ronaldo e agora é motoboy, não consegui encontrá-lo.

Toquei para a estrada de novo e fui conhecer o Morro, tão famoso pela sua altitude e por atrair, além dos ciclistas, motoqueiros. No topo, há prática de vôo livre. Infelizmente só tive perna para chegar meio próxima, pois ainda procurava pela Pousada da Esperança, na qual não pude ficar pois tinha deixado de sacar dinheiro lá embaixo.
Além do mais, ela fica para dentro mais uns 4km e eu estava vendo escurecer e já sentia o cansaço e o friozinho. As descidas são muito fortes e é preciso cautela. Mas a paisagem dos lagos de lá de cima são deslumbrantes também.
Desci e embarquei de ônibus para PoA com um total pedalado de 136 km.
Albúm da Viagem

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